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Mais maduro, Arthur Aguiar lança seu primeiro trabalho solo

Em O Que Te Faz Bem?, o cantor tem a chance de mostrar seu romantismo

por Rebecca Silva em 26/08/2016

Ele ficou conhecido no Brasil ao interpretar o mimado Diego Maldonado na versão brasileira da novela Rebelde, exibida pela Rede Record, em 2011. Nesses cinco anos desde então, trocou de emissora, mais novelas entraram para o currículo e o tempo amadureceu em Arthur Aguiar a vontade de se lançar musicalmente em carreira solo. Nesta sexta-feira (26/08), o sonho tornou-se realidade, e o primeiro disco do artista, O Que Te Faz Bem?, chegou ao mercado. Arthur conversou com a Billboard Brasil sobre o processo de criação do álbum e a loucura de conciliar a carreira de ator, cantor e escritor.

Seu primeiro grande contato com a música e a indústria foi durante a novela Rebelde, graças à banda formada com outros atores. O que traz de experiência dessa época?

 Musicalmente falando, não trago nada. Os estilos são muito diferentes, antes era muito mais voltado para o pop. Na banda formada pela novela, não fazíamos as escolhas, não produzíamos nada. Era tudo responsabilidade do Rick Bonadio. Artisticamente, aprendi muito e vou levar essa experiência comigo, principalmente quando sair em turnê.

 Você compôs todas as músicas do disco. Como é o seu processo de composição?

 Não forço as músicas a virem, deixo que seja espontâneo. Não sou daqueles que senta para escrever. As faixas são sobre coisas que vivi, outras me contaram ou eu inventei mesmo e misturei tudo. 25 músicas foram para a pré-produção. Muita coisa mudou durante as gravações, músicas que eu tinha certeza que entrariam no disco acabaram ficando de fora e vice-versa. Quis fazer um álbum como era feito antigamente, contando uma história por meio das faixas.

Como surgiu essa ideia de usar todas as músicas do álbum para contar uma única história de amor?

Eu percebi que o medo de se apaixonar – e de se envolver novamente depois de um relacionamento fracassado – era recorrente e quis escrever sobre isso. Sabia que muitas pessoas poderiam se identificar com essa história. Algumas músicas que eu tinha escrito antes já se encaixavam naturalmente na narrativa e depois compus outras, já focadas no que eu queria contar.

Quais são as suas referências? O que tem escutado?

Minhas principais referências são Cazuza, Djavan, Seu Jorge, Maria Gadú. Além deles, ouço também muito Lulu Santos, Caetano Veloso, Tim Maia. Sou muito nacional. De internacional, gosto de três: Justin Timberlake, Justin Bieber (gostei demais do último álbum, Purpose) e Ed Sheeran. O Ed também foi uma referência para o álbum, principalmente a maneira como ele destaca a voz na música me inspirou. Fizemos isso também.

Como surgiu a parceria com o Alexandre Carlo, do Natiruts, responsável pela produção do disco?

Eu já era fã do Alexandre e do som da banda. A parceria aconteceu de forma muito natural. Nos conhecemos graças ao nosso empresário em comum. Ele mostrou umas músicas minhas, voz e violão, para o Alexandre, sem compromisso, e ele disse que queria produzir. Quando meu empresário ligou me contando, não acreditei. Ele estava ocupado com o Natiruts, turnê e DVD, mas doou todo o seu tempo livre para a produção do disco. Por isso demoramos, foi difícil conciliar as agendas.

O primeiro single, “A Flor”, já ganhou clipe e conta com a participação da modelo e atriz Thaila Ayala. Como foi a escolha da faixa para single?

Eu queria que ela fosse single, mas ela não era a primeira escolha. Não tomo nenhuma decisão sozinho, é tudo feito em equipe. Quando o álbum ficou pronto e mostramos para várias pessoas, foi unânime. A faixa resume a história do disco inteiro. Acreditamos e apostamos muito nela. Ajudei bastante no roteiro do clipe e queria uma menina com a qual as pessoas se identificassem, que fosse referência. Eu só tenho elogios para a Thaila, ela foi muito parceira. Se dedicou ao projeto e doou seu único dia livre no Brasil para a gravação do clipe.

Você acabou de finalizar as gravações da novela Êta Mundo Bom!. Como foi conciliar o tempo para trabalhar no álbum?

Foi a maior loucura, já que eu também estava escrevendo um livro de contos. Tinha dia que eu fazia as três coisas, uma seguida da outra. Mas foi muito divertido porque estou tendo a oportunidade de fazer o que gosto, que é viver de arte. O cansaço existe, mas ele passa batido pela chance que tenho.

