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Gilberto Gil, o representante da excelência na música baiana

Cantor ficou na 2ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 20/09/2016

Tudo estava se encaminhando para uma carreira de sucesso como executivo. Faculdade de administração de empresas, empregos em multinacionais... mas veio a música. Na verdade as duas coisas corriam em paralelo, mas num determinado momento, no começo dos anos 1960, Gilberto Gil optou pela música e o Brasil conheceu a inventividade, a voz e, principalmente, o violão desse baiano da capital Salvador.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

8º) TIM MAIA

7º) CHICO BUARQUE

6º) JORGE BEN JOR

5º) ELIS REGINA

4º) RITA LEE  

3º) NEY MATOGROSSO

De 1962 a 1967, Gil levava a vida dupla de músico aos finais de semana e funcionário com crachá nos outros dias. Mas a partir desse ano, seu primeiro disco pela gravadora Philips, Louvação, o fez decidir pela mudança. Além do LP, suas composições já ganhavam espaço e começavam a ser gravadas – “Roda”, por exemplo, ganhou versão com Elis Regina. Em 1967, veio o estouro com “Domingo no Parque” no festival da Record, acompanhado pelos Mutantes, e o movimento da Tropicália. No ano seguinte, a prisão e o exílio, que durou até 1972.

Gil foi responsável pela popularização do reggae no Brasil. Em 1979, lançou o single “Não Chore Mais”, versão de “No Woman, No Cry”, do Bob Marley – em 2002, veio Kaya N’Gan Daya, gravado na Jamaica, só com músicas de Marley. Desprendido de rótulos, Gil transita, em sua vasta discografia, pela bossa nova, forró, reggae, rock, MPB e ritmos africanos.

Veja cinco álbuns importantes da carreira de Gilberto Gil:

Tropicalia ou Panis et Circencis (1968) – Apesar de ser um álbum coletivo, é possível destacar o trabalho de Gil não só no disco como no movimento. A primeira voz que se ouve no álbum e de Gil, com “Miserere Nobis”. Solo, também canta “Geleia Geral” e, junto com Caetano Veloso, é compositor da música que dá nome ao disco e “Bat Macumba”, uma poesia concretista que recebe vocal dos dois compósitos, mais Gal Costa e Mutantes.

 

Artista mais completo

Gilberto Gil (1969) – Trabalho que marca a ida de Gil para o exílio. Contém “Aquele Abraço”, o hino do compositor antes da saída do Brasil – a gravadora conseguiu colocar a música nas rádios pouco antes da partida de Gil. “Cérebro Eletrônico”, “Objeto Semi-Identificado” e “2001”, de Rita Lee e Tom Zé, também estão no álbum.

 

Artista mais completo

Expresso 2222 (1972) – Marca a volta de Gil ao país – e a saudade da música brasileira está presente. “Back In Bahia” é explícita em sua letra, enquanto “Chiclete Com Banana” e “O Canto Da Ema” exploram as raízes da música brasileira. Um disco carregado de sentimento, que traz um Gil cantando o Brasil a plenos pulmões, de peito aberto.

 

Artista mais completo

Realce (1979) – Essa é a superprodução de Gil. Gravado em Los Angeles e com músicos de bandas como Toto e Earth, Wind & Fire, experimentou a mesma sonoridade, alguns músicos e o mesmo estúdio de Michael Jackson. Por ironia, um dos grandes sucessos do álbum não é fruto da superprodução – “Não Chore Mais”, sua versão para Bob Marley, havia sido lançada em compacto no Brasil, estava estourada e a gravadora se viu obrigada a incluir, fechando o disco.

 

Artista mais completo

Luar (A Gente Precisa Ver o Luar) (1981) – Gil entra com tudo nos anos 1980. Produzido por Lincoln Olivetti, esse álbum desmente quem fala que o produtor padronizou o som brasileiro nessa década. Os hits “Palco”, “Se Eu Quiser Falar Com Deus” e a música título são os destaques.

 

Artista mais completo

Ouça a playlist com as 20 músicas indispensáveis na carreira de Gilberto Gil:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.

