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A força escondida na pequena e delicada Elis Regina

Cantora ficou na 5ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Rebecca Silva em 17/09/2016

Elis Regina começou sua carreira como cantora ainda nova, com 14 anos, assinando contrato com a Rádio Gaúcha, em Porto Alegre, sob a condição de continuar tirando boas notas na escola. Chegou a gravar dois LPs antes de alcançar a fama nacional, ao vencer o Festival de Música da extinta TV Excelsior, interpretando a música “Arrastão”, em 1965. Foi apresentadora de diferentes programas de TV ao lado de Jair Rodrigues, seu grande amigo.

Com uma grande carreira como intérprete, Elis se apresentou em todo o mundo e lotava as casas de shows pelo Brasil. Suas músicas viraram clássicos da música nacional, como “Madalena” e “Upa Neguinho”. Faleceu repentinamente em 1982, causando comoção e deixando saudade.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

8º) TIM MAIA

7º) CHICO BUARQUE

6º) JORGE BEN JOR

Elis ficou em 5º lugar na eleição da Billboard Brasil que vai revelar qual é o artista mais completo do país. Sua maior nota foi conquistada no quesito “presença de palco” – a Pimentinha chamava atenção de todos com seu jeito enérgico de se entregar em suas apresentações.

Em 2015, foi homenageada no samba-enredo da escola de samba paulistana Vai-Vai, que acabou sendo a vencedora do carnaval de São Paulo naquele ano.

Veja abaixo cinco álbuns imperdíveis da carreira de Elis Regina:

Samba - Eu Canto Assim (1965) – Depois de começar a carreira na Jovem Guarda, nesse, que é o quinto álbum da sua carreira, Elis inicia a mudança que levaria o seu nome para o topo. Agora no Rio de Janeiro, a convivência com a turma do Beco das Garrafas aproximou a cantora de compositores como Edu Lobo, Francis Hime, Baden Powell e Vinicius de Moraes (todos presentes nesse álbum).

 

Reprodução

Elis - Como e Porque (1969) – Com a bossa nova já cedendo espaço para outros gêneros, Elis deu um novo ar ao gênero e misturou com o samba jazz. “O Barquinho”, “Canto de Ossanha” e “Aquarela do Brasil” são os destaques.

 

Reprodução

Em Pleno Verão (1970) – A Elis sorridente da capa mostrava a intensidade do seu trabalho nesse álbum, produzido por Nelson Motta. Destaque para o jovem Tim Maia em "These Are Songs" e a versão visceral de "As Curvas da Estrada de Santos", de Roberto e Erasmo.

Reprodução

Elis & Tom (1974) – A cantora se uniu a Tom Jobim e, com produção de Cesar Camargo Mariano, lançou esse algum em dupla. Só “Águas de Março” já vale o disco, mas tem também "Só Tinha de Ser com Você", "Corcovado" e "Chovendo na Roseira".

 

Reprodução

Falso Brilhante (1976) – Já houve uma época em que os artistas faziam longas temporadas de seus shows em um único local em vez de uma grande turnê que viaja o país. Em 1975, Elis iniciou uma temporada com o objetivo de usar músicas para contar sua história. O disco tem parte do repertório do show, gravado em estúdio, e revelou Belchior ("Como Nossos Pais" e "Velha Roupa Colorida") além de trazer composições de João Bosco e Aldir Blanc, Chico Buarque e Ruy Guerra e até Violeta Parra.    

  

Reprodução

Ouça na playlist abaixo 20 músicas obrigatórias da cantora:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.

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A força escondida na pequena e delicada Elis Regina

Cantora ficou na 5ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Rebecca Silva em 17/09/2016

Elis Regina começou sua carreira como cantora ainda nova, com 14 anos, assinando contrato com a Rádio Gaúcha, em Porto Alegre, sob a condição de continuar tirando boas notas na escola. Chegou a gravar dois LPs antes de alcançar a fama nacional, ao vencer o Festival de Música da extinta TV Excelsior, interpretando a música “Arrastão”, em 1965. Foi apresentadora de diferentes programas de TV ao lado de Jair Rodrigues, seu grande amigo.

Com uma grande carreira como intérprete, Elis se apresentou em todo o mundo e lotava as casas de shows pelo Brasil. Suas músicas viraram clássicos da música nacional, como “Madalena” e “Upa Neguinho”. Faleceu repentinamente em 1982, causando comoção e deixando saudade.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

8º) TIM MAIA

7º) CHICO BUARQUE

6º) JORGE BEN JOR

Elis ficou em 5º lugar na eleição da Billboard Brasil que vai revelar qual é o artista mais completo do país. Sua maior nota foi conquistada no quesito “presença de palco” – a Pimentinha chamava atenção de todos com seu jeito enérgico de se entregar em suas apresentações.

Em 2015, foi homenageada no samba-enredo da escola de samba paulistana Vai-Vai, que acabou sendo a vencedora do carnaval de São Paulo naquele ano.

Veja abaixo cinco álbuns imperdíveis da carreira de Elis Regina:

Samba - Eu Canto Assim (1965) – Depois de começar a carreira na Jovem Guarda, nesse, que é o quinto álbum da sua carreira, Elis inicia a mudança que levaria o seu nome para o topo. Agora no Rio de Janeiro, a convivência com a turma do Beco das Garrafas aproximou a cantora de compositores como Edu Lobo, Francis Hime, Baden Powell e Vinicius de Moraes (todos presentes nesse álbum).

 

Reprodução

Elis - Como e Porque (1969) – Com a bossa nova já cedendo espaço para outros gêneros, Elis deu um novo ar ao gênero e misturou com o samba jazz. “O Barquinho”, “Canto de Ossanha” e “Aquarela do Brasil” são os destaques.

 

Reprodução

Em Pleno Verão (1970) – A Elis sorridente da capa mostrava a intensidade do seu trabalho nesse álbum, produzido por Nelson Motta. Destaque para o jovem Tim Maia em "These Are Songs" e a versão visceral de "As Curvas da Estrada de Santos", de Roberto e Erasmo.

Reprodução

Elis & Tom (1974) – A cantora se uniu a Tom Jobim e, com produção de Cesar Camargo Mariano, lançou esse algum em dupla. Só “Águas de Março” já vale o disco, mas tem também "Só Tinha de Ser com Você", "Corcovado" e "Chovendo na Roseira".

 

Reprodução

Falso Brilhante (1976) – Já houve uma época em que os artistas faziam longas temporadas de seus shows em um único local em vez de uma grande turnê que viaja o país. Em 1975, Elis iniciou uma temporada com o objetivo de usar músicas para contar sua história. O disco tem parte do repertório do show, gravado em estúdio, e revelou Belchior ("Como Nossos Pais" e "Velha Roupa Colorida") além de trazer composições de João Bosco e Aldir Blanc, Chico Buarque e Ruy Guerra e até Violeta Parra.    

  

Reprodução

Ouça na playlist abaixo 20 músicas obrigatórias da cantora:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.