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Arcade Fire emociona fãs no último show do Palco Skol no Lollapalooza

por em 07/04/2014
Imagem: Divulgação

Logo no começo, às 20h30, o show de encerramento do Lollapalooza brasileiro deu indício de que seria uma grande homenagem à cultura local. No telão, cenas de Orfeu Negro, filme de 1959 do francês Marcel Camus baseado em peça de Vinicius de Moraes, já usado anteriormente pelo Arcade Fire para a divulgação do disco Reflector. Em seguida, transformando o autódromo em pista de dança, o grupo canadense tocou a faixa-título do novo trabalho, fazendo o público sacolejar e não parar mais.

Acostumado a festivais de grande porte, o vocalista Win Butler demonstrou domínio de palco ao dar início a um momento intimista do roteiro. Introduziu o hit “The Suburbs” em português - “esta música é sobre saudade” -  e a reação foi imediata: casais se acabavam em beijos, solteiros abraçavam os amigos... Emocionado, o líder do Arcade Fire não conseguiu disfarçar a voz embargada.

Fortemente apoiado por elementos visuais (que podem não ser uma boa para quem sofre de epilepsia), o Arcade Fire foi provavelmente a atração do festival que mais soube usar a dinâmica no roteiro de sua apresentação. Em outra homenagem ao Brasil, a vocalista Régine Chassagne se arriscou por “O Morro Não Tem Vez” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), e “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso), enquanto o palco recebia bonecos que pareciam saídos do carnaval de Olinda.

O Arcade Fire festejou também seu concorrente da noite, o New Order – que tocava no palco Interlagos no mesmo horário – ao citar trechos de “Temptation” (hit do grupo veterano de Manchester) durante a execução de “Afterlife”.

 Já na parte final, o público que se dispersava para sair do evento de forma tranquila foi surpreendido com uma chuva de papel picado durante “Here Comes The Night Time” (que incluiu mais citações brasileiras, com “Nine Out Of Ten”, de Caetano). No encerramento, com “Wake Up”, a plateia se transformou em um coral, com os tradicionais ô ô ô da letra arrepiando os fãs. E os fogos de artifício do evento se misturaram ao instrumental da banda, deixando entre os presentes a vontade de repetir a emoção no ano que vem.

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Arcade Fire emociona fãs no último show do Palco Skol no Lollapalooza

por em 07/04/2014
Imagem: Divulgação

Logo no começo, às 20h30, o show de encerramento do Lollapalooza brasileiro deu indício de que seria uma grande homenagem à cultura local. No telão, cenas de Orfeu Negro, filme de 1959 do francês Marcel Camus baseado em peça de Vinicius de Moraes, já usado anteriormente pelo Arcade Fire para a divulgação do disco Reflector. Em seguida, transformando o autódromo em pista de dança, o grupo canadense tocou a faixa-título do novo trabalho, fazendo o público sacolejar e não parar mais.

Acostumado a festivais de grande porte, o vocalista Win Butler demonstrou domínio de palco ao dar início a um momento intimista do roteiro. Introduziu o hit “The Suburbs” em português - “esta música é sobre saudade” -  e a reação foi imediata: casais se acabavam em beijos, solteiros abraçavam os amigos... Emocionado, o líder do Arcade Fire não conseguiu disfarçar a voz embargada.

Fortemente apoiado por elementos visuais (que podem não ser uma boa para quem sofre de epilepsia), o Arcade Fire foi provavelmente a atração do festival que mais soube usar a dinâmica no roteiro de sua apresentação. Em outra homenagem ao Brasil, a vocalista Régine Chassagne se arriscou por “O Morro Não Tem Vez” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), e “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso), enquanto o palco recebia bonecos que pareciam saídos do carnaval de Olinda.

O Arcade Fire festejou também seu concorrente da noite, o New Order – que tocava no palco Interlagos no mesmo horário – ao citar trechos de “Temptation” (hit do grupo veterano de Manchester) durante a execução de “Afterlife”.

 Já na parte final, o público que se dispersava para sair do evento de forma tranquila foi surpreendido com uma chuva de papel picado durante “Here Comes The Night Time” (que incluiu mais citações brasileiras, com “Nine Out Of Ten”, de Caetano). No encerramento, com “Wake Up”, a plateia se transformou em um coral, com os tradicionais ô ô ô da letra arrepiando os fãs. E os fogos de artifício do evento se misturaram ao instrumental da banda, deixando entre os presentes a vontade de repetir a emoção no ano que vem.