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Gilberto Gil, o representante da excelência na música baiana

Cantor ficou na 2ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 20/09/2016

Tudo estava se encaminhando para uma carreira de sucesso como executivo. Faculdade de administração de empresas, empregos em multinacionais... mas veio a música. Na verdade as duas coisas corriam em paralelo, mas num determinado momento, no começo dos anos 1960, Gilberto Gil optou pela música e o Brasil conheceu a inventividade, a voz e, principalmente, o violão desse baiano da capital Salvador.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

8º) TIM MAIA

7º) CHICO BUARQUE

6º) JORGE BEN JOR

5º) ELIS REGINA

4º) RITA LEE  

3º) NEY MATOGROSSO

De 1962 a 1967, Gil levava a vida dupla de músico aos finais de semana e funcionário com crachá nos outros dias. Mas a partir desse ano, seu primeiro disco pela gravadora Philips, Louvação, o fez decidir pela mudança. Além do LP, suas composições já ganhavam espaço e começavam a ser gravadas – “Roda”, por exemplo, ganhou versão com Elis Regina. Em 1967, veio o estouro com “Domingo no Parque” no festival da Record, acompanhado pelos Mutantes, e o movimento da Tropicália. No ano seguinte, a prisão e o exílio, que durou até 1972.

Gil foi responsável pela popularização do reggae no Brasil. Em 1979, lançou o single “Não Chore Mais”, versão de “No Woman, No Cry”, do Bob Marley – em 2002, veio Kaya N’Gan Daya, gravado na Jamaica, só com músicas de Marley. Desprendido de rótulos, Gil transita, em sua vasta discografia, pela bossa nova, forró, reggae, rock, MPB e ritmos africanos.

Veja cinco álbuns importantes da carreira de Gilberto Gil:

Tropicalia ou Panis et Circencis (1968) – Apesar de ser um álbum coletivo, é possível destacar o trabalho de Gil não só no disco como no movimento. A primeira voz que se ouve no álbum e de Gil, com “Miserere Nobis”. Solo, também canta “Geleia Geral” e, junto com Caetano Veloso, é compositor da música que dá nome ao disco e “Bat Macumba”, uma poesia concretista que recebe vocal dos dois compósitos, mais Gal Costa e Mutantes.

 

Artista mais completo

Gilberto Gil (1969) – Trabalho que marca a ida de Gil para o exílio. Contém “Aquele Abraço”, o hino do compositor antes da saída do Brasil – a gravadora conseguiu colocar a música nas rádios pouco antes da partida de Gil. “Cérebro Eletrônico”, “Objeto Semi-Identificado” e “2001”, de Rita Lee e Tom Zé, também estão no álbum.

 

Artista mais completo

Expresso 2222 (1972) – Marca a volta de Gil ao país – e a saudade da música brasileira está presente. “Back In Bahia” é explícita em sua letra, enquanto “Chiclete Com Banana” e “O Canto Da Ema” exploram as raízes da música brasileira. Um disco carregado de sentimento, que traz um Gil cantando o Brasil a plenos pulmões, de peito aberto.

 

Artista mais completo

Realce (1979) – Essa é a superprodução de Gil. Gravado em Los Angeles e com músicos de bandas como Toto e Earth, Wind & Fire, experimentou a mesma sonoridade, alguns músicos e o mesmo estúdio de Michael Jackson. Por ironia, um dos grandes sucessos do álbum não é fruto da superprodução – “Não Chore Mais”, sua versão para Bob Marley, havia sido lançada em compacto no Brasil, estava estourada e a gravadora se viu obrigada a incluir, fechando o disco.

 

Artista mais completo

Luar (A Gente Precisa Ver o Luar) (1981) – Gil entra com tudo nos anos 1980. Produzido por Lincoln Olivetti, esse álbum desmente quem fala que o produtor padronizou o som brasileiro nessa década. Os hits “Palco”, “Se Eu Quiser Falar Com Deus” e a música título são os destaques.

 

Artista mais completo

Ouça a playlist com as 20 músicas indispensáveis na carreira de Gilberto Gil:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.