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Conheça Chronixx, aposta do produtor que descobriu Bob Marley

por em 30/03/2015

Por José Flávio Júnior

Chronixx: o nome já soa familiar? Não? Pois prepare-se para ouvir falar muito desse cantor e compositor jamaicano de 22 anos. Não bastasse o seu talento para entoar reggaes e skas, Chronixx conta com um entusiasta de responsa: a lenda da indústria musical Chris Blackwell, responsável por popularizar o reggae no mundo, lançando Bob Marley, Back Uhuru, Burning Spear, entre outros artistas jamaicanos. Sua gravadora, a Island Records, também catapultou artistas como U2, King Crimson, Cat Stevens e PJ Harvey.

Acontece que o britânico decidiu se afastar do universo musical no final da década de 1990. Aposentou-se das atividades de executivo e produtor para focar em seus empreendimentos na Jamaica: ele gere o Island Outpost, conglomerado de hotéis luxuosos, que inclui o conceituadíssimo resort Goldeneye. O empresário de 77 anos esteve em São Paulo na terceira semana de março para divulgar seus negócios, mas fez questão de um encontro com a Billboard Brasil para falar de sua empolgação com Chronixx.

Mais do que capitalizar com sua descoberta (digamos que dinheiro não é uma grande preocupação para o inglês), Blackwell parece genuinamente interessado em compartilhar a música de Chronixx. “Ele tem um jeito muito fluido de cantar. Canta quase como se fosse um saxofonista de jazz, movimentando-se pelos versos de maneira muito peculiar. Isso não é algo que você aprende, é uma bênção”, disse, sobre a aposta.

As coisas já começaram a acontecer para Chronixx. Apesar de ter lançado apenas EPs, ele participa do novo álbum do Major Lazer (que fechou o palco eletrônico do Lollapalooza neste sábado, 27/3) e já fez algumas aparições aplaudidas nos Estados Unidos, incluindo um concerto no Central Park, em Nova York, no ano passado. O bom número de espectadores na ocasião é creditado à performance de Chronixx no talk show de Jimmy Fallon dias antes. E Blackwell teve participação nisso, de maneira bastante curiosa.

Recém-chegado a Jamaica para desfrutar de férias no resort de Blackwell, Fallon já sabia cantar várias músicas de Chronixx. O carro que o pegou no aeroporto tocava Chronixx, a recepção do hotel tocava Chronixx, em todo lugar ele ouvia Chronixx... Tudo parte do marketing do veterano inglês para promover seu “afilhado”. Resultado: o entrevistador e humorista acabou levando o cantor para seu talk show – e promete repetir a dose em junho.

O inglês afirma ter um acordo com Chronixx, mas nada tão sério quanto um contrato de gravação. “Acho que ele não deveria assinar com uma grande gravadora. Gostaria que ele tivesse o próprio selo, o Chronixx Music ou algo assim”, idealiza, antes de perguntar qual promotor encararia a tarefa de popularizar o jamaicano no Brasil.

“Tarefa inglória por aqui”, Blackwell ouve da reportagem de Billboard Brasil. O desejo do veterano é incluir Chronixx em festivais que não sejam focados em reggae. Ele acredita que o artista não deve permanecer restrito ao gueto de quem curte música jamaicana, afinal, tem potencial para agradar os mais diversos públicos.

“Thanks And Praise”, “Smile Jamaica” e “Here Comes Trouble” estão entre os singles da revelação da ilha que vêm chamando atenção. O clipe da última já ultrapassou a marca de cinco milhões de visualizações no YouTube. No Facebook, sua página goza de 520 mil curtidas, sendo que 15 mil são de fãs brasileiros, reforça Blackwell.

Integrante de uma espécie de reggae revival, Chronixx mexe com música desde os 11 anos de idade. Cantou em igrejas, forneceu vocais de apoio para artistas locais e sempre contou com o incentivo familiar para seguir na profissão. “Meu pai me expôs à música desde muito cedo. Aos 15 anos, comecei a produzir meu próprio material e percebi que essa era a minha onda”, declarou o jamaicano.

Fãs célebres começaram a aparecer na trajetória de Chronixx assim que ele passou a se apresentar em festas. Numa delas, em Kingston, o velocista Usain Bolt foi flagrado dançando animadamente ao som do novo artista. O atleta conterrâneo é um conhecido entusiasta de reggae e se arrisca ao microfone de vez em quando.

Enquanto não lança um álbum cheio, Chronixx colhe os frutos do EP mais recente, Dread & Terrible, que liderou o Billboard Top Reggae Albuns pela primeira vez em abril de 2014. O EP acumula 42 semanas consecutivas entre os dez mais da mesma parada.

De partida para Angra dos Reis, Blackwell fez questão de mostrar faixas do EP para a reportagem de Billboard Brasil no encontro da semana passada. Além de buscar seu próprio fone de ouvido no quarto do hotel em que se hospedava para exibir a música do pupilo, trouxe uma garrafa de seu próprio rum – desde 2009, ele produz o destilado a partir da cana de açúcar plantada na Jamaica. O nome do néctar não poderia ser outro: Blackwell.

