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Em show intenso, Cypress Hill celebra a maconha e seus hits em São Paulo

por em 19/03/2015
Por Rodrigo Amaral Da saída do metrô Barra Funda já dava para sacar o desfile de bermudões, as enormes correntes e as camisetas com imagens dos ídolos Tupac, Notorius B.I.G. e Wu-Tang Clan. Havia espaço também para os frequentadores das noites na Clash e na Lions, elitizadas casas paulistanas que dedicam as terças e quintas ao hip hop. Mas quem estava de protagonista naquela noite era a maconha, afinal, o grupo Cypress Hill era a grande atração do palco do Espaço das Américas, na zona oeste da cidade de São Paulo, casa da segunda edição do M.A.C. Festival. O grupo de Los Angeles foi pioneiro ao abordar o assunto quando se formou em meados dos anos 1980. Falou-se em maconha, na hora a formação californiana vem à mente. E vice-versa. É como falar de Planet Hemp e não pensar na erva ora maldita. A planta estampava inúmeras camisetas e, sem esforço, era possível ver cigarros acesos dentro do Espaço das Américas - mesmo a erva não sendo legalizada no Brasil e, por lei, ser proibido fumar em locais fechados. Podia-se chamar de fiscalização dois seguranças que davam um toque para a galera cooperar. Antes do Cypress Hill, apresentaram-se o grupo Haikass, com o rapper Shaw de convidado. Mas o público ainda estava por colar. Muitas pessoas se planejaram para chegar no horário previsto para o show de Edi Rock, com participação de Dexter. Lado a lado, dois representantes de duas das maiores bandeiras do rap nacional (Racionais Mc's e 509-E, respectivamente). Edi Rock promoveu o seu disco solo Contra Nós Ninguém Será, mas deu o gosto para o publico ao mandar um pot-pourri de “Capítulo 4, Versículo 3” e “Negro Drama" e outro de "Qual Mentira Vou Acreditar?” e “Estilo Cachorro". Dexter também não deixou passar os clássicos "Oitavo Anjo" e "Sou Função". Foi uma grande celebração ao rap nacional. Ainda subiu ao palco Sick Jacken, do grupo conterrâneo do Cypress Hill, Psycho Realm. Pouco conhecido pelos presentes, o rapper conseguiu levantar o público em uma música ou outra, mas a quarta-feira após mais um dia normal de trabalho estava sendo preservada ao quarteto da Califórnia, que subiu ao palco como programado, à 0h30. Com um cigarro de dar inveja a todos que, instantaneamente, empunharam seus baseados, entrou em cena o vocalista B-Real, abrindo o show com "I Wanna Get High". Explosivo! A sequência com "Hits From The Bong" e "Hand On The Pump" chacoalhou os últimos amuados. Já com Sen Dog no palco, o grupo, que conta ainda com o percussionista Bobo e o DJ Julio G, estava formado. A presença do rapper foi percebida na pesada versão de "How I Could Just Kill A Man", lembrando mais a releitura que o Rage Against The Machine gravou no álbum Renegades.  Sen Dog arriscou o contato com a plateia falando em inglês no tradicional "eu digo e vocês repetem". O único que arriscou o espanhol, vendo a pouca receptividade com o idioma inglês, foi o DJ Julio G. E funcionou. Ele anunciou a polêmica "A To The K". A música, censurada no lançamento do disco Black Sunday, também foi evitada no show feito no Lollapalooza Chile, dia 18 de março. A exclusividade levantou novamente o público, que já parecia pensar no dia seguinte de labuta. Antes de deixar o palco, novamente Sen Dog reparou no cansaço da galera. "Acho que vocês estão precisando de um rock'n'roll", e emendou "Can't Stop", música que evidenciou a força e versatilidade do percursionista Bobo. B-Real anunciou que um novo trabalho do Cypress Hill será lançado em breve (o último, Rise Up, é de 2010). O grupo é daqueles que não carecem de algo novo, pelo menos para as esporádicas apresentações fora dos Estados Unidos. Os hinos já foram feitos e estão aí para serem pedidos e celebrados. Foi um show intenso – difícil não ser com aqueles beats pesados e as rimas fortes. A plateia alternou altos e baixos, mas não arredou pé enquanto as luzes do Espaço das Américas não foram acesas.
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Em show intenso, Cypress Hill celebra a maconha e seus hits em São Paulo

por em 19/03/2015
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