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Lua Blanco, ex-Rebeldes, revela os obstáculos de uma carreira solo

Cantora e atriz lançou seu primeiro álbum, Mão No Sonho, de forma independente

por Rebecca Silva em 07/12/2016

Quatro anos após o fim da banda Rebeldes, formada durante a versão brasileira da novela que consagrou nomes como Anahí, Dulce María e Maite Perroni, a atriz e cantora Lua Blanco lançou o seu primeiro disco solo, Mão No Sonho. A Billboard Brasil bateu um papo com Lua, 29 anos, sobre os desafios de encarar uma carreira sozinha e como ela faz para se desdobrar e atuar em diversas frentes ao mesmo tempo.

Já se passaram alguns anos desde o fim do grupo e da novela e, em 2016, vários ex-integrantes lançaram seus discos/EP. Como foi esse processo para você?
Esse foi o tempo necessário para construir o trabalho que é a realização de um sonho. Demorei uns dois, três anos até encontrar o que eu queria – investir numa carreira solo –, porque eu fazia parte de outra banda durante a novela [Lágrima Flor]. Formulei do zero o gênero de música, o que eu queria dizer. Desde que começamos a pensar para valer no disco até o lançamento demorou um ano. Me reuni com amigos compositores e montei uma equipe criativa que me ajudou muito no processo. Esse disco ficou a minha cara no momento em que estava sendo gravado. Agora, já tenho outras coisas para dizer e estou pensando no próximo [risos].

Quais foram as referências para o álbum?
Taylor Swift, Demi Lovato, P!nk. Peguei referências do que eu ouvia e gostava. Não imitei ninguém, mas me inspirei na forma como elas dizem coisas por meio das letras. Participei de todo o processo e as minhas influências se envolveram em tudo.

Como surgiu a ideia das colaborações?
Tudo já estava na minha cabeça. Gugu é um amigo meu de anos, sempre foi meu cantor favorito, mesmo não sendo tão conhecido. O timbre dele me encanta. Antes de começar todo o processo, já tinha falado para ele que queria fazer uma parceria quando lançasse um disco. Quando ouvi a faixa “Tanto”, sabia que era perfeita para ele. Eu também queria fazer menção aos Rebeldes, porque os fãs continuam me acompanhando, são saudosos. Quis fazer uma homenagem e chamei o Mika porque era mais coeso com o meu som.

Como foi a participação dos seus fãs no processo de gravação e lançamento do álbum? Você bateu a meta na campanha de financiamento coletivo, né?
Eles incentivaram muito. É tão difícil construir algo, produzir um álbum e eles se mostraram interessados todo o tempo. Era bom saber que aquilo não seria em vão, que teria alguém ali para ouvir o meu trabalho. Esse processo todo foi bem na cara e na coragem. Percebi o quanto é difícil. Como não tenho patrocínio, a turnê não foi muito longa. O dinheiro do financiamento coletivo foi suficiente para montar o show, ensaiar com os músicos e enviar os produtos para quem tinha ajudado, que levou uma boa verba.

Você nasceu em uma família de músicos (Lua é neta de Billy Blanco, um dos grandes nomes da Bossa Nova). Sentiu alguma pressão para seguir a carreira?
Era osmose. No tempo livre, eu e minha família sempre cantávamos, ensaiávamos, montávamos shows, enquanto as outras famílias iam para o parque, para o shopping. Não sei o que seria da minha vida sem a arte, sem inspirar as pessoas, trazer alegria, consolo. Foi se tornando uma necessidade minha. Mesmo com as dificuldades e desafios que estou enfrentando hoje, tenho certeza de que amo o que faço. Nunca houve pressão.

Além da música, você continuou atuando (Lua está gravando o filme Ela É O Cara). Pode falar um pouco sobre o longa?
É uma comédia que deve ser lançada em 2017, mas ainda não há uma data certa. O elenco é muito divertido, estou adorando. Minha personagem é pequena – se chama Renata e é lésbica. Ela dá em cima da personagem da Thati Lopes [do Porta dos Fundos] e não dá certo, mas não posso contar muito!

Você lançou e-book, está gravando filme, lançando disco e ainda tem um canal no YouTube. Como arranja tempo para tudo?
Eu parei tudo para me dedicar ao CD. Me esquivei de outras atividades, de convites, para lançar o Mão No Sonho. Agora já quero voltar a atuar de novo, me espalhar em tudo. Comecei a investir no YouTube porque as pessoas estão gostando de ver vlogs e conteúdo dessa forma. Posto um pouco do que eu gosto, minhas opiniões, alguns tutoriais. Foi no canal que lancei meu primeiro clipe, publiquei também os bastidores da gravação do disco.