Esse verdadeiro mito da música pode tirar onda de diversas maneiras. Se está tão empenhado em promover Chronixx, é porque viu mesmo algo de diferente nesse artista, como num acróstico revelador. Fica a dica.

https://www.youtube.com/watch?v=LfeIfiiBTfY
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por em 30/03/2015

Por José Flávio Júnior

Chronixx: o nome já soa familiar? Não? Pois prepare-se para ouvir falar muito desse cantor e compositor jamaicano de 22 anos. Não bastasse o seu talento para entoar reggaes e skas, Chronixx conta com um entusiasta de responsa: a lenda da indústria musical Chris Blackwell, responsável por popularizar o reggae no mundo, lançando Bob Marley, Back Uhuru, Burning Spear, entre outros artistas jamaicanos. Sua gravadora, a Island Records, também catapultou artistas como U2, King Crimson, Cat Stevens e PJ Harvey.

Acontece que o britânico decidiu se afastar do universo musical no final da década de 1990. Aposentou-se das atividades de executivo e produtor para focar em seus empreendimentos na Jamaica: ele gere o Island Outpost, conglomerado de hotéis luxuosos, que inclui o conceituadíssimo resort Goldeneye. O empresário de 77 anos esteve em São Paulo na terceira semana de março para divulgar seus negócios, mas fez questão de um encontro com a Billboard Brasil para falar de sua empolgação com Chronixx.

Mais do que capitalizar com sua descoberta (digamos que dinheiro não é uma grande preocupação para o inglês), Blackwell parece genuinamente interessado em compartilhar a música de Chronixx. “Ele tem um jeito muito fluido de cantar. Canta quase como se fosse um saxofonista de jazz, movimentando-se pelos versos de maneira muito peculiar. Isso não é algo que você aprende, é uma bênção”, disse, sobre a aposta.

As coisas já começaram a acontecer para Chronixx. Apesar de ter lançado apenas EPs, ele participa do novo álbum do Major Lazer (que fechou o palco eletrônico do Lollapalooza neste sábado, 27/3) e já fez algumas aparições aplaudidas nos Estados Unidos, incluindo um concerto no Central Park, em Nova York, no ano passado. O bom número de espectadores na ocasião é creditado à performance de Chronixx no talk show de Jimmy Fallon dias antes. E Blackwell teve participação nisso, de maneira bastante curiosa.

Recém-chegado a Jamaica para desfrutar de férias no resort de Blackwell, Fallon já sabia cantar várias músicas de Chronixx. O carro que o pegou no aeroporto tocava Chronixx, a recepção do hotel tocava Chronixx, em todo lugar ele ouvia Chronixx... Tudo parte do marketing do veterano inglês para promover seu “afilhado”. Resultado: o entrevistador e humorista acabou levando o cantor para seu talk show – e promete repetir a dose em junho.

O inglês afirma ter um acordo com Chronixx, mas nada tão sério quanto um contrato de gravação. “Acho que ele não deveria assinar com uma grande gravadora. Gostaria que ele tivesse o próprio selo, o Chronixx Music ou algo assim”, idealiza, antes de perguntar qual promotor encararia a tarefa de popularizar o jamaicano no Brasil.

“Tarefa inglória por aqui”, Blackwell ouve da reportagem de Billboard Brasil. O desejo do veterano é incluir Chronixx em festivais que não sejam focados em reggae. Ele acredita que o artista não deve permanecer restrito ao gueto de quem curte música jamaicana, afinal, tem potencial para agradar os mais diversos públicos.

“Thanks And Praise”, “Smile Jamaica” e “Here Comes Trouble” estão entre os singles da revelação da ilha que vêm chamando atenção. O clipe da última já ultrapassou a marca de cinco milhões de visualizações no YouTube. No Facebook, sua página goza de 520 mil curtidas, sendo que 15 mil são de fãs brasileiros, reforça Blackwell.

Integrante de uma espécie de reggae revival, Chronixx mexe com música desde os 11 anos de idade. Cantou em igrejas, forneceu vocais de apoio para artistas locais e sempre contou com o incentivo familiar para seguir na profissão. “Meu pai me expôs à música desde muito cedo. Aos 15 anos, comecei a produzir meu próprio material e percebi que essa era a minha onda”, declarou o jamaicano.

Fãs célebres começaram a aparecer na trajetória de Chronixx assim que ele passou a se apresentar em festas. Numa delas, em Kingston, o velocista Usain Bolt foi flagrado dançando animadamente ao som do novo artista. O atleta conterrâneo é um conhecido entusiasta de reggae e se arrisca ao microfone de vez em quando.

Enquanto não lança um álbum cheio, Chronixx colhe os frutos do EP mais recente, Dread & Terrible, que liderou o Billboard Top Reggae Albuns pela primeira vez em abril de 2014. O EP acumula 42 semanas consecutivas entre os dez mais da mesma parada.

De partida para Angra dos Reis, Blackwell fez questão de mostrar faixas do EP para a reportagem de Billboard Brasil no encontro da semana passada. Além de buscar seu próprio fone de ouvido no quarto do hotel em que se hospedava para exibir a música do pupilo, trouxe uma garrafa de seu próprio rum – desde 2009, ele produz o destilado a partir da cana de açúcar plantada na Jamaica. O nome do néctar não poderia ser outro: Blackwell.

Esse verdadeiro mito da música pode tirar onda de diversas maneiras. Se está tão empenhado em promover Chronixx, é porque viu mesmo algo de diferente nesse artista, como num acróstico revelador. Fica a dica.

https://www.youtube.com/watch?v=LfeIfiiBTfY