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50 Cent fala sobre Nocaute, estreia de hoje nos cinemas

por em 10/09/2015

Por Bruna Gonçalves Serur e Gill Pringle

Há duas coisas que você precisa saber antes de ver Nocaute, que estreia nesta quinta-feira (10/09) nos cinemas brasileiros. A primeira é: o filme é sobre um campeão de boxe que batalhou muito para chegar onde chegou e superou os obstáculos da vida – mas o personagem é completamente fictício. A segunda é: o filme é baseado na vida de Eminem, que não tem nada a ver com o boxe, mas ficou famoso, perdeu tudo e renasceu como uma fênix.

E como não dava para fazer outro filme protagonizado por Eminem que não fosse uma sequência de 8 Mile, outra história foi construída com o mesmo tema e outro ator foi escolhido. Nocaute é sobre Billy "The Great" Hope, um boxeador de sucesso que cresceu em um orfanato e trilha seu caminho rumo ao título de campeão enquanto enfrenta diversas tragédias em sua vida pessoal.

https://www.youtube.com/watch?v=j4E0mgFii0w

A maior transformação no filme, dirigido por Antoine Fuqua, foi a do ator e protagonista Jake Gyllenhaal, que passou cinco meses treinando para virar um boxeador profissional. A sua performance é tão intensa e impressionante que Gyllenhaal – assim como em O Abutre – some no personagem.

Apesar de ter alguns traços de Scorsese, Nocaute parece mais com Rocky do que com Touro Indomável e o seu roteiro (de Kurt Sutter, criador da série Sons Of Anarchy) tem alguns clichês, como o orfanato, a esposa dedicada (Rachel McAdams), a reconquista da filha, um empresário mau caráter (50 Cent) e um treinador sério e competente (o craque Forest Whitaker), mas que tem um lado sombrio.

A trilha sonora de Nocaute foi a última do compositor James Horner, que faleceu no dia 22 de junho. Após ser substituído como protagonista por Gyllenhaal, Eminem ficou encarregado de produzir a trilha.

Fuqua queria trabalhar com 50 Cent há um tempo. Então, quando chegou a hora, ele imediatamente ofereceu o papel do empresário Jordan Mains ao rapper. Além de Curtis “50 Cent”, o filme também tem a pequena participação de Rita Ora – pisque e perca-a – que, apesar de aparecer em uma única cena, está muito bem num papel de drogada.

VEJA UM TRECHO DA ATUAÇÃO DE 50 CENT EM “NOCAUTE”

Nascido no bairro do Queens, em Nova York, Curtis James Jackson III começou a lutar boxe em uma academia local quando tinha 11 anos. Nos últimos anos, ele se concentrou em fazer a promoção de boxe com a sua empresa, SMS Promotions, e até chegou a trabalhar com o lutador Floyd Mayweather.

Leia abaixo uma entrevista exclusiva com 50 Cent para a Billboard Brasil:

Você luta boxe desde pequeno, você deve realmente entender esse mundo.

O que foi muito interessante nesse projeto para mim era que pela primeira vez eu teria a chance de usar as informações que coleto há anos. Eu era apaixonado pelo esporte quando era jovem, mas ter relacionamentos com lutadores como Floyd Mayweather me manteve por perto disso na vida adulta. A primeira coisa que capturou a minha atenção no roteiro era que eles colocaram Jordan Mains como um empresário, e não um promotor, então isso quer dizer que ele seria esperto o bastante para dominar o ramo inteiro.

Por que você terminou sua carreira de boxeador?

Às vezes você leva um golpe tão forte que você começa a pensar em uma mudança de carreira! Você começa a pensar: “eu poderia trabalhar com construção!” ou fazer outras coisas.

É por isso que você deixou o boxe?

Para ser sincero, eu estava em busca de uma gratificação própria. Boxeadores eram as pessoas que representavam liberdade financeira sem muitos pré-requisitos. Era fácil para mim me ver tendo coisas boas, então eu meio que caí nessa.

Você ficou impressionado com a forma física de Jake Gyllenhaal?

Sim. A disciplina dele era extrema. As coisas que ele fazia para mudar o seu corpo daquele jeito eram de outro nível. As pessoas lutam para perder cinco quilos para o verão, então você sabe que ele trabalhou muito. É difícil.

Você treinou com Jake?

Não! Para falar a verdade, eu estava cheinho. Estava bem e fofo e quando estava no set eu comia biscoitos e pizza. Eu era o empresário, não um lutador.

Nocaute é uma história de superação. Você é um garoto que superou muitos obstáculos. Se identifica com este tema?

Sim, mas este é outro tipo de superação. Porque não é como se Rocky tivesse perdido a luta e fosse retornar na próxima. É um pouco mais forte do que isso. É, também, uma história de amor sobre dois órfãos que criam o que não tinham nas próprias vidas.

Você sempre foi confiante?

De certa forma, sim. Eu acho que a confiança é o traço mais atraente que uma pessoa pode possuir. Eu já tive muito sucesso. É difícil me convencer de que não posso fazer algo ou que não posso torná-lo um sucesso.

Antoine Fuqua sabia da sua história pessoal com o boxe?

Eu não acho que ele sabia muito do que eu sabia do esporte até começarmos a conversar. Ali eu expliquei algumas coisas a ele.

Quão importante é a sua carreira de ator?

A parte comercial é importante porque essa é a única maneira que você pode controlar onde começa e termina. O objetivo é fazer parte de projetos que têm verdadeira integridade artística, porque isso vai estar aqui por mais tempo do que nós. Vamos estar mortos e enterrados e alguém vai usá-lo como referência. Eu quero desenvolver um currículo significativo.

