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De imigrante a pop star: Camila Cabello conta sua história

Cantora, ex-Fifth Harmony, estampa a capa desta edição da Billboard; leia a entrevista

por Redação em 16/02/2017

A cantora Camila Cabello estampa a capa desta edição da versão americana da revista Billboard e deu uma entrevista em que falou sobre sua carreira solo e a confusão na sua saída do Fifth Harmony.

Um mês antes da entrevista ser realizada, em Los Angeles, Estados Unidos, Camila ainda fazia parte do Fifth Harmony, o girl group mais bem sucedido desde o Destiny’s Child, com mais de sete milhões de músicas vendidas digitalmente, de acordo com a Nielsen Music. Antes de 2016 chegar ao fim, ela tinha se tornado uma artista solo, acusada pelas antigas companheiras de grupo de ter informado sobre a saída do Fifth Harmony pelos representantes e de ter faltado a sessões de terapia em grupo.

Mas na mesma época, Camila tinha muito o que comemorar. Ela lançou o single “Bad Things” em parceria com Machine Gun Kelly em outubro do ano passado e a faixa não para de subir nos rankings (No momento, ela ocupa o 1º lugar da lista Mainstream Top 40). E esse nem é seu primeiro hit como cantora solo. “I Know What You Did Last Summer”, parceria com Shawn Mendes lançada em 2015, chegou ao 20º lugar do Hot 100. Seus números nas redes sociais rivalizam com os dos perfis oficiais da banda (3,4 milhões no Twitter contra 3,8 da conta do Fifth Harmony e 8,8 milhões no Instagram contra 8,2 milhões da banda).  “Só uma força muito grande vai impedi-la de conquistar o mundo”, diz o amigo Shawn Mendes, que adiciona: “Ela foi uma ótima companheira para compor. Nem precisei falar muito e ela entendeu exatamente o que eu quis dizer”.

Camila, que lançará seu primeiro álbum solo nesta primavera (outono, no hemisfério norte), já tinha fama, fortuna e fãs obcecados. O verdadeiro presente, após cinco anos de turnês e gravações com o Fifth Harmony, é o sabor da liberdade. “Sabe aquela frase ‘no silêncio, você encontra Deus?’”, pergunta a cantora. “Senti como se pudesse ouvir tudo que meu coração queria me dizer”.

FIFTH HARMONY PUBLICA FOTO SEM CAMILA CABELLO

O coração, é claro, pode ser uma fonte não confiável, e seguir a carreira solo pode trazer riscos maiores do que irritar os Harmonizers. Apenas uma mulher deixou um grupo recentemente e teve uma carreira solo de sucesso e ela não é qualquer pessoa. É Beyoncé. Os exemplos mais próximos de Camila podem ser os seus companheiros do One Direction que também participaram de programas de talentos. Mas nenhuma das trajetórias deles fará sentido para uma mulher, já que, aparentemente, todas as jovens cantoras precisam apelar para a sensualidade em algum momento. Zayn Malik se desfez do seu passado, ficou envolto em uma nuvem de fumaça de maconha e levou o tempo que quis em seu álbum solo, se tornando “cool”. Niall Horan fez um mochilão, redescobriu o folk-rock dos anos 1970 e lançou sua carreira como sonhador. Harry Styles já é considerado um rock star antes mesmo de lançar qualquer coisa sozinho. 

O site Genius, que analisa letras de músicas, determinou que Camila cantou em 45% das músicas do Fifth Harmony. Mas ela não só fazia a maior parte do trabalho dentro do grupo, como fora também. Ela começou a escrever suas próprias músicas no começo da carreira com o 5H, apesar da agenda corrida. O álbum Red, de sua amiga Taylor Swift, a inspirou a escrever sobre as mudanças em sua vida, então quando ela não estava no estúdio trabalhando no EP Better Together, do Fifth Harmony, lançado em 2013, ela estava compondo letras em cima de melodias de outros artistas sobre seu primeiro beijo e o primeiro namorado. Depois, ela conseguiu um teclado e o programa GarageBand e começou a fazer demos enquanto estava em turnês.

