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Devendra Banhart - "Música historinha"

por em 10/04/2013
Astro alternativo mostra lado excêntrico, mas brilha vocalmente Sete anos após os shows no Rio de Janeiro e Vitória (ES), Devendra conheceu os “queridos paulistas” em apresentação com ingressos esgotados, dentro da série Popload Gig. Era um público raro: majoritariamente feminino, sem interesse nos CDs e camisetas disponíveis na banquinha de merchandising, e que participava com mais entusiasmo nos temas cantados em espanhol. “Brindo”, com clima bossa nova, foi a primeira em castelhano da noite e definiu o padrão, repetido em “Quedate Luna”, “Niño Muerto” e “Mi Negrita”. Acompanhado por cinco músicos, entre eles um discreto Rodrigo Amarante, o americano não fugiu do script das apresentações da atual turnê. Houve até um momento bizarro, na volta para o bis, quando ele deu a entender que acataria alguns pedidos da plateia e terminou tocando “Carmensita”, que encerra todos os shows. Musicalmente, houve desperdício de guitarras em algumas passagens, com quatro instrumentos sendo manipulados para se tirar o som de um. Mas na quase alt-country “Bad Girl”, e na viajante “Seahorse”, quem estava atrás de música foi recompensado. Em “Little Yellow Spider”, Devendra lembrou o genial Jonathan Richman no gestual e na maneira de interagir com a plateia – ele condenou o acompanhamento com palmas, que não condizia com o aspecto da composição (“É uma música de historinha”, ponderou). A vocação para chiliquenta fez com ele perdesse pontos com alguns. Mas ninguém seria capaz de negar que sua voz é lindíssima ao vivo. O que faltou foi “Maná”, investida tropicalista de Amarante, executada pela formação na última edição do festival britânico Glastonbury, e dias depois no show de Fortaleza (CE). A faixa teria caído bem especialmente no segundo terço do show, quando o bate-papo entre os presentes ficou alto demais. (J.F.J.)
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Devendra Banhart - "Música historinha"

por em 10/04/2013
Astro alternativo mostra lado excêntrico, mas brilha vocalmente Sete anos após os shows no Rio de Janeiro e Vitória (ES), Devendra conheceu os “queridos paulistas” em apresentação com ingressos esgotados, dentro da série Popload Gig. Era um público raro: majoritariamente feminino, sem interesse nos CDs e camisetas disponíveis na banquinha de merchandising, e que participava com mais entusiasmo nos temas cantados em espanhol. “Brindo”, com clima bossa nova, foi a primeira em castelhano da noite e definiu o padrão, repetido em “Quedate Luna”, “Niño Muerto” e “Mi Negrita”. Acompanhado por cinco músicos, entre eles um discreto Rodrigo Amarante, o americano não fugiu do script das apresentações da atual turnê. Houve até um momento bizarro, na volta para o bis, quando ele deu a entender que acataria alguns pedidos da plateia e terminou tocando “Carmensita”, que encerra todos os shows. Musicalmente, houve desperdício de guitarras em algumas passagens, com quatro instrumentos sendo manipulados para se tirar o som de um. Mas na quase alt-country “Bad Girl”, e na viajante “Seahorse”, quem estava atrás de música foi recompensado. Em “Little Yellow Spider”, Devendra lembrou o genial Jonathan Richman no gestual e na maneira de interagir com a plateia – ele condenou o acompanhamento com palmas, que não condizia com o aspecto da composição (“É uma música de historinha”, ponderou). A vocação para chiliquenta fez com ele perdesse pontos com alguns. Mas ninguém seria capaz de negar que sua voz é lindíssima ao vivo. O que faltou foi “Maná”, investida tropicalista de Amarante, executada pela formação na última edição do festival britânico Glastonbury, e dias depois no show de Fortaleza (CE). A faixa teria caído bem especialmente no segundo terço do show, quando o bate-papo entre os presentes ficou alto demais. (J.F.J.)