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Julio Iglesias fala sobre novo álbum de duetos

Disco homenageia clássicas músicas mexicanas das décadas de 50 e 60

por Redação em 10/08/2017

Com o lançamento de México & Amigos, Julio Iglesias homenageia os compositores que o influenciaram e ajudaram a se tornar o artista de língua espanhola que mais vendeu discos em todos os tempos. No disco, ele canta pela primeira vez com Joaquín Sabina e Diego Torres.

A Billboard Argentina conversou com o artista sobre o álbum e sobre o que é mais importante em sua vida conforme envelhece:

Depois de seu primeiro álbum dedicado ao México, você decidiu convidar alguns amigos e artistas de vários gêneros. Imagino que esteja feliz com o resultado.

Estou feliz porque pessoas com quem me importo participaram. Pessoas muito importantes e generosas que me deram muito. Fizemos um álbum de duetos sobre a música Mexicana que se tornou um clássico imediatamente porque tem Plácido Domingo, Joaquín Sabina, Pablo Alborán e Thalía cantando músicas históricas dos anos 1950 e 1960. Gosto do disco porque as pessoas estão gostando e vendeu bem na Espanha. Imagino que latinos gostem de relembrar as músicas que seus pais e avôs costumavam cantar.

Em vez de incluir novas sonoridades, você buscou algo mais clássico, com orquestras e uso de reverb na sua voz. Você sentiu vontade de seguir outro caminho?

Vou te contar uma história. Passei muito tempo com Frank Sinatra porque Eliot Weisman era seu empresário e, muito generosamente, nos apresentou. Cantamos juntos em muitos shows, fizemos duetos, eu conhecia ele muito bem. Naquela época, lembro que ele tentou fazer um álbum com Quincy Jones, L.A. Is My Lady (1984), que não é muito bom porque não fazia seu estilo. Quincy tinha acabado de produzir para Michael Jackson, que era um gênio e estava em alta. Então, Sinatra decidiu fazer um álbum com Quincy, que não entendeu muito bem o que ele queria. Portanto, o que tento fazer é não mudar a assonância da minha música ou da minha vida. É assim que fiz Tango (1996), sem acordeon e piano, que os argentinos costumam usar. Fiz o tango do meu jeito, e é um disco que vendeu 14 milhões de cópias no mundo. Foi histórico. Com esse álbum, não medimos as vendas porque elas não são mais como antigamente. Faz quase 10 anos que tive um álbum no top 5 por dois meses. É importante para mim.

De acordo com as estatísticas, você é um dos artistas mais bem-sucedidos de todos os tempos: mais de 300 milhões de álbuns vendidos. Existe algum reconhecimento que você ainda não recebeu? Algo que gostaria que acontecesse com você?

Lembre-se, eu sou vulnerável. Algumas vezes sou legal, outras não. No momento, não faço nada que eu não possa fazer fisicamente. Antes, eu faria o impossível, agora faço apenas o possível. Não tenho forças para fazer o impossível. Minha grande obra é poder criar minha família como músico e que meus filhos tenham a música como prioridade. Quero que meus pulmões tenham a capacidade suficiente de deixar o ar sair, respirar muito, e que as pessoas não esqueçam de mim.

 

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por Redação em 10/08/2017

Com o lançamento de México & Amigos, Julio Iglesias homenageia os compositores que o influenciaram e ajudaram a se tornar o artista de língua espanhola que mais vendeu discos em todos os tempos. No disco, ele canta pela primeira vez com Joaquín Sabina e Diego Torres.

A Billboard Argentina conversou com o artista sobre o álbum e sobre o que é mais importante em sua vida conforme envelhece:

Depois de seu primeiro álbum dedicado ao México, você decidiu convidar alguns amigos e artistas de vários gêneros. Imagino que esteja feliz com o resultado.

Estou feliz porque pessoas com quem me importo participaram. Pessoas muito importantes e generosas que me deram muito. Fizemos um álbum de duetos sobre a música Mexicana que se tornou um clássico imediatamente porque tem Plácido Domingo, Joaquín Sabina, Pablo Alborán e Thalía cantando músicas históricas dos anos 1950 e 1960. Gosto do disco porque as pessoas estão gostando e vendeu bem na Espanha. Imagino que latinos gostem de relembrar as músicas que seus pais e avôs costumavam cantar.

Em vez de incluir novas sonoridades, você buscou algo mais clássico, com orquestras e uso de reverb na sua voz. Você sentiu vontade de seguir outro caminho?

Vou te contar uma história. Passei muito tempo com Frank Sinatra porque Eliot Weisman era seu empresário e, muito generosamente, nos apresentou. Cantamos juntos em muitos shows, fizemos duetos, eu conhecia ele muito bem. Naquela época, lembro que ele tentou fazer um álbum com Quincy Jones, L.A. Is My Lady (1984), que não é muito bom porque não fazia seu estilo. Quincy tinha acabado de produzir para Michael Jackson, que era um gênio e estava em alta. Então, Sinatra decidiu fazer um álbum com Quincy, que não entendeu muito bem o que ele queria. Portanto, o que tento fazer é não mudar a assonância da minha música ou da minha vida. É assim que fiz Tango (1996), sem acordeon e piano, que os argentinos costumam usar. Fiz o tango do meu jeito, e é um disco que vendeu 14 milhões de cópias no mundo. Foi histórico. Com esse álbum, não medimos as vendas porque elas não são mais como antigamente. Faz quase 10 anos que tive um álbum no top 5 por dois meses. É importante para mim.

De acordo com as estatísticas, você é um dos artistas mais bem-sucedidos de todos os tempos: mais de 300 milhões de álbuns vendidos. Existe algum reconhecimento que você ainda não recebeu? Algo que gostaria que acontecesse com você?

Lembre-se, eu sou vulnerável. Algumas vezes sou legal, outras não. No momento, não faço nada que eu não possa fazer fisicamente. Antes, eu faria o impossível, agora faço apenas o possível. Não tenho forças para fazer o impossível. Minha grande obra é poder criar minha família como músico e que meus filhos tenham a música como prioridade. Quero que meus pulmões tenham a capacidade suficiente de deixar o ar sair, respirar muito, e que as pessoas não esqueçam de mim.