“Eu acordava super cedo”, conta Camila, “descia do ônibus, entrava no hotel, ligava a TV bem alto – não queria que me ouvissem gritando –, entrava no banheiro, colocava o laptop na privada, sentava no chão e escrevia o dia inteiro”.

“Ela cumpriu suas 10 mil horas”, explica Roger Gold, empresário da cantora. “O Fifth Harmony trabalhou duro por 11 meses no ano. Foi uma escola incrível”.

Quando chegou a hora de Camila deixar o grupo, algumas frases ácidas foram ditas de forma pública. Quando é perguntada sobre o que aconteceu, a cantora não desconversa.

Quando o relacionamento entre vocês começou a mudar?
Eu não sei. Sempre fui muito aberta sobre não conseguir cantar as palavras dos outros e ficar satisfeita com isso. Você precisa seguir e honrar sua voz interior. Eu sempre encorajei as garotas a fazerem o mesmo.

Você sente que deixar isso claro mexeu com o relacionamento entre vocês?
Acredito que em um grupo sempre haverá tensão, por diversos motivos. Obviamente, acho que isso balançou o barco.

Você esteve em contato com as garotas desde que saiu?

Não.

Tentou falar com elas?
Sim. Não quero entrar em detalhes porque foi muito intenso e é difícil para mim falar disso. Me deixa triste.


Quando ouvi que você ia seguir carreira solo, pensei “com certeza não terá problema porque não é uma surpresa”, e então tudo aquilo aconteceu.
Tive a mesma reação. Esperei que seria uma virada de página em paz e que torceríamos umas pelas outras. Mas só tenho amor por elas.

Camila tirou as primeiras férias em cinco anos após o Natal, depois que sua mãe, Sinuhe, insistiu que ela se desligasse do mundo ao lado da família (incluindo seu pai, Alejandro e sua irmã de nove anos, Sofia) por três semanas em Cancun. “Os primeiros quatro dias foram estranhos”, revela Camila. “Eu estava estressada porque não tinha nada para me estressar. Às vezes, o silêncio dá medo”.

A cantora foi criada em Havana, Cuba e depois na Cidade do México. Quando ela tinha seis anos, seus pais disseram que eles fariam uma viagem à Disney. Mas na verdade, Camila e sua mãe imigraram legalmente para os Estados Unidos pelo México, passaram 36 horas em uma viagem de ônibus até Miami e começaram a morar com uma amiga. Alejandro precisou ficar para trás, mas depois de um ano e meio de muita saudade e agonia, se arriscou e cruzou a fronteira. Sinu era arquiteta em Cuba, mas só encontrou emprego em uma loja de sapatos. Alejandro, quando chegou, lavava carros em um shopping. Hoje, eles têm uma empresa.

CAMILA CABELLO REVELA COMO É CRESCER COMO IMIGRANTE NOS ESTADOS UNIDOS

“Meus pais trabalharam duro”, conta Camila. “Em alguns períodos, ele ficava sem emprego. Era um fluxo constante de ter dinheiro, perder tudo e encontrar uma forma de se reerguer novamente. Se tivéssemos comida na mesa, um teto sobre nossas cabeças e eu estivesse na escola, era o suficiente”. Alejandro finalmente conseguiu seu visto em 2016 e Camila pagou uma viagem para que seus pais fossem para a Jamaica ter a Lua de Mel que nunca tiveram.

Camila diz que não gosta muito de sair. “Tive uma fase em Miami em que pensei ‘vou fazer tudo que uma garota de 19 anos faz’. Fui para a balada e pensei ‘não gosto disso’”.  Ela está focada em fazer música. Até seus hobbies servem como inspiração. Ela lê poesia, romances e gosta de assistir a filmes. Ela também gosta de tocar violão.

