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Manu Gavassi se despe do seu passado em novo disco

Trabalho tem produção de Umberto Tavares e Tropkillaz

por Rebecca Silva em 21/04/2017

Há quatro anos, os fãs de Manu Gavassi não tinham a chance de ouvir um álbum da cantora. O último lançamento, Clichê Adolescente, de 2013, parece ainda mais distante se pararmos para ouvir o que Manu tem a dizer hoje.

Nesse tempo, ela lançou o EP Vício, com cinco faixas, dando os primeiros passos em direção ao que queria fazer agora. Ela deixou de lado o violão e as letras dramáticas para dar vida a uma Manu mais independente, poderosa e dona de si, embalada por batidas eletrônicas e confortável consigo mesma o suficiente para posar nua para a capa do disco mais pessoal até agora. E por isso, o nome não poderia ser diferente: Manu foi lançado nesta sexta-feira (21/04) com 12 faixas inéditas.

SÉRIE PRODUTORES: CONHEÇA O TRABALHO DE UMBERTO TAVARES 

A Billboard Brasil conversou com Manu Gavassi sobre a mudança de sonoridade e o processo de criação do novo álbum. 

Na outra vez que conversamos, há quase um ano, você estava terminando de escrever seu livro enquanto fazia os shows da turnê do EP Vício. Quando teve o estalo de começar a produzir um novo álbum?


Na verdade, eu já estou compondo pra esse álbum há quase dois anos. Então no meio desse processo, eu já estava pensando nele. Foi natural. Eu estava atuando, mas o EP me fez ver que eu queria muito voltar para a música e que queria muito fazer pop. O EP foi o primeiro passo em direção a isso porque as bases são bem eletrônicas e diferentes do que eu estava acostumada a fazer antes que era mais voz e violão, mais para o folk, era o que eu me sentia mais segura porque era o que eu fazia desde novinha. Daí, esse EP abriu as portas para eu ver que me sinto bem cantando nessas batidas, eu gosto, consumo e ouço esse pop que tá acontecendo agora e quero fazer a minha versão em português. Minhas referências são muito gringas e meu desafio foi fazer na minha língua, com referências de fora e também do Brasil nas batidas. 

 

Neste disco, você trabalhou com produtores de grande nome e influência no pop como Umberto Tavares e o duo Tropkillaz. Como foi a experiência?


Eu sinto como se fosse o meu primeiro CD. Dessa vez, estou mais consciente de tudo, eu era muito nova quando lancei meu primeiro disco. Agora, eu realmente participei de toda a concepção visual, das fotos, da capa, dos clipes, do que eu queria falar, dos arranjos, de absolutamente tudo. Estou muito feliz de trabalhar com uma equipe tão legal. Foi muito interessante trabalhar com eles e diferente para mim, mas acho que amadureci muito nesse processo. Só de conversar com essas pessoas. O Umberto me abriu os olhos para várias coisas, ele realmente é um dos caras que mais tem música em rádio hoje em dia, ele dominou o pop brasileiro e traz essa sonoridade do Brasil porque veio do funk. É um cara que eu admiro para caramba. Tropkillaz eu era fã. Eu que procurei os meninos. O Laudz (um dos produtores do duo) é amigo de uma amiga minha, que fez essa ponte. Ele é um gênio da música, admiro para caramba. Então, esse CD foi de experimentação, sobre conversar com pessoas diferentes e produzir meu som.

 

E você também compôs com a Ana Caetano, do duo Anavitoria. Como foi escrever a quatro mãos?


Acho que ela foi a primeira pessoa com quem eu compus junto mesmo. Eu tinha muita dificuldade de compor em parceria porque eu tenho vergonha das minhas ideias até que elas estejam prontas. Mas com a Ana, não. A gente ficou amiga de cara, nos identificamos. Nosso empresário que apresentou a gente. Eu já me identificava muito com as músicas de Anavitoria e o jeito que ela compunha e contava histórias e ela sentiu o mesmo comigo. Ela foi em um show meu e logo depois começou uma música e me mandou por Whatsapp. E foi assim, “Fora De Foco”, nossa primeira parceria, a gente fez trocando mensagens. Eu amei compor com ela e chamei para escrevermos mais juntas. Depois disso, nasceram “Perigo” e “Me Beija”. E foi incrível. É uma menina que eu admiro, que tem a minha idade. Para mim foi um amadurecimento. 

