NOTÍCIAS

Com sua vida retratada em livros, peças e filme, Tim Maia é o artista mais midiático da nossa música

Músico ficou na 8ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Rebecca Silva em 14/09/2016

Tim Maia começou sua carreira ainda adolescente, aos 15 anos, formando o grupo Os Sputniks com Erasmo Carlos e Roberto Carlos. Pouco tempo depois, em 1959, teve a oportunidade de viajar aos Estados Unidos, onde estudou inglês, conheceu e se apaixonou pela black music. Ao retornar para o Brasil, tentou emplacar a carreira artística, esperando uma ajuda do amigo de infância, Roberto, que estava estourado com a Jovem Guarda.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

Em 1969, gravou “These Are The Songs” em um compacto simples e no ano seguinte foi chamado para cantar a faixa ao lado de Elis Regina em seu LP Em Pleno Verão. No mesmo ano, gravou seu primeiro disco, homônimo, que trazia o sucesso “Azul Da Cor Do Mar”.  Tim também é lembrado pelo temperamento forte, que muitas vezes o levou a cancelar shows e brigar com músicos – Tim foi alvo de diversos processos trabalhistas e por direitos autorais.

Tim ficou em 8º lugar na eleição da Billboard Brasil sobre o artista mais completo do país. Sua maior nota foi conquistada no quesito “voz” – é impossível não reconhecer a soul music em sua voz rouca e marcante. 

A biografia Vale Tudo – O Som E A Fúria de Tim Maia, escrita pelo jornalista e crítico musical Nelson Motta, serviu como base para uma peça musical, que estreou no teatro em 2011 e para o longa-metragem dirigido por Mauro Lima, de 2014. Tim é um dos artistas com a biografia mais explorada na música brasileira.

Veja abaixo cinco álbuns imperdíveis da carreira de Tim Maia:

Tim Maia (1970) - A coisa não tinha como começar melhor. Com as bênçãos de Elis Regina, Nelson Motta e Mutantes (Tim se tornaria um grande amigo de Rita Lee), o tijucano lança seu primeiro trabalho e já mostra as misturas que é capaz de fazer. Tem soul, funk, forró e um gênero novo, o samba soul.

 

Reprodução

Tim Maia Racional (1975/1976) – Os fãs foram surpreendidos por um Tim Maia pregador da palavra de Manuel, “maior homem do mundo” e líder da seita Universo em Desencanto. A sonoridade é Tim Maia, mas as letras fazem referência à nova crença de Tim. Dividido em dois volumes (e um terceiro, descoberto anos depois), é o álbum em que o cantor tem sua melhor voz por estar longe das drogas.

Reprodução

Tim Maia Em Inglês (1976) – Ao sair da viagem que foi o Universo em Desencanto, Tim Maia gravou um álbum em inglês. Desacreditado e com o público bastante diminuído após a sua experiência religiosa, Tim resolveu lançar o álbum de forma independente e pérolas como “Day By Day” não foram descobertas pelo grande público na época. O álbum é uma homenagem de Tim aos anos que passou nos Estados Unidos.

Reprodução

Tim Maia Disco Club (1978) – Tim Maia tinha uma teoria: um disco tinha que ser “metade esquenta-suvaco e metade mela-cueca”, ou seja, na época do vinil, um lado tinha que colocar pra dançar na pista e o outro pra dançar juntinho. Com a disco music bombando, Tim colocou a teoria em prática e entregou um dos álbuns mais perfeitos da sua carreira. A elétrica “A Fim De Voltar” abre a pista, enquanto “Murmúrio” começa a sessão pra dançar grudado.

Reprodução

O Descobridor dos Sete Mares (1983) – Com a disco ainda bombando, o álbum abre com duas pancadas certeiras para as pistas: a faixa título e “Terapêutica Do Grito”. No lado sossegado do disco, tem “Me Dê Motivo”, uma das músicas mais canastronas de Tim e que rendia ótimas interpretações ao vivo.

