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As nuances de Jenni Mosello

Cantora ficou em segundo lugar na versão nacional do reality X Factor e é aposta em 2017

por Rebecca Silva em 24/01/2017

Quantos brasileiros que participaram de reality shows musicais deram certo? Consegue contar nos dedos de quantas mãos? Por algum motivo inexplicável, as fórmulas que descobrem talentos nas versões de outros país não parecem funcionar em terras tupiniquins. Mas Jenni Mosello, vice-colocada do X Factor Brasil, é apontada como aposta para 2017 pela equipe do Google Play e tem tudo para despontar como novo nome pra o pop nacional. Seu visual colorido e divertido mascara seu som maduro e sua voz marcante.

AS APOSTAS DO GOOGLE PLAY MÚSICA PARA 2017

A Billboard Brasil conversou com a curitibana de 22 anos sobre os primeiros passos pós reality.

Como você decidiu participar do X Factor Brasil? O programa tem tradição de lançar grandes nomes fora do país [One Direction, Little Mix, Fifth Harmony].
Sempre assistia às versões lá de fora e gostava. Não sabia que ia ter aqui no Brasil. Um dia meu amigo me ligou desesperado, às duas da manhã, falando sobre o programa. Vi que era verdade, me inscrevi e deu certo.

Recebemos os integrantes do grupo O Clã, que também participou do reality, e eles destacaram a imprevisibilidade do programa. O que mais te marcou na sua participação?
O foco da minha carreira não era participar de um reality. Aprendi muito, me surpreendi. Ainda bem que eu fui. Me colocaram em muitos desafios, ganhei confiança como cantora. Concordo com o que eles disseram. Você tem que se virar. Eu olhava a lista de músicas e não conhecia nenhuma, tinha um dia para aprender. Era a minha imagem, então eu fazia questão de fazer do meu jeito, como me deixasse feliz. Eu tenho um ano e meio de carreira solo [antes fazia parte da banda de jazz Open]. Sonho com um palco grande, dançarinas. Tive a oportunidade de viver isso no X Factor. Agora quero para sempre [risos].

Como foi tomar a decisão de sair da banda e seguir carreira solo?
O mais difícil não foi sair, mas encarar os meus pais, seguir o que eu amo fazer. Não queria mais ficar presa na faculdade, levando a música só como hobby. Eu fiz parte do elenco de um musical sobre o Queen e duas mil pessoas assistiram. Me aplaudiram de pé. Foi naquele momento que eu tive certeza. Meus pais estavam na plateia e me disseram pra seguir meu sonho e fazer o que eu tinha vontade.

 

Suas músicas são em inglês. Por quê?
Nunca parei para pensar. Ouvia jazz e blues desde pequena. Ouvia Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Ray Charles. Foi natural para mim. Agora que veio a vontade de escrever em português, para que tenha mais identificação com as pessoas.

Como foi começar a compor em português?
No começo foi difícil, complicado. Inglês é meio índio e eu já estava acostumada, português é uma língua mais complexa. As grandes composições em português são lindas, parecem poemas. Não queria lançar qualquer coisa.

Você tem planos de lançar álbum em breve?
Comecei a gravar na metade do ano passado lá fora, tenho quatro músicas em inglês. Agora estou gravando outras quatro, em português, aqui no Brasil. Deve sair em abril. Mas vou fazer diferente, vou lançar uma música por semana. Ninguém mais tem tempo para ouvir um disco inteiro hoje, né? 

E quais são suas referências para o disco?
Não sei explicar muito bem. Um misto de Rihanna com Amy Winehouse e Ariana Grande, em português. Tem pop, hip hop, R&B, jazz e soul. O baterista com quem gravei trabalha com o Justin Bieber, então tem essa sonoridade que estão fazendo lá fora, mas na nossa língua.

Seu estilo é marcante e tem referências fortes ao colorido, as peças usadas nos anos 1990. O que inspira seu visual?
Sou viciada em moda, daquelas que assisti desfiles de madrugada. Amo os anos 1980 e 1990, amo esse visual pop japonês.

O que você tem ouvido ultimamente? Tem algum guilty pleasure?
Eu gosto de ouvir música mais pesada do que a que eu faço. Amo hip hop. Ouvi muito o último disco do Kanye West, The Life Of Pablo. No pop, minhas divas são as que falei antes, que usei de referência para o disco. E olha, não tenho vergonha de nada que ouço. Fiz até arranjo para “Deu Onda”, vou cantar em show. A gente tem que se zoar, né? Se não, perde a graça.

