05
Abril
2012

Especial Lollapaloza: Band of Horses conquistou a estrela de Crepúsculo

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As melodias belas e muitas vezes tristes do grupo americano Band of Horses são apreciadas por fãs de indie rock, que devem ser maioria em seu show no festival Lollapalooza Brasil no dia 7, sua estreia no país. Mas o grupo não tem intenção de ser só um “tesouro alternativo” – fica feliz de ser descoberto por espectadores de diversos programas de TV e filmes com suas trilhas. Não só os fãs, mas também os atores. Kirsten Stewart, estrela da saga Crepúsculo, virou tiete da banda depois que a música “Life On Earth” foi trilha de uma cena, e até se disse inspirada no Band of Horses para gravar suas cenas. O baixista Bill Reynolds, que diz adorar os filmes da saga, fala com a Billboard Brasil sobre o trabalho duro de produtor, compositor e músico, e sobre correr atrás do sucesso sem recalque indie: “Não tenho medo de ganhar um Grammy”.


Infinite Arms, que está saindo no Brasil agora, foi produzido pela própria banda. Pesou na decisão o fato de você, que é produtor também, ter entrado no grupo logo antes?

Queríamos fazer as coisas por conta própria, e por conta disso acho que eles confiaram mais que seria possível. Acho que o fato de eu ter feito discos antes foi um dos motivos dessa escolha, sim.


E como foi entrar na banda com o barco andando, depois do segundo disco, você se sentiu à vontade?

Os caras são minhas almas gêmeas, nós já nos conhecíamos muito bem e confiávamos uns nos outros. Então pudemos realmente expandir nossos interesses e experimentar coisas só pelo prazer de tentar. Foi muito relaxante e divertido.


Infinite Arms foi indicado ao Grammy em 2011, no mesmo ano em que o Arcade Fire ganhou melhor disco. Você estava lá?

Não, eu estava quando eles anunciaram os indicados. Na cerimônia do Grammy mesmo eu voltando da Alemanha. Quando cheguei, não tinha ideia que eles teriam vencido, ninguém esperava.


E o que você acha das críticas a eles pelo fato de terem parecido realmente felizes com o prêmio?

Arcade Fire é uma banda tão incrível, eu acho que eles mereceram. Desde criança eu sei que um Grammy é uma coisa que você deve querer. Saber que você foi indicado ou ganhou significa que você está fazendo algo certo. É um sentimento bom.  Também não tenho medo de ganhar.


Você é um músico o tempo todo agora ou ainda produz outros artistas?

Fiquei o ano passado escrevendo todos os dias, para o disco que estamos gravando agora. E há uma artista que vou produzir no mês que vem, Lissie, já fiz outros discos dela.


Mas não é muito trabalho? Produzir, escrever, viajar para shows…

Eu não escrevo na estrada, escrevo no meu estúdio em casa. Acordo às 6, 7h da manhã. Então escrevo ou gravo coisas por umas seis horas todo dia. A parte de produzir é fácil, divertida, é ótimo poder fazer as duas coisas


E como está a gravação do disco novo do Band of Horses?

Está muito tranquila. Estamos quase terminando. Quando se faz um disco, o difícil é a espera, a parte de gravar é a melhor. Estamos produzindo com outra pessoa, atualmente, em Los Angeles, mas ainda não posso dizer quem é. Vai sair em setembro, se tudo der certo.


Então vocês podem tocar músicas novas no Brasil.

Talvez toquemos uma música nova, sim.


E porque vocês têm tantas músicas na TV e cinema?

O mercado mudou, e hoje ter músicas na TV e no cinema é uma coisa ótima. Não era assim dez anos atrás. É uma chance única de chegar a novos fãs.


Você viu o filme Eclipse, com “Life On Earth” na trilha?

Sim. Esses filmes são muito bons. As pessoas do filme legais, eles vão aos nossos shows.


Os fãs ou os atores?

Os dois. A Kirsten Stewart, por exemplo. Ficamos orgulhosos de ela gostar das nossas músicas. Não conheci ela pessoalmente, mas fico feliz que tenha ido a nossos shows.


E como você descreveria um show do Band of Horses para nós do Brasil, que nunca vimos?

Não planejamos tudo. Tentamos interagir com a audiência e aceitar o que vier. São cinco caras tocando músicas junto e você não sabe o que vai acontecer. Podemos tocar rock, fazemos harmonias, juntos, há muitas baladas boas.


Ouvi dizer que você gosta muito de tirar fotos com sua câmera lomo em turnê.

São duas câmeras. Na verdade vamos fazer fotos agora, o Chris Wilson [diretor de vários clipes da banda] está comigo. Quando desligar o telefone, vou sair aqui pelas ruas da Argentina para fazer fotos para o novo disco.


Você nasceu em Seattle? O que o Lollapalooza, um festival tão importante para a geração alternativa dos anos 90, significa para você?

Não, vivi lá por alguns meses, antes de entrar na banda, mas sou da Carolina do Norte. Mas desde que era criança, a Lollapalooza sempre foi o maior de todos. É uma grande honra mesmo estar entre as bandas do festival. Sempre fui fã do Perry Farrell. 

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