 

Reprodução

Ouça na playlist abaixo 20 músicas obrigatórias de Tim Maia:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
2
Ar-Condicionado No 15
Wesley Safadão
Áudio indisponível
3
Na Conta Da Loucura
Bruno & Marrone
4
Avisa Que Eu Cheguei (Part. Ivete Sangalo)
Naiara Azevedo
5
Amigo Taxista
Zé Neto & Cristiano
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Com sua vida retratada em livros, peças e filme, Tim Maia é o artista mais midiático da nossa música

Músico ficou na 8ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Rebecca Silva em 14/09/2016

Tim Maia começou sua carreira ainda adolescente, aos 15 anos, formando o grupo Os Sputniks com Erasmo Carlos e Roberto Carlos. Pouco tempo depois, em 1959, teve a oportunidade de viajar aos Estados Unidos, onde estudou inglês, conheceu e se apaixonou pela black music. Ao retornar para o Brasil, tentou emplacar a carreira artística, esperando uma ajuda do amigo de infância, Roberto, que estava estourado com a Jovem Guarda.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

Em 1969, gravou “These Are The Songs” em um compacto simples e no ano seguinte foi chamado para cantar a faixa ao lado de Elis Regina em seu LP Em Pleno Verão. No mesmo ano, gravou seu primeiro disco, homônimo, que trazia o sucesso “Azul Da Cor Do Mar”.  Tim também é lembrado pelo temperamento forte, que muitas vezes o levou a cancelar shows e brigar com músicos – Tim foi alvo de diversos processos trabalhistas e por direitos autorais.

Tim ficou em 8º lugar na eleição da Billboard Brasil sobre o artista mais completo do país. Sua maior nota foi conquistada no quesito “voz” – é impossível não reconhecer a soul music em sua voz rouca e marcante. 

A biografia Vale Tudo – O Som E A Fúria de Tim Maia, escrita pelo jornalista e crítico musical Nelson Motta, serviu como base para uma peça musical, que estreou no teatro em 2011 e para o longa-metragem dirigido por Mauro Lima, de 2014. Tim é um dos artistas com a biografia mais explorada na música brasileira.

Veja abaixo cinco álbuns imperdíveis da carreira de Tim Maia:

Tim Maia (1970) - A coisa não tinha como começar melhor. Com as bênçãos de Elis Regina, Nelson Motta e Mutantes (Tim se tornaria um grande amigo de Rita Lee), o tijucano lança seu primeiro trabalho e já mostra as misturas que é capaz de fazer. Tem soul, funk, forró e um gênero novo, o samba soul.

 

Reprodução

Tim Maia Racional (1975/1976) – Os fãs foram surpreendidos por um Tim Maia pregador da palavra de Manuel, “maior homem do mundo” e líder da seita Universo em Desencanto. A sonoridade é Tim Maia, mas as letras fazem referência à nova crença de Tim. Dividido em dois volumes (e um terceiro, descoberto anos depois), é o álbum em que o cantor tem sua melhor voz por estar longe das drogas.

Reprodução

Tim Maia Em Inglês (1976) – Ao sair da viagem que foi o Universo em Desencanto, Tim Maia gravou um álbum em inglês. Desacreditado e com o público bastante diminuído após a sua experiência religiosa, Tim resolveu lançar o álbum de forma independente e pérolas como “Day By Day” não foram descobertas pelo grande público na época. O álbum é uma homenagem de Tim aos anos que passou nos Estados Unidos.

Reprodução

Tim Maia Disco Club (1978) – Tim Maia tinha uma teoria: um disco tinha que ser “metade esquenta-suvaco e metade mela-cueca”, ou seja, na época do vinil, um lado tinha que colocar pra dançar na pista e o outro pra dançar juntinho. Com a disco music bombando, Tim colocou a teoria em prática e entregou um dos álbuns mais perfeitos da sua carreira. A elétrica “A Fim De Voltar” abre a pista, enquanto “Murmúrio” começa a sessão pra dançar grudado.

Reprodução

O Descobridor dos Sete Mares (1983) – Com a disco ainda bombando, o álbum abre com duas pancadas certeiras para as pistas: a faixa título e “Terapêutica Do Grito”. No lado sossegado do disco, tem “Me Dê Motivo”, uma das músicas mais canastronas de Tim e que rendia ótimas interpretações ao vivo.

 

Reprodução

Ouça na playlist abaixo 20 músicas obrigatórias de Tim Maia:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.