 

Ouvindo as faixas deste disco e fazendo uma retrospectiva da sua carreira, dá para notar um amadurecimento na forma de abordar e viver relacionamentos amorosos. Para quem cantava que o namoro duraria para sempre, com um tom sonhador e até dramático, no início da carreira, muito mudou para cantar o total oposto “Não te prometo amor/Não vai ser para sempre” em Manu. 


Isso é engraçado. A gente quebra a cara, né? Eu também estava ouvindo as músicas antigas esses dias com a minha irmã. A música sempre fez parte da minha vida. Eu comecei a compor quando tinha 13 anos, eu já escrevia sobre a minha vida e minhas histórias. Isso não mudou até hoje. Só que muita coisa aconteceu. Não são as mesmas coisas que me inspiram a compor. Eu já passei pelo primeiro beijo, pelo primeiro frio na barriga, depois pelo primeiro namoro e primeiro término… e depois? O que eu tinha para falar? Não eram mais essas coisas que me enchiam os olhos e me faziam pegar o violão e escrever. Eu tive que me redescobrir e descobrir sobre o que eu queria falar e quem era eu. Para mim, esse CD é muito isso, eu me descobrindo como a jovem mulher que eu sou agora, tenho 24 anos, não sou mais adolescente. Para mim, foi quase terapêutico escrever. “Hipnose” foi a primeira que nasceu e acabou virando a cara do disco. Foi a primeira música que compus sem me levar a sério, sem levar relacionamentos a sério. Pela primeira vez, o amor não era o foco na minha vida, era minha carreira, eu, minha segurança. 

 

Mesmo assim, você não perdeu sua característica de cantar relacionamentos, mas é perceptível a mudança na abordagem. Agora o foco está em você e no que você quer fazer, certo?


Quando a gente é mais novo, a gente tende a se vitimizar muito, tudo é um drama muito grande. Quando você vai crescendo, entende que não existem vítimas, existem pessoas que erram, acertam, crescem em um relacionamento. Mostro essa visão que eu tenho agora de relacionamentos que quando eu era mais nova, eu não tinha. Eu sempre precisava achar um culpado e me colocar de vítima. Agora eu aprendi uma nova forma de ver as coisas e nas músicas que falo de amor, tem essa diferença mesmo.

 

Em “Aqui Estamos Nós”, você canta que essa é a geração da solidão. Acredita mesmo nisso? Se sente assim?


Essa é a minha música favorita no CD. Eu fiz depois de uma conversa que tive com as minhas amigas. Eu percebi que a nossa geração é muito sozinha. Estamos cercados de coisas, temos internet, acesso a tudo, 24 horas por dias, mas a gente se sente mais sozinho, no geral. Essa música é uma brincadeira com isso e com a maneira que vemos o amor. A gente cresce vendo filmes de princesa da Disney, em uma sociedade que espera casamento e filhos, amor verdadeiro e eterno. Eu cresci e descobri que não é assim. Quero ser uma mulher independente, ter a minha carreira. Existe esse conflito. Querer amor, mas querer o perigo e todas as outras coisas. A gente quer se jogar e a gente pode. Essa é a música mais sincera. Eu escrevi em 10 minutos depois dessa conversa.

 

Você disse que ajudou na parte visual da nova fase também. Deu para perceber, sutilmente, as mudanças nas suas redes sociais antes do anúncio do single “Hipnose”. Como isso foi planejado?


O Fernando Araújo é meu diretor de arte que começou a trabalhar comigo no EP, na maior parceria porque o projeto era independente, e eu levei para a vida, virou meu amigo. A gente conversou muito sobre isso, sobre as cores que a gente queria usar. O vermelho é uma cor muito forte, mas eu comecei a usar porque fiquei loira total e achei que combinava. Mas ela mostra poder e sensualidade, recém descoberta para mim. O preto e branco da capa é porque queríamos limpar minha imagem de tudo que eu já fiz desde adolescente. Queríamos algo mais clean. Nas redes, a gente foi mudando aos pouquinhos. Eu já comecei a mudar o meu jeito de vestir, o que eu postava no Instagram. Foi bem natural, só essa questão as cores que eu quis deixar bem claro que se tratava de uma nova fase na carreira.

