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Lemmy Kilmister soube juntar as tribos do rock and roll

por em 29/12/2015
Por Marcos Lauro Em 1996 eu era um adolescente de 15 anos descobrindo os sons mais pesados. Até já conhecia alguma coisa de punk e hardcore (especialmente o californiano, que bombava na época), mas ainda não tinha ido muito a fundo no heavy metal. Tinha parado no Metallica e afins, mais acessíveis. Leitor da extinta revista Bizz (Showbizz, na época), comprei a edição de um mês qualquer que vinha com um CD encartado: Monstros do Rock. 13 faixas com os “donos” do heavy metal: Black Sabbath, Venom, Helloween, Nazareth... e Motörhead. “Ace Of Spades” era a faixa quatro do disquinho. E quando ouvi essa faixa, o que era obscuro ficou muito mais claro. MORRE LEMMY KILMISTER, LÍDER DO MOTÖRHEAD, AOS 70 ANOS Existia um certo preconceito. A molecada que gostava dos sons mais sujos e mal tocados (ou displicentes, se preferir) do hardcore achava o metal muito elaborado, difícil, com muitas notas e timbres diferentes. E essa briga é antiga... o punk rock, teoricamente, surgiu para combater o rock pomposo e cheio de firulas da década de 1970. Mas ouça “Ace Of Spades”. Aquele baixo que abre a música é punk puro. É mais sujo do que muito hardcore californiano somado. O Motörhead e seu som híbrido de metal e speed metal fez muita gente descobrir que o estilo podia ser sujo sem perder a qualidade. Apesar de a banda ser escalada em festivais de metal na maioria das vezes, o som do Lemmy ultrapassou essa barreira do rótulo e era comum ver em seus shows as mais diversas bandas nas camisetas dos fãs. Lemmy Kilmister e seu Motörhead juntaram tribos e, com isso, viraram referência para muita gente –como Sepultura e Dave Grohl, só para citar dois. Os primeiros fizeram a famosa versão de “Orgasmatron” (faixa do disco homônimo do Motörhead de 1986) e o ex-baterista do Nirvana e atual líder do Foo Fighters convidou Lemmy para seu projeto de heavy metal, o Probot. O objetivo de todas essas tribos era o mesmo: ouvir som pesado, o mais pesado que as caixas de som pudessem aguentar. E como pediu a banda no comunicado oficial da morte de Lemmy: “Ouçam ALTO”.
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Por Marcos Lauro Em 1996 eu era um adolescente de 15 anos descobrindo os sons mais pesados. Até já conhecia alguma coisa de punk e hardcore (especialmente o californiano, que bombava na época), mas ainda não tinha ido muito a fundo no heavy metal. Tinha parado no Metallica e afins, mais acessíveis. Leitor da extinta revista Bizz (Showbizz, na época), comprei a edição de um mês qualquer que vinha com um CD encartado: Monstros do Rock. 13 faixas com os “donos” do heavy metal: Black Sabbath, Venom, Helloween, Nazareth... e Motörhead. “Ace Of Spades” era a faixa quatro do disquinho. E quando ouvi essa faixa, o que era obscuro ficou muito mais claro. MORRE LEMMY KILMISTER, LÍDER DO MOTÖRHEAD, AOS 70 ANOS Existia um certo preconceito. A molecada que gostava dos sons mais sujos e mal tocados (ou displicentes, se preferir) do hardcore achava o metal muito elaborado, difícil, com muitas notas e timbres diferentes. E essa briga é antiga... o punk rock, teoricamente, surgiu para combater o rock pomposo e cheio de firulas da década de 1970. Mas ouça “Ace Of Spades”. Aquele baixo que abre a música é punk puro. É mais sujo do que muito hardcore californiano somado. O Motörhead e seu som híbrido de metal e speed metal fez muita gente descobrir que o estilo podia ser sujo sem perder a qualidade. Apesar de a banda ser escalada em festivais de metal na maioria das vezes, o som do Lemmy ultrapassou essa barreira do rótulo e era comum ver em seus shows as mais diversas bandas nas camisetas dos fãs. Lemmy Kilmister e seu Motörhead juntaram tribos e, com isso, viraram referência para muita gente –como Sepultura e Dave Grohl, só para citar dois. Os primeiros fizeram a famosa versão de “Orgasmatron” (faixa do disco homônimo do Motörhead de 1986) e o ex-baterista do Nirvana e atual líder do Foo Fighters convidou Lemmy para seu projeto de heavy metal, o Probot. O objetivo de todas essas tribos era o mesmo: ouvir som pesado, o mais pesado que as caixas de som pudessem aguentar. E como pediu a banda no comunicado oficial da morte de Lemmy: “Ouçam ALTO”.