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Colorado, nos EUA, tenta censurar livro que originou 13 Reasons Why

Sete alunos se mataram recentemente no estado; bibliotecários conseguiram reverter a decisão

por Redação em 16/05/2017

Enquanto uma comunidade no estado do Colorado, nos Estados Unidos, está em luto pela morte de sete estudantes que recentemente tiraram suas vidas, um oficial do Distrito Escolar ordenou que funcionários retirem temporariamente o livro que inspirou a série 13 Reasons Why das bibliotecas, sob a alegação de alguns críticos de que a história romantiza o suicídio.

A ordem incomodou alguns desses bibliotecários, que a chamaram de censura. O acontecimento também iniciou o debate sobre liberdade de expressão.

13 REASONS WHY PROVOCA REAÇÃO DE ESCOLAS E PAIS NOS EUA 

O livro, publicado em 2007, conta a história de uma estudante que se mata após criar uma série de fitas cassete para seus colegas de classe ouvirem após sua morte. Ela direciona as fitas para aqueles que influenciaram na sua decisão.

Sua morte é mostrada no último episódio da primeira temporada da série, feita pela Netflix. A cena, pesada e gráfica, fez com que escolas dos Estados Unidos enviassem cartas aos pais e responsáveis legais dos alunos com dicas de como prevenir o suicídio.

O QUE A TRILHA DE 13 REASONS WHY, DA NETFLIX, NOS CONTA SOBRE A SÉRIE 

De Nova York, passando pelo centro do país, até a Califórnia, administradores de escolas emitiram comunicados alertando que a série faz sensacionalismo com o suicídio e não oferece ajuda aos que estão passando por problemas psicológicos. Não há evidência de que os sete alunos da escola Mesa County se mataram por causa da série ou do livro.

Das 20 cópias do livro disponíveis no Distrito Escolar da comunidade no Colorado, 19 estavam alugadas quando a ordem foi emitida. Ainda assim, vários bibliotecários protestaram e a ordem foi rescindida três horas após a emissão.

Os criadores da série mantêm a posição de que a franca reprodução de um suicídio mostrada no último episódio precisava ser crua e incômoda.

SELENA GOMEZ FALA SOBRE BULLYING E SEU TRABALHO NA DISNEY

"Muitas pessoas estão acusando a série de glamurizar o suicídio e sinto – e acredito que todos que fizeram a série também sentem – que fizemos o oposto”, disse o escritor Brian Yorkey. “O que fizemos foi mostrar um suicídio da forma mais feia e prejudicial”.

Jay Asher, que escreveu o livro best-seller após um familiar próximo tentar se suicidar na adolescência, disse que já fez palestras em escolas dos 50 estados do país e afirma que não teria sido chamado se professores não estivessem dispostos a conversar sobre tópicos desconfortáveis e complicados.

"Repetidamente, leitores descrevem 13 Reasons Why como a primeira vez que se sentiram compreendidos”, diz Asher. “Reconhecer que as pessoas vão entender é o primeiro passo para procurar ajuda”.

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Enquanto uma comunidade no estado do Colorado, nos Estados Unidos, está em luto pela morte de sete estudantes que recentemente tiraram suas vidas, um oficial do Distrito Escolar ordenou que funcionários retirem temporariamente o livro que inspirou a série 13 Reasons Why das bibliotecas, sob a alegação de alguns críticos de que a história romantiza o suicídio.

A ordem incomodou alguns desses bibliotecários, que a chamaram de censura. O acontecimento também iniciou o debate sobre liberdade de expressão.

13 REASONS WHY PROVOCA REAÇÃO DE ESCOLAS E PAIS NOS EUA 

O livro, publicado em 2007, conta a história de uma estudante que se mata após criar uma série de fitas cassete para seus colegas de classe ouvirem após sua morte. Ela direciona as fitas para aqueles que influenciaram na sua decisão.

Sua morte é mostrada no último episódio da primeira temporada da série, feita pela Netflix. A cena, pesada e gráfica, fez com que escolas dos Estados Unidos enviassem cartas aos pais e responsáveis legais dos alunos com dicas de como prevenir o suicídio.

O QUE A TRILHA DE 13 REASONS WHY, DA NETFLIX, NOS CONTA SOBRE A SÉRIE 

De Nova York, passando pelo centro do país, até a Califórnia, administradores de escolas emitiram comunicados alertando que a série faz sensacionalismo com o suicídio e não oferece ajuda aos que estão passando por problemas psicológicos. Não há evidência de que os sete alunos da escola Mesa County se mataram por causa da série ou do livro.

Das 20 cópias do livro disponíveis no Distrito Escolar da comunidade no Colorado, 19 estavam alugadas quando a ordem foi emitida. Ainda assim, vários bibliotecários protestaram e a ordem foi rescindida três horas após a emissão.

Os criadores da série mantêm a posição de que a franca reprodução de um suicídio mostrada no último episódio precisava ser crua e incômoda.

SELENA GOMEZ FALA SOBRE BULLYING E SEU TRABALHO NA DISNEY

"Muitas pessoas estão acusando a série de glamurizar o suicídio e sinto – e acredito que todos que fizeram a série também sentem – que fizemos o oposto”, disse o escritor Brian Yorkey. “O que fizemos foi mostrar um suicídio da forma mais feia e prejudicial”.

Jay Asher, que escreveu o livro best-seller após um familiar próximo tentar se suicidar na adolescência, disse que já fez palestras em escolas dos 50 estados do país e afirma que não teria sido chamado se professores não estivessem dispostos a conversar sobre tópicos desconfortáveis e complicados.

"Repetidamente, leitores descrevem 13 Reasons Why como a primeira vez que se sentiram compreendidos”, diz Asher. “Reconhecer que as pessoas vão entender é o primeiro passo para procurar ajuda”.