 

O disco mal saiu e você já passou por duas polêmicas nas redes sobre possíveis plágios no clipe de “Hipnose” e na semelhança da capa do álbum com o último disco de Selena Gomez, Revival. Como você lida com esses comentários?


Foi uma história muito engraçada. Eu nem estava ciente do que as pessoas tinham publicado sobre isso porque o diretor do clipe da Zella Day veio falar comigo e foi um querido, agradeceu por ter usado como inspiração e ficou feliz que o trabalho dele está chegando até o Brasil. Ele gostou do meu trabalho e me convidou para gravar com ele em Los Angeles, então para mim foi tranquilo. Mas isso não dá clique. As pessoas querem falar que eu plagiei, pela polêmica. Eu nunca neguei que era uma inspiração, sempre esteve nos créditos do clipe. Sobre a Selena, ela passou por um momento de transição também. Ela é um dos meus ídolos, me inspiro nela, gostei para caramba deste último disco dela. Só que sempre as pessoas vão achar alguma coisa para falar. Nada é completamente novo, sempre estamos recriando de alguma coisa que já existe. Isso não me deixa mal, são referências e inspirações minhas. A arte faz isso. 

 

As datas da turnê já foram divulgadas e você está compartilhando nas redes que está fazendo aula de dança. Podemos esperar um show mais coreografado?


Eu vou dançar, é um show mais marcado, coreografado. Peguei muitas inspirações de shows gringos que eu vi. Acho que tem tudo a ver com as músicas novas, com essa fase agora. Acho que pedia uma mudança. O EP era um show de banda, esse vai ser mais pop, com dançarinos e tudo.

 

Na outra conversa, você também disse que todas as faixas do seu EP teriam clipe, mas chegou uma nova era e “Farsa” não ganhou vídeo. Seus fãs querem saber o que aconteceu.


Em minha defesa, eu acho que essa música já cumpriu a razão dela de existir. Todo mundo já entendeu o recado, acho que um clipe seria demais. Quero manter a minha classe, sem clipe [risos

 

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Manu Gavassi se despe do seu passado em novo disco

Trabalho tem produção de Umberto Tavares e Tropkillaz

por Rebecca Silva em 21/04/2017

Há quatro anos, os fãs de Manu Gavassi não tinham a chance de ouvir um álbum da cantora. O último lançamento, Clichê Adolescente, de 2013, parece ainda mais distante se pararmos para ouvir o que Manu tem a dizer hoje.

Nesse tempo, ela lançou o EP Vício, com cinco faixas, dando os primeiros passos em direção ao que queria fazer agora. Ela deixou de lado o violão e as letras dramáticas para dar vida a uma Manu mais independente, poderosa e dona de si, embalada por batidas eletrônicas e confortável consigo mesma o suficiente para posar nua para a capa do disco mais pessoal até agora. E por isso, o nome não poderia ser diferente: Manu foi lançado nesta sexta-feira (21/04) com 12 faixas inéditas.

SÉRIE PRODUTORES: CONHEÇA O TRABALHO DE UMBERTO TAVARES 

A Billboard Brasil conversou com Manu Gavassi sobre a mudança de sonoridade e o processo de criação do novo álbum. 

Na outra vez que conversamos, há quase um ano, você estava terminando de escrever seu livro enquanto fazia os shows da turnê do EP Vício. Quando teve o estalo de começar a produzir um novo álbum?


Na verdade, eu já estou compondo pra esse álbum há quase dois anos. Então no meio desse processo, eu já estava pensando nele. Foi natural. Eu estava atuando, mas o EP me fez ver que eu queria muito voltar para a música e que queria muito fazer pop. O EP foi o primeiro passo em direção a isso porque as bases são bem eletrônicas e diferentes do que eu estava acostumada a fazer antes que era mais voz e violão, mais para o folk, era o que eu me sentia mais segura porque era o que eu fazia desde novinha. Daí, esse EP abriu as portas para eu ver que me sinto bem cantando nessas batidas, eu gosto, consumo e ouço esse pop que tá acontecendo agora e quero fazer a minha versão em português. Minhas referências são muito gringas e meu desafio foi fazer na minha língua, com referências de fora e também do Brasil nas batidas. 

 