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Lua Blanco, ex-Rebeldes, revela os obstáculos de uma carreira solo

Cantora e atriz lançou seu primeiro álbum, Mão No Sonho, de forma independente

por Rebecca Silva em 07/12/2016

Quatro anos após o fim da banda Rebeldes, formada durante a versão brasileira da novela que consagrou nomes como Anahí, Dulce María e Maite Perroni, a atriz e cantora Lua Blanco lançou o seu primeiro disco solo, Mão No Sonho. A Billboard Brasil bateu um papo com Lua, 29 anos, sobre os desafios de encarar uma carreira sozinha e como ela faz para se desdobrar e atuar em diversas frentes ao mesmo tempo.

Já se passaram alguns anos desde o fim do grupo e da novela e, em 2016, vários ex-integrantes lançaram seus discos/EP. Como foi esse processo para você?
Esse foi o tempo necessário para construir o trabalho que é a realização de um sonho. Demorei uns dois, três anos até encontrar o que eu queria – investir numa carreira solo –, porque eu fazia parte de outra banda durante a novela [Lágrima Flor]. Formulei do zero o gênero de música, o que eu queria dizer. Desde que começamos a pensar para valer no disco até o lançamento demorou um ano. Me reuni com amigos compositores e montei uma equipe criativa que me ajudou muito no processo. Esse disco ficou a minha cara no momento em que estava sendo gravado. Agora, já tenho outras coisas para dizer e estou pensando no próximo [risos].

Quais foram as referências para o álbum?
Taylor Swift, Demi Lovato, P!nk. Peguei referências do que eu ouvia e gostava. Não imitei ninguém, mas me inspirei na forma como elas dizem coisas por meio das letras. Participei de todo o processo e as minhas influências se envolveram em tudo.

Como surgiu a ideia das colaborações?
Tudo já estava na minha cabeça. Gugu é um amigo meu de anos, sempre foi meu cantor favorito, mesmo não sendo tão conhecido. O timbre dele me encanta. Antes de começar todo o processo, já tinha falado para ele que queria fazer uma parceria quando lançasse um disco. Quando ouvi a faixa “Tanto”, sabia que era perfeita para ele. Eu também queria fazer menção aos Rebeldes, porque os fãs continuam me acompanhando, são saudosos. Quis fazer uma homenagem e chamei o Mika porque era mais coeso com o meu som.

Como foi a participação dos seus fãs no processo de gravação e lançamento do álbum? Você bateu a meta na campanha de financiamento coletivo, né?
Eles incentivaram muito. É tão difícil construir algo, produzir um álbum e eles se mostraram interessados todo o tempo. Era bom saber que aquilo não seria em vão, que teria alguém ali para ouvir o meu trabalho. Esse processo todo foi bem na cara e na coragem. Percebi o quanto é difícil. Como não tenho patrocínio, a turnê não foi muito longa. O dinheiro do financiamento coletivo foi suficiente para montar o show, ensaiar com os músicos e enviar os produtos para quem tinha ajudado, que levou uma boa verba.

Você nasceu em uma família de músicos (Lua é neta de Billy Blanco, um dos grandes nomes da Bossa Nova). Sentiu alguma pressão para seguir a carreira?
Era osmose. No tempo livre, eu e minha família sempre cantávamos, ensaiávamos, montávamos shows, enquanto as outras famílias iam para o parque, para o shopping. Não sei o que seria da minha vida sem a arte, sem inspirar as pessoas, trazer alegria, consolo. Foi se tornando uma necessidade minha. Mesmo com as dificuldades e desafios que estou enfrentando hoje, tenho certeza de que amo o que faço. Nunca houve pressão.

Além da música, você continuou atuando (Lua está gravando o filme Ela É O Cara). Pode falar um pouco sobre o longa?
É uma comédia que deve ser lançada em 2017, mas ainda não há uma data certa. O elenco é muito divertido, estou adorando. Minha personagem é pequena – se chama Renata e é lésbica. Ela dá em cima da personagem da Thati Lopes [do Porta dos Fundos] e não dá certo, mas não posso contar muito!

Você lançou e-book, está gravando filme, lançando disco e ainda tem um canal no YouTube. Como arranja tempo para tudo?
Eu parei tudo para me dedicar ao CD. Me esquivei de outras atividades, de convites, para lançar o Mão No Sonho. Agora já quero voltar a atuar de novo, me espalhar em tudo. Comecei a investir no YouTube porque as pessoas estão gostando de ver vlogs e conteúdo dessa forma. Posto um pouco do que eu gosto, minhas opiniões, alguns tutoriais. Foi no canal que lancei meu primeiro clipe, publiquei também os bastidores da gravação do disco.