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50 Cent fala sobre Nocaute, estreia de hoje nos cinemas

por em 10/09/2015

Por Bruna Gonçalves Serur e Gill Pringle

Há duas coisas que você precisa saber antes de ver Nocaute, que estreia nesta quinta-feira (10/09) nos cinemas brasileiros. A primeira é: o filme é sobre um campeão de boxe que batalhou muito para chegar onde chegou e superou os obstáculos da vida – mas o personagem é completamente fictício. A segunda é: o filme é baseado na vida de Eminem, que não tem nada a ver com o boxe, mas ficou famoso, perdeu tudo e renasceu como uma fênix.

E como não dava para fazer outro filme protagonizado por Eminem que não fosse uma sequência de 8 Mile, outra história foi construída com o mesmo tema e outro ator foi escolhido. Nocaute é sobre Billy "The Great" Hope, um boxeador de sucesso que cresceu em um orfanato e trilha seu caminho rumo ao título de campeão enquanto enfrenta diversas tragédias em sua vida pessoal.

https://www.youtube.com/watch?v=j4E0mgFii0w

A maior transformação no filme, dirigido por Antoine Fuqua, foi a do ator e protagonista Jake Gyllenhaal, que passou cinco meses treinando para virar um boxeador profissional. A sua performance é tão intensa e impressionante que Gyllenhaal – assim como em O Abutre – some no personagem.

Apesar de ter alguns traços de Scorsese, Nocaute parece mais com Rocky do que com Touro Indomável e o seu roteiro (de Kurt Sutter, criador da série Sons Of Anarchy) tem alguns clichês, como o orfanato, a esposa dedicada (Rachel McAdams), a reconquista da filha, um empresário mau caráter (50 Cent) e um treinador sério e competente (o craque Forest Whitaker), mas que tem um lado sombrio.

A trilha sonora de Nocaute foi a última do compositor James Horner, que faleceu no dia 22 de junho. Após ser substituído como protagonista por Gyllenhaal, Eminem ficou encarregado de produzir a trilha.

Fuqua queria trabalhar com 50 Cent há um tempo. Então, quando chegou a hora, ele imediatamente ofereceu o papel do empresário Jordan Mains ao rapper. Além de Curtis “50 Cent”, o filme também tem a pequena participação de Rita Ora – pisque e perca-a – que, apesar de aparecer em uma única cena, está muito bem num papel de drogada.

VEJA UM TRECHO DA ATUAÇÃO DE 50 CENT EM “NOCAUTE”

Nascido no bairro do Queens, em Nova York, Curtis James Jackson III começou a lutar boxe em uma academia local quando tinha 11 anos. Nos últimos anos, ele se concentrou em fazer a promoção de boxe com a sua empresa, SMS Promotions, e até chegou a trabalhar com o lutador Floyd Mayweather.

Leia abaixo uma entrevista exclusiva com 50 Cent para a Billboard Brasil:

Você luta boxe desde pequeno, você deve realmente entender esse mundo.

O que foi muito interessante nesse projeto para mim era que pela primeira vez eu teria a chance de usar as informações que coleto há anos. Eu era apaixonado pelo esporte quando era jovem, mas ter relacionamentos com lutadores como Floyd Mayweather me manteve por perto disso na vida adulta. A primeira coisa que capturou a minha atenção no roteiro era que eles colocaram Jordan Mains como um empresário, e não um promotor, então isso quer dizer que ele seria esperto o bastante para dominar o ramo inteiro.

Por que você terminou sua carreira de boxeador?

Às vezes você leva um golpe tão forte que você começa a pensar em uma mudança de carreira! Você começa a pensar: “eu poderia trabalhar com construção!” ou fazer outras coisas.

É por isso que você deixou o boxe?

Para ser sincero, eu estava em busca de uma gratificação própria. Boxeadores eram as pessoas que representavam liberdade financeira sem muitos pré-requisitos. Era fácil para mim me ver tendo coisas boas, então eu meio que caí nessa.

Você ficou impressionado com a forma física de Jake Gyllenhaal?

Sim. A disciplina dele era extrema. As coisas que ele fazia para mudar o seu corpo daquele jeito eram de outro nível. As pessoas lutam para perder cinco quilos para o verão, então você sabe que ele trabalhou muito. É difícil.

Você treinou com Jake?

Não! Para falar a verdade, eu estava cheinho. Estava bem e fofo e quando estava no set eu comia biscoitos e pizza. Eu era o empresário, não um lutador.

Nocaute é uma história de superação. Você é um garoto que superou muitos obstáculos. Se identifica com este tema?

Sim, mas este é outro tipo de superação. Porque não é como se Rocky tivesse perdido a luta e fosse retornar na próxima. É um pouco mais forte do que isso. É, também, uma história de amor sobre dois órfãos que criam o que não tinham nas próprias vidas.

Você sempre foi confiante?

De certa forma, sim. Eu acho que a confiança é o traço mais atraente que uma pessoa pode possuir. Eu já tive muito sucesso. É difícil me convencer de que não posso fazer algo ou que não posso torná-lo um sucesso.

Antoine Fuqua sabia da sua história pessoal com o boxe?

Eu não acho que ele sabia muito do que eu sabia do esporte até começarmos a conversar. Ali eu expliquei algumas coisas a ele.

Quão importante é a sua carreira de ator?

A parte comercial é importante porque essa é a única maneira que você pode controlar onde começa e termina. O objetivo é fazer parte de projetos que têm verdadeira integridade artística, porque isso vai estar aqui por mais tempo do que nós. Vamos estar mortos e enterrados e alguém vai usá-lo como referência. Eu quero desenvolver um currículo significativo.