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Dennis DJ, hitmaker do funk, aposta no crescimento do gênero

por em 17/09/2015
Por Marcos Lauro Mesmo que você não goste de funk, temos quase certeza de que você já ouviu “Cerol Na Mão” (Bonde do Tigrão), “Um Tapinha Não Dói” (Naldinho e Bela) e “Tô Tranquilão” (MC Sapão), hits do gênero que chegaram a níveis nacionais. Todos eles (e tantos outros) são do produtor Dennis DJ. Com 19 anos de carreira, o produtor lança o DVD Baile Do Dennis, nada mais do que a versão em vídeo da festa que ele produz por todo o país e reúne, principalmente, os hits da atualidade. São cerca de 15 edições do evento todos os meses. A Billboard Brasil conversou com Dennis DJ sobre seu histórico e o futuro do funk pop no Brasil. OUÇA “SE PRODUZ”, COM LUCAS LUCCO E DENNIS DJ Quando se interessou por música e quando viu que era um caminho profissional possível? Tenho 19 anos de carreira. Desde os oito anos me interesso por música e funk. Em 1992, assistia ao programa da Furacão 2000 na CNT e via o DJ Grandmaster Raphael. Foi aí que comecei a me interessar pela profissão. Um amigo tinha um som na rua, eu tocava ali, e depois comecei a tocar nas principais festas de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Com 15 anos, passei a tocar numa rádio comunitária de lá e, dentro do estúdio, via as gravações e me interessei em produzir. Gravei e produzi com alguns MCs da cidade e algumas dessas produções chamaram a atenção da Furacão, que me contratou. O meu primeiro baile foi em outubro de 1996, no Irajá Atlético Clube, para cinco mil pessoas. Então você chegou a viver a fase dos grandes bailes da Furacão... Frequentei os bailes de Caxias. Fiz parte da Furacão até 2003. Depois, fiquei tocando nas baladas e boates até montar a minha estrutura e aí veio a [equipe] Som do Galerão, com gravadora, estúdio... “Cerol Na Mão” foi o primeiro sucesso estrondoso, de nível nacional? Como surgiu? Isso mesmo. Eles [Bonde do Tigrão] são da Cidade de Deus e fui tocar pela Furacão 2000 em um baile na comunidade. Eles me procuraram pedindo para tocar a música deles, que já era estourada por lá. Na época, além dos bailes, eu tocava no programa da Furacão na Band e na rádio Imprensa. E o nome deles era outro, com palavrão. Eu disse que não tinha como tocar dessa maneira. Eles começaram a falar vários nomes, até que veio Bonde do Tigrão. Eu gostei e disse que era esse. Produzi uma versão diferente da que tocava na Cidade de Deus e surgiu o grande sucesso. Esse histórico todo está no DVD? Só as músicas. Esse DVD vai ser só o show mesmo, o baile atual com as músicas da atualidade. As músicas do baile seguem alguma ordem cronológica, você vai contando sua história, ou não tem essa preocupação? Não tenho essa preocupação. O repertório dos bailes depende muito do local, vou montando de acordo com a pista. Mas não podem faltar “Quando O DJ Mandar” e “Vamos Beber”, entre muitas outras, além das antigas. Tem uma parte do baile que conto um pouco da minha história, como começou e aí toco “Cerol Na Mão”, “Um Tapinha Não Dói”... Como você começou a trabalhar com o funknejo? Qual foi o primeiro trabalho nesse sentido? Comecei com “Louca, Louquinha”, com João Lucas & Marcelo, no final de 2012, e foi a mais tocada em 2013. Depois, com eles, vieram “Vamos Beber” e “Musa”. E, nesta quinta-feira (17/09), eu lanço a música “Se Produz”, com o Lucas Lucco. Produção minha e composição dele. É a minha primeira parceira com ele. Outras parcerias com o sertanejo poderão vir. Não faço planos, vai acontecendo. Outras duplas e cantores sertanejos me procuram, mas deixo acontecer. O produtor Mr. Jam aposta no crescimento do funk pop em relação ao sertanejo – ele acha que os dois gêneros vão dividir mais as paradas, diferente dessa dominação de hoje do sertanejo. O que você acha? Existe essa possibilidade? Existe e cada vez mais o funk está ganhando espaço e fazendo grandes shows. Todo final de semana tenho uma apresentação com cerca de 20 mil pessoas presentes. Sempre estou dividindo o palco com grandes artistas do sertanejo como Jorge & Mateus, Henrique & Juliano e o próprio Lucas Lucco. Antes, o funk não tinha essa proporção, principalmente o DJ de funk.
