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Leia a resenha de Sucker, segundo álbum da inglesa Charli XCX

por em 17/03/2015

CHARLI XCX

SUCKER

Warner

Num momento em que o rock é tratado como um cadáver fétido, longe das paradas, dos estádios, inclusive em países com tradição roqueira, uma história como a de Charli XCX merece atenção. Em seu segundo disco, lançado lá fora no fim de dezembro e, por aqui, há poucos dias, existe uma clara intenção de vender a cantora inglesa de 22 anos como uma rocker afinada com seu tempo. O insulto no título do CD (o encarte vira um enorme cartaz com a palavra “sucker”, que significa “otário”), suas roupas nos videoclipes e suas constantes menções à voz do Blondie, Debbie Harry, e aos Ramones reforçam isso. Em sua órbita, estão nomes bem sucedidos do indie rock contemporâneo, casos de Rivers Cuomo, do Weezer, um dos compositores de “Hanging Around” (que remete a um dos maiores hits de seu grupo, “Beverly Hills”), e Rostam Batmanglij, tecladista e “dono” do Vampire Weekend, que além de coautor de algumas faixas de Sucker, acompanhou Charli em sua apresentação no programa de David Letterman. Por seu turno, a cantora – com status de hitmaker nos bastidores da indústria desde que escreveu “I Love It”, do duo sueco Icona Pop – entrega o que se espera dela nas boas “Famous”, “Gold Coins”, “Breaking Up” (essa beeem Blondie) e no megahit “Boom Clap”. Roqueiros radicais certamente não comprarão Charli. Ela pode falar um palavrão aqui e outro ali, citar ótimas referências, mas não escapa dos temas frívolos atuais. Em “London Queen”, por exemplo, ela celebra o fato de estar vivendo nos Estados Unidos com os paparicos de uma verdadeira rainha. Mas esse pode ser o grande mérito da inglesinha. Seu rock não é para quem ainda espera algo genuíno desse gênero funéreo. É para a rapaziada que vive bem sem ele, mas se diverte com alguns de seus elementos que sobreviveram ao tempo. (José Flávio Júnior)

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