“Nunca menosprezei o talento dela, mas não esperava que ela tivesse tanta visão”, diz Andrew “Pop” Wansel, conhecido pelo trabalho com Kehlani e Alessia Cara. Camila tem trabalho em músicas que mesclam Anti, de Rihanna e faixas da era R&B-pop como “No One”, de Alicia Keys, além de Shakira e música cubana.

Em abril de 2016, o Fifth Harmony foi entrevistado para a capa da Billboard e a conversa rapidamente se tornou sobre sentir falta de ter uma vida particular. A única que não chorou foi Camila. “Eu pensei ‘Nossa, essa é a coisa mais triste que eu já vi’. Me desculpe por aquilo”, diz a cantora dessa vez. Ela não estava imune à pressão, mas lutava contra a ansiedade escrevendo, fazendo exercícios, meditação e música. Ela só chorou meses depois, após ter saído do grupo, enquanto estava em Miami com sua família. “Fui para a praia. Só ouvi música latina. Me lembrou de onde eu vim e de que esse conflito não precisa ser a Terceira Guerra Mundial. Em Cuba, as pessoas fazem barcos com pneus e madeira, se jogam no oceano por uma oportunidade. Isso é um problema real. Não aquilo”.

“Sei que as pessoas vão tentar transformar isso em ‘será que ela terá mais sucesso fora do grupo?’”, continua Camila. “Para mim, se estiver no estúdio todos os dias, crescendo como artistas, falando com o meu coração, terei sucesso. O resultado não importa”.

Se Camila está ansiosa agora, não parece. Ela aparenta ter orgulho do que 5H foi – “representamos os diferentes tipos de mulheres se unindo”, ela diz com carinho – mas é firme com o que não eram: “não escrevemos nossos discos. Interpretamos histórias dos outros. Fifth Harmony é uma entidade ou identidade fora de nós e acho que nenhuma de nós se sentia representada pelo som – não fomos nós que o fizemos”.

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Cantora, ex-Fifth Harmony, estampa a capa desta edição da Billboard; leia a entrevista

por Redação em 16/02/2017

A cantora Camila Cabello estampa a capa desta edição da versão americana da revista Billboard e deu uma entrevista em que falou sobre sua carreira solo e a confusão na sua saída do Fifth Harmony.

Um mês antes da entrevista ser realizada, em Los Angeles, Estados Unidos, Camila ainda fazia parte do Fifth Harmony, o girl group mais bem sucedido desde o Destiny’s Child, com mais de sete milhões de músicas vendidas digitalmente, de acordo com a Nielsen Music. Antes de 2016 chegar ao fim, ela tinha se tornado uma artista solo, acusada pelas antigas companheiras de grupo de ter informado sobre a saída do Fifth Harmony pelos representantes e de ter faltado a sessões de terapia em grupo.

Mas na mesma época, Camila tinha muito o que comemorar. Ela lançou o single “Bad Things” em parceria com Machine Gun Kelly em outubro do ano passado e a faixa não para de subir nos rankings (No momento, ela ocupa o 1º lugar da lista Mainstream Top 40). E esse nem é seu primeiro hit como cantora solo. “I Know What You Did Last Summer”, parceria com Shawn Mendes lançada em 2015, chegou ao 20º lugar do Hot 100. Seus números nas redes sociais rivalizam com os dos perfis oficiais da banda (3,4 milhões no Twitter contra 3,8 da conta do Fifth Harmony e 8,8 milhões no Instagram contra 8,2 milhões da banda).  “Só uma força muito grande vai impedi-la de conquistar o mundo”, diz o amigo Shawn Mendes, que adiciona: “Ela foi uma ótima companheira para compor. Nem precisei falar muito e ela entendeu exatamente o que eu quis dizer”.