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Dennis DJ, hitmaker do funk, aposta no crescimento do gênero

por em 17/09/2015
Por Marcos Lauro Mesmo que você não goste de funk, temos quase certeza de que você já ouviu “Cerol Na Mão” (Bonde do Tigrão), “Um Tapinha Não Dói” (Naldinho e Bela) e “Tô Tranquilão” (MC Sapão), hits do gênero que chegaram a níveis nacionais. Todos eles (e tantos outros) são do produtor Dennis DJ. Com 19 anos de carreira, o produtor lança o DVD Baile Do Dennis, nada mais do que a versão em vídeo da festa que ele produz por todo o país e reúne, principalmente, os hits da atualidade. São cerca de 15 edições do evento todos os meses. A Billboard Brasil conversou com Dennis DJ sobre seu histórico e o futuro do funk pop no Brasil. OUÇA “SE PRODUZ”, COM LUCAS LUCCO E DENNIS DJ Quando se interessou por música e quando viu que era um caminho profissional possível? Tenho 19 anos de carreira. Desde os oito anos me interesso por música e funk. Em 1992, assistia ao programa da Furacão 2000 na CNT e via o DJ Grandmaster Raphael. Foi aí que comecei a me interessar pela profissão. Um amigo tinha um som na rua, eu tocava ali, e depois comecei a tocar nas principais festas de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Com 15 anos, passei a tocar numa rádio comunitária de lá e, dentro do estúdio, via as gravações e me interessei em produzir. Gravei e produzi com alguns MCs da cidade e algumas dessas produções chamaram a atenção da Furacão, que me contratou. O meu primeiro baile foi em outubro de 1996, no Irajá Atlético Clube, para cinco mil pessoas. Então você chegou a viver a fase dos grandes bailes da Furacão... Frequentei os bailes de Caxias. Fiz parte da Furacão até 2003. Depois, fiquei tocando nas baladas e boates até montar a minha estrutura e aí veio a [equipe] Som do Galerão, com gravadora, estúdio... “Cerol Na Mão” foi o primeiro sucesso estrondoso, de nível nacional? Como surgiu? Isso mesmo. Eles [Bonde do Tigrão] são da Cidade de Deus e fui tocar pela Furacão 2000 em um baile na comunidade. Eles me procuraram pedindo para tocar a música deles, que já era estourada por lá. Na época, além dos bailes, eu tocava no programa da Furacão na Band e na rádio Imprensa. E o nome deles era outro, com palavrão. Eu disse que não tinha como tocar dessa maneira. Eles começaram a falar vários nomes, até que veio Bonde do Tigrão. Eu gostei e disse que era esse. Produzi uma versão diferente da que tocava na Cidade de Deus e surgiu o grande sucesso. Esse histórico todo está no DVD? Só as músicas. Esse DVD vai ser só o show mesmo, o baile atual com as músicas da atualidade. As músicas do baile seguem alguma ordem cronológica, você vai contando sua história, ou não tem essa preocupação? Não tenho essa preocupação. O repertório dos bailes depende muito do local, vou montando de acordo com a pista. Mas não podem faltar “Quando O DJ Mandar” e “Vamos Beber”, entre muitas outras, além das antigas. Tem uma parte do baile que conto um pouco da minha história, como começou e aí toco “Cerol Na Mão”, “Um Tapinha Não Dói”... Como você começou a trabalhar com o funknejo? Qual foi o primeiro trabalho nesse sentido? Comecei com “Louca, Louquinha”, com João Lucas & Marcelo, no final de 2012, e foi a mais tocada em 2013. Depois, com eles, vieram “Vamos Beber” e “Musa”. E, nesta quinta-feira (17/09), eu lanço a música “Se Produz”, com o Lucas Lucco. Produção minha e composição dele. É a minha primeira parceira com ele. Outras parcerias com o sertanejo poderão vir. Não faço planos, vai acontecendo. Outras duplas e cantores sertanejos me procuram, mas deixo acontecer. O produtor Mr. Jam aposta no crescimento do funk pop em relação ao sertanejo – ele acha que os dois gêneros vão dividir mais as paradas, diferente dessa dominação de hoje do sertanejo. O que você acha? Existe essa possibilidade? Existe e cada vez mais o funk está ganhando espaço e fazendo grandes shows. Todo final de semana tenho uma apresentação com cerca de 20 mil pessoas presentes. Sempre estou dividindo o palco com grandes artistas do sertanejo como Jorge & Mateus, Henrique & Juliano e o próprio Lucas Lucco. Antes, o funk não tinha essa proporção, principalmente o DJ de funk.