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Lurdez da Luz lança EP em homenagem à filha; ouça Bem Vinda

Rapper gravou quando estava com sete meses de gravidez

por Marcos Lauro em 15/09/2016

Pérola Rosa tem pouco mais de três meses de idade e já tem história para contar: um EP em sua homenagem.

A rapper Lurdez da Luz gravou o EP Bem Vinda durante um mês e meio e terminou quando estava chegando aos oito meses de gravidez. Foram 5 seções gravadas num equipamento móvel, levado até a casa da cantora pela dupla de produtores PParalelo, Bruno Esteves e Heder Vicente. “Eles tocam na minha banda já há um tempo, vieram com essa ideia, de deixar um legado pra minha filha, e chegamos num conceito”.

Divulgação Divulgação

 

A Billboard Brasil conversou com Lurdez sobre o EP, a gravidez e a mulher no rap nacional. Lurdez avisou logo no início do papo: “Talvez eu tenha que dar um tempinho aqui na conversa por causa da bebê, mas é rápido”:

Seu disco mais recente, Gana Pelo Bang, é de 2014 e, normalmente, a gravidez é um período de descanso. Como pintou essa ideia do EP?
Sim, eu já estava num ritmo menor, com menos shows e tudo mais. Mas o Bruno e o Heder, que tocam na minha banda já há um tempo, vieram com essa ideia, de deixar um legado pra minha filha, e chegamos num conceito. O nome da minha filha é Pérola Rosa e o EP é pra ela.

E como foi cantar estando grávida? Muda alguma coisa?
Olha, o processo durou um mês e meio e quando terminou eu estava chegando no oitavo mês de gravidez. E, na verdade, eu tava mais firme pra cantar e não senti dificuldade, mesmo estando mais pesada. Nos shows que fiz durante a gravidez eu continuei do meu jeito, eu não paro, fico ali dançando com o meu ziriguidum próprio [risos]. Até porque o disco anterior era mais batidão. Mas eu adorei essa coisa de gravar em casa e agora vou até investir nisso, fazer as vozes aqui e tal.

A gente fez uma lista com 10 mulheres do rap e você está nela. O que acha do papel da mulher no rap de hoje?
O espaço está muito maior hoje, sem dúvida. A Karol Conka, por exemplo, já conquistou o seu espaço, tem carisma, talento, muitas opções musicais pra escolher e já vem com uma sonoridade diferente, um discurso. A Drik Barbosa já faz um lance mais cantado, pegando um pouco o estilo da black music americana. A quantidade de mulheres ainda é pequena, mas tem qualidade. E o olhar feminino sobre o rap não tem como ser copiado, é com a gente mesmo.

Ouça Bem Vinda:

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Ar-Condicionado No 15
Wesley Safadão
Áudio indisponível
2
Regime Fechado
Simone & Simaria
3
Avisa Que Eu Cheguei (Part. Ivete Sangalo)
Naiara Azevedo
4
Na Conta Da Loucura
Bruno & Marrone
5
Amigo Taxista
Zé Neto & Cristiano
RANKING COMPLETO
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Lurdez da Luz lança EP em homenagem à filha; ouça Bem Vinda

Rapper gravou quando estava com sete meses de gravidez

por Marcos Lauro em 15/09/2016

Pérola Rosa tem pouco mais de três meses de idade e já tem história para contar: um EP em sua homenagem.

A rapper Lurdez da Luz gravou o EP Bem Vinda durante um mês e meio e terminou quando estava chegando aos oito meses de gravidez. Foram 5 seções gravadas num equipamento móvel, levado até a casa da cantora pela dupla de produtores PParalelo, Bruno Esteves e Heder Vicente. “Eles tocam na minha banda já há um tempo, vieram com essa ideia, de deixar um legado pra minha filha, e chegamos num conceito”.

Divulgação Divulgação

 

A Billboard Brasil conversou com Lurdez sobre o EP, a gravidez e a mulher no rap nacional. Lurdez avisou logo no início do papo: “Talvez eu tenha que dar um tempinho aqui na conversa por causa da bebê, mas é rápido”:

Seu disco mais recente, Gana Pelo Bang, é de 2014 e, normalmente, a gravidez é um período de descanso. Como pintou essa ideia do EP?
Sim, eu já estava num ritmo menor, com menos shows e tudo mais. Mas o Bruno e o Heder, que tocam na minha banda já há um tempo, vieram com essa ideia, de deixar um legado pra minha filha, e chegamos num conceito. O nome da minha filha é Pérola Rosa e o EP é pra ela.

E como foi cantar estando grávida? Muda alguma coisa?
Olha, o processo durou um mês e meio e quando terminou eu estava chegando no oitavo mês de gravidez. E, na verdade, eu tava mais firme pra cantar e não senti dificuldade, mesmo estando mais pesada. Nos shows que fiz durante a gravidez eu continuei do meu jeito, eu não paro, fico ali dançando com o meu ziriguidum próprio [risos]. Até porque o disco anterior era mais batidão. Mas eu adorei essa coisa de gravar em casa e agora vou até investir nisso, fazer as vozes aqui e tal.

A gente fez uma lista com 10 mulheres do rap e você está nela. O que acha do papel da mulher no rap de hoje?
O espaço está muito maior hoje, sem dúvida. A Karol Conka, por exemplo, já conquistou o seu espaço, tem carisma, talento, muitas opções musicais pra escolher e já vem com uma sonoridade diferente, um discurso. A Drik Barbosa já faz um lance mais cantado, pegando um pouco o estilo da black music americana. A quantidade de mulheres ainda é pequena, mas tem qualidade. E o olhar feminino sobre o rap não tem como ser copiado, é com a gente mesmo.

Ouça Bem Vinda: