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Da nova safra do rap, Rodrigo Ogi lança R Á! em São Paulo

por em 03/12/2015
Por Marcos Lauro O rapper Rodrigo Ogi é um dos nomes mais respeitados da nova cena do rap nacional. Já elogiado por caras como Emicida e Criolo, Ogi conta histórias de uma forma bastante peculiar e pessoal. Além disso, mesmo com essa onda de singles lançados pela internet, gosta de fazer com que suas músicas se relacionem nos discos. Com o primeiro, Crônica Da Cidade Cinza, de 2014, Ogi rima sobre São Paulo. Já em R Á!, recém-lançado, se coloca na posição de um paciente numa consulta com um psicólogo. Por meio disso, vai narrando suas histórias, sonhos e angústias. Billboard Brasil conversou com Ogi sobre esse trabalho: No seu álbum tem um diálogo entre você e um psicólogo. Como você chegou a essa ideia? Eu estava fazendo várias músicas interligadas e precisava dar uma cara pra isso. Pra não ficar sem pé nem cabeça, né? Eu costumo escrever músicas como se fosse um livro mesmo. O Crônicas Da Cidade Cinza já tem um pouco essa pegada e tive a ideia, junto com uns amigos, de criar essa atmosfera, como se estivesse num consultório mesmo. E tem muita coisa lúdica, eu falo sobre sonhos, personagens... tinha a ver. O rap tem usado muito esse conceito de “ópera-rock” hoje em dia, né? Pois é... lá fora isso já rola há um bom tempo. Aqui no Brasil está começando agora, ficando mais comum. E é um desafio maior, nesses tempos em que as pessoas ouvem de tudo um pouco? Eu me prendo a essa coisa do disco. Eu já vi muito cara do rap fazendo show depois de soltar só uma música na internet. O funk é assim também. Mas eu ainda tentei seguir a moda antiga, um disco mesmo, que reflete um momento da minha carreira. É mais sólido do que eu soltar as coisas na internet. E como você vê o rap como o gênero musical mais ouvido do mundo? Eu sou cria do rap, desde criança escuto rap. Então eu acompanho muito o gênero lá de fora e sabia que quando chegasse aqui ia expandir. É uma tendência o rap ser fácil de misturar com outros gêneros... dá pra fazer rap com o que você quiser, entendeu? Antigamente, aqui no Brasil, era proibido misturar rap, não tinha isso. Como você encara a evolução do rap nos últimos anos? A geração passada, do Kamau, do Mamelo Sound System, veio com outra mentalidade. Racionais sempre vai ser uma escola, claro. Mas esses caras deixaram a coisa mais livre tanto nas temáticas quanto nas batidas. E também tem o momento econômico do país, né? Hoje o acesso é mais fácil. Então a nova geração já chega com tudo mastigado pra eles. Não que isso seja ruim, foi a semente que a geração passada plantou. E o rap está mais unido? Os artistas estão conversando mais? Eu acho que sim. Troco informações com vários caras da minha geração, da geração passada... eu acho que sim. Ainda tem gente radical, só que as coisas vão mudando, né? Se você parar no tempo, você não evolui como ser humano e isso influencia a arte que você faz. Eu gosto de trazer coisas novas pro meu mundo. Serviço: Ogi – show de lançamento do álbum R Á! Sesc Pompeia 5/12 – 21h30 De R$ 6 a R$ 20 Ingressos nas bilheterias do SESC ou no site.  
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Da nova safra do rap, Rodrigo Ogi lança R Á! em São Paulo

por em 03/12/2015
Por Marcos Lauro O rapper Rodrigo Ogi é um dos nomes mais respeitados da nova cena do rap nacional. Já elogiado por caras como Emicida e Criolo, Ogi conta histórias de uma forma bastante peculiar e pessoal. Além disso, mesmo com essa onda de singles lançados pela internet, gosta de fazer com que suas músicas se relacionem nos discos. Com o primeiro, Crônica Da Cidade Cinza, de 2014, Ogi rima sobre São Paulo. Já em R Á!, recém-lançado, se coloca na posição de um paciente numa consulta com um psicólogo. Por meio disso, vai narrando suas histórias, sonhos e angústias. Billboard Brasil conversou com Ogi sobre esse trabalho: No seu álbum tem um diálogo entre você e um psicólogo. Como você chegou a essa ideia? Eu estava fazendo várias músicas interligadas e precisava dar uma cara pra isso. Pra não ficar sem pé nem cabeça, né? Eu costumo escrever músicas como se fosse um livro mesmo. O Crônicas Da Cidade Cinza já tem um pouco essa pegada e tive a ideia, junto com uns amigos, de criar essa atmosfera, como se estivesse num consultório mesmo. E tem muita coisa lúdica, eu falo sobre sonhos, personagens... tinha a ver. O rap tem usado muito esse conceito de “ópera-rock” hoje em dia, né? Pois é... lá fora isso já rola há um bom tempo. Aqui no Brasil está começando agora, ficando mais comum. E é um desafio maior, nesses tempos em que as pessoas ouvem de tudo um pouco? Eu me prendo a essa coisa do disco. Eu já vi muito cara do rap fazendo show depois de soltar só uma música na internet. O funk é assim também. Mas eu ainda tentei seguir a moda antiga, um disco mesmo, que reflete um momento da minha carreira. É mais sólido do que eu soltar as coisas na internet. E como você vê o rap como o gênero musical mais ouvido do mundo? Eu sou cria do rap, desde criança escuto rap. Então eu acompanho muito o gênero lá de fora e sabia que quando chegasse aqui ia expandir. É uma tendência o rap ser fácil de misturar com outros gêneros... dá pra fazer rap com o que você quiser, entendeu? Antigamente, aqui no Brasil, era proibido misturar rap, não tinha isso. Como você encara a evolução do rap nos últimos anos? A geração passada, do Kamau, do Mamelo Sound System, veio com outra mentalidade. Racionais sempre vai ser uma escola, claro. Mas esses caras deixaram a coisa mais livre tanto nas temáticas quanto nas batidas. E também tem o momento econômico do país, né? Hoje o acesso é mais fácil. Então a nova geração já chega com tudo mastigado pra eles. Não que isso seja ruim, foi a semente que a geração passada plantou. E o rap está mais unido? Os artistas estão conversando mais? Eu acho que sim. Troco informações com vários caras da minha geração, da geração passada... eu acho que sim. Ainda tem gente radical, só que as coisas vão mudando, né? Se você parar no tempo, você não evolui como ser humano e isso influencia a arte que você faz. Eu gosto de trazer coisas novas pro meu mundo. Serviço: Ogi – show de lançamento do álbum R Á! Sesc Pompeia 5/12 – 21h30 De R$ 6 a R$ 20 Ingressos nas bilheterias do SESC ou no site.