Camila, que lançará seu primeiro álbum solo nesta primavera (outono, no hemisfério norte), já tinha fama, fortuna e fãs obcecados. O verdadeiro presente, após cinco anos de turnês e gravações com o Fifth Harmony, é o sabor da liberdade. “Sabe aquela frase ‘no silêncio, você encontra Deus?’”, pergunta a cantora. “Senti como se pudesse ouvir tudo que meu coração queria me dizer”.

FIFTH HARMONY PUBLICA FOTO SEM CAMILA CABELLO

O coração, é claro, pode ser uma fonte não confiável, e seguir a carreira solo pode trazer riscos maiores do que irritar os Harmonizers. Apenas uma mulher deixou um grupo recentemente e teve uma carreira solo de sucesso e ela não é qualquer pessoa. É Beyoncé. Os exemplos mais próximos de Camila podem ser os seus companheiros do One Direction que também participaram de programas de talentos. Mas nenhuma das trajetórias deles fará sentido para uma mulher, já que, aparentemente, todas as jovens cantoras precisam apelar para a sensualidade em algum momento. Zayn Malik se desfez do seu passado, ficou envolto em uma nuvem de fumaça de maconha e levou o tempo que quis em seu álbum solo, se tornando “cool”. Niall Horan fez um mochilão, redescobriu o folk-rock dos anos 1970 e lançou sua carreira como sonhador. Harry Styles já é considerado um rock star antes mesmo de lançar qualquer coisa sozinho. 

O site Genius, que analisa letras de músicas, determinou que Camila cantou em 45% das músicas do Fifth Harmony. Mas ela não só fazia a maior parte do trabalho dentro do grupo, como fora também. Ela começou a escrever suas próprias músicas no começo da carreira com o 5H, apesar da agenda corrida. O álbum Red, de sua amiga Taylor Swift, a inspirou a escrever sobre as mudanças em sua vida, então quando ela não estava no estúdio trabalhando no EP Better Together, do Fifth Harmony, lançado em 2013, ela estava compondo letras em cima de melodias de outros artistas sobre seu primeiro beijo e o primeiro namorado. Depois, ela conseguiu um teclado e o programa GarageBand e começou a fazer demos enquanto estava em turnês.

“Eu acordava super cedo”, conta Camila, “descia do ônibus, entrava no hotel, ligava a TV bem alto – não queria que me ouvissem gritando –, entrava no banheiro, colocava o laptop na privada, sentava no chão e escrevia o dia inteiro”.

“Ela cumpriu suas 10 mil horas”, explica Roger Gold, empresário da cantora. “O Fifth Harmony trabalhou duro por 11 meses no ano. Foi uma escola incrível”.

Quando chegou a hora de Camila deixar o grupo, algumas frases ácidas foram ditas de forma pública. Quando é perguntada sobre o que aconteceu, a cantora não desconversa.

Quando o relacionamento entre vocês começou a mudar?
Eu não sei. Sempre fui muito aberta sobre não conseguir cantar as palavras dos outros e ficar satisfeita com isso. Você precisa seguir e honrar sua voz interior. Eu sempre encorajei as garotas a fazerem o mesmo.

Você sente que deixar isso claro mexeu com o relacionamento entre vocês?
Acredito que em um grupo sempre haverá tensão, por diversos motivos. Obviamente, acho que isso balançou o barco.

Você esteve em contato com as garotas desde que saiu?

Não.

Tentou falar com elas?
Sim. Não quero entrar em detalhes porque foi muito intenso e é difícil para mim falar disso. Me deixa triste.


Quando ouvi que você ia seguir carreira solo, pensei “com certeza não terá problema porque não é uma surpresa”, e então tudo aquilo aconteceu.
Tive a mesma reação. Esperei que seria uma virada de página em paz e que torceríamos umas pelas outras. Mas só tenho amor por elas.