 

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por Rebecca Silva em 26/08/2016

Ele ficou conhecido no Brasil ao interpretar o mimado Diego Maldonado na versão brasileira da novela Rebelde, exibida pela Rede Record, em 2011. Nesses cinco anos desde então, trocou de emissora, mais novelas entraram para o currículo e o tempo amadureceu em Arthur Aguiar a vontade de se lançar musicalmente em carreira solo. Nesta sexta-feira (26/08), o sonho tornou-se realidade, e o primeiro disco do artista, O Que Te Faz Bem?, chegou ao mercado. Arthur conversou com a Billboard Brasil sobre o processo de criação do álbum e a loucura de conciliar a carreira de ator, cantor e escritor.

Seu primeiro grande contato com a música e a indústria foi durante a novela Rebelde, graças à banda formada com outros atores. O que traz de experiência dessa época?

 Musicalmente falando, não trago nada. Os estilos são muito diferentes, antes era muito mais voltado para o pop. Na banda formada pela novela, não fazíamos as escolhas, não produzíamos nada. Era tudo responsabilidade do Rick Bonadio. Artisticamente, aprendi muito e vou levar essa experiência comigo, principalmente quando sair em turnê.

 Você compôs todas as músicas do disco. Como é o seu processo de composição?

 Não forço as músicas a virem, deixo que seja espontâneo. Não sou daqueles que senta para escrever. As faixas são sobre coisas que vivi, outras me contaram ou eu inventei mesmo e misturei tudo. 25 músicas foram para a pré-produção. Muita coisa mudou durante as gravações, músicas que eu tinha certeza que entrariam no disco acabaram ficando de fora e vice-versa. Quis fazer um álbum como era feito antigamente, contando uma história por meio das faixas.

Como surgiu essa ideia de usar todas as músicas do álbum para contar uma única história de amor?

Eu percebi que o medo de se apaixonar – e de se envolver novamente depois de um relacionamento fracassado – era recorrente e quis escrever sobre isso. Sabia que muitas pessoas poderiam se identificar com essa história. Algumas músicas que eu tinha escrito antes já se encaixavam naturalmente na narrativa e depois compus outras, já focadas no que eu queria contar.

Quais são as suas referências? O que tem escutado?

Minhas principais referências são Cazuza, Djavan, Seu Jorge, Maria Gadú. Além deles, ouço também muito Lulu Santos, Caetano Veloso, Tim Maia. Sou muito nacional. De internacional, gosto de três: Justin Timberlake, Justin Bieber (gostei demais do último álbum, Purpose) e Ed Sheeran. O Ed também foi uma referência para o álbum, principalmente a maneira como ele destaca a voz na música me inspirou. Fizemos isso também.

Como surgiu a parceria com o Alexandre Carlo, do Natiruts, responsável pela produção do disco?

Eu já era fã do Alexandre e do som da banda. A parceria aconteceu de forma muito natural. Nos conhecemos graças ao nosso empresário em comum. Ele mostrou umas músicas minhas, voz e violão, para o Alexandre, sem compromisso, e ele disse que queria produzir. Quando meu empresário ligou me contando, não acreditei. Ele estava ocupado com o Natiruts, turnê e DVD, mas doou todo o seu tempo livre para a produção do disco. Por isso demoramos, foi difícil conciliar as agendas.

O primeiro single, “A Flor”, já ganhou clipe e conta com a participação da modelo e atriz Thaila Ayala. Como foi a escolha da faixa para single?

Eu queria que ela fosse single, mas ela não era a primeira escolha. Não tomo nenhuma decisão sozinho, é tudo feito em equipe. Quando o álbum ficou pronto e mostramos para várias pessoas, foi unânime. A faixa resume a história do disco inteiro. Acreditamos e apostamos muito nela. Ajudei bastante no roteiro do clipe e queria uma menina com a qual as pessoas se identificassem, que fosse referência. Eu só tenho elogios para a Thaila, ela foi muito parceira. Se dedicou ao projeto e doou seu único dia livre no Brasil para a gravação do clipe.

Você acabou de finalizar as gravações da novela Êta Mundo Bom!. Como foi conciliar o tempo para trabalhar no álbum?

Foi a maior loucura, já que eu também estava escrevendo um livro de contos. Tinha dia que eu fazia as três coisas, uma seguida da outra. Mas foi muito divertido porque estou tendo a oportunidade de fazer o que gosto, que é viver de arte. O cansaço existe, mas ele passa batido pela chance que tenho.