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As nuances de Jenni Mosello

Cantora ficou em segundo lugar na versão nacional do reality X Factor e é aposta em 2017

por Rebecca Silva em 24/01/2017

Quantos brasileiros que participaram de reality shows musicais deram certo? Consegue contar nos dedos de quantas mãos? Por algum motivo inexplicável, as fórmulas que descobrem talentos nas versões de outros país não parecem funcionar em terras tupiniquins. Mas Jenni Mosello, vice-colocada do X Factor Brasil, é apontada como aposta para 2017 pela equipe do Google Play e tem tudo para despontar como novo nome pra o pop nacional. Seu visual colorido e divertido mascara seu som maduro e sua voz marcante.

AS APOSTAS DO GOOGLE PLAY MÚSICA PARA 2017

A Billboard Brasil conversou com a curitibana de 22 anos sobre os primeiros passos pós reality.

Como você decidiu participar do X Factor Brasil? O programa tem tradição de lançar grandes nomes fora do país [One Direction, Little Mix, Fifth Harmony].
Sempre assistia às versões lá de fora e gostava. Não sabia que ia ter aqui no Brasil. Um dia meu amigo me ligou desesperado, às duas da manhã, falando sobre o programa. Vi que era verdade, me inscrevi e deu certo.

Recebemos os integrantes do grupo O Clã, que também participou do reality, e eles destacaram a imprevisibilidade do programa. O que mais te marcou na sua participação?
O foco da minha carreira não era participar de um reality. Aprendi muito, me surpreendi. Ainda bem que eu fui. Me colocaram em muitos desafios, ganhei confiança como cantora. Concordo com o que eles disseram. Você tem que se virar. Eu olhava a lista de músicas e não conhecia nenhuma, tinha um dia para aprender. Era a minha imagem, então eu fazia questão de fazer do meu jeito, como me deixasse feliz. Eu tenho um ano e meio de carreira solo [antes fazia parte da banda de jazz Open]. Sonho com um palco grande, dançarinas. Tive a oportunidade de viver isso no X Factor. Agora quero para sempre [risos].

Como foi tomar a decisão de sair da banda e seguir carreira solo?
O mais difícil não foi sair, mas encarar os meus pais, seguir o que eu amo fazer. Não queria mais ficar presa na faculdade, levando a música só como hobby. Eu fiz parte do elenco de um musical sobre o Queen e duas mil pessoas assistiram. Me aplaudiram de pé. Foi naquele momento que eu tive certeza. Meus pais estavam na plateia e me disseram pra seguir meu sonho e fazer o que eu tinha vontade.

 

Suas músicas são em inglês. Por quê?
Nunca parei para pensar. Ouvia jazz e blues desde pequena. Ouvia Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Ray Charles. Foi natural para mim. Agora que veio a vontade de escrever em português, para que tenha mais identificação com as pessoas.

Como foi começar a compor em português?
No começo foi difícil, complicado. Inglês é meio índio e eu já estava acostumada, português é uma língua mais complexa. As grandes composições em português são lindas, parecem poemas. Não queria lançar qualquer coisa.

Você tem planos de lançar álbum em breve?
Comecei a gravar na metade do ano passado lá fora, tenho quatro músicas em inglês. Agora estou gravando outras quatro, em português, aqui no Brasil. Deve sair em abril. Mas vou fazer diferente, vou lançar uma música por semana. Ninguém mais tem tempo para ouvir um disco inteiro hoje, né? 

E quais são suas referências para o disco?
Não sei explicar muito bem. Um misto de Rihanna com Amy Winehouse e Ariana Grande, em português. Tem pop, hip hop, R&B, jazz e soul. O baterista com quem gravei trabalha com o Justin Bieber, então tem essa sonoridade que estão fazendo lá fora, mas na nossa língua.

Seu estilo é marcante e tem referências fortes ao colorido, as peças usadas nos anos 1990. O que inspira seu visual?
Sou viciada em moda, daquelas que assisti desfiles de madrugada. Amo os anos 1980 e 1990, amo esse visual pop japonês.

O que você tem ouvido ultimamente? Tem algum guilty pleasure?
Eu gosto de ouvir música mais pesada do que a que eu faço. Amo hip hop. Ouvi muito o último disco do Kanye West, The Life Of Pablo. No pop, minhas divas são as que falei antes, que usei de referência para o disco. E olha, não tenho vergonha de nada que ouço. Fiz até arranjo para “Deu Onda”, vou cantar em show. A gente tem que se zoar, né? Se não, perde a graça.

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