Camila tirou as primeiras férias em cinco anos após o Natal, depois que sua mãe, Sinuhe, insistiu que ela se desligasse do mundo ao lado da família (incluindo seu pai, Alejandro e sua irmã de nove anos, Sofia) por três semanas em Cancun. “Os primeiros quatro dias foram estranhos”, revela Camila. “Eu estava estressada porque não tinha nada para me estressar. Às vezes, o silêncio dá medo”.

A cantora foi criada em Havana, Cuba e depois na Cidade do México. Quando ela tinha seis anos, seus pais disseram que eles fariam uma viagem à Disney. Mas na verdade, Camila e sua mãe imigraram legalmente para os Estados Unidos pelo México, passaram 36 horas em uma viagem de ônibus até Miami e começaram a morar com uma amiga. Alejandro precisou ficar para trás, mas depois de um ano e meio de muita saudade e agonia, se arriscou e cruzou a fronteira. Sinu era arquiteta em Cuba, mas só encontrou emprego em uma loja de sapatos. Alejandro, quando chegou, lavava carros em um shopping. Hoje, eles têm uma empresa.

CAMILA CABELLO REVELA COMO É CRESCER COMO IMIGRANTE NOS ESTADOS UNIDOS

“Meus pais trabalharam duro”, conta Camila. “Em alguns períodos, ele ficava sem emprego. Era um fluxo constante de ter dinheiro, perder tudo e encontrar uma forma de se reerguer novamente. Se tivéssemos comida na mesa, um teto sobre nossas cabeças e eu estivesse na escola, era o suficiente”. Alejandro finalmente conseguiu seu visto em 2016 e Camila pagou uma viagem para que seus pais fossem para a Jamaica ter a Lua de Mel que nunca tiveram.

Camila diz que não gosta muito de sair. “Tive uma fase em Miami em que pensei ‘vou fazer tudo que uma garota de 19 anos faz’. Fui para a balada e pensei ‘não gosto disso’”.  Ela está focada em fazer música. Até seus hobbies servem como inspiração. Ela lê poesia, romances e gosta de assistir a filmes. Ela também gosta de tocar violão.

“Nunca menosprezei o talento dela, mas não esperava que ela tivesse tanta visão”, diz Andrew “Pop” Wansel, conhecido pelo trabalho com Kehlani e Alessia Cara. Camila tem trabalho em músicas que mesclam Anti, de Rihanna e faixas da era R&B-pop como “No One”, de Alicia Keys, além de Shakira e música cubana.

Em abril de 2016, o Fifth Harmony foi entrevistado para a capa da Billboard e a conversa rapidamente se tornou sobre sentir falta de ter uma vida particular. A única que não chorou foi Camila. “Eu pensei ‘Nossa, essa é a coisa mais triste que eu já vi’. Me desculpe por aquilo”, diz a cantora dessa vez. Ela não estava imune à pressão, mas lutava contra a ansiedade escrevendo, fazendo exercícios, meditação e música. Ela só chorou meses depois, após ter saído do grupo, enquanto estava em Miami com sua família. “Fui para a praia. Só ouvi música latina. Me lembrou de onde eu vim e de que esse conflito não precisa ser a Terceira Guerra Mundial. Em Cuba, as pessoas fazem barcos com pneus e madeira, se jogam no oceano por uma oportunidade. Isso é um problema real. Não aquilo”.

“Sei que as pessoas vão tentar transformar isso em ‘será que ela terá mais sucesso fora do grupo?’”, continua Camila. “Para mim, se estiver no estúdio todos os dias, crescendo como artistas, falando com o meu coração, terei sucesso. O resultado não importa”.

Se Camila está ansiosa agora, não parece. Ela aparenta ter orgulho do que 5H foi – “representamos os diferentes tipos de mulheres se unindo”, ela diz com carinho – mas é firme com o que não eram: “não escrevemos nossos discos. Interpretamos histórias dos outros. Fifth Harmony é uma entidade ou identidade fora de nós e acho que nenhuma de nós se sentia representada pelo som – não fomos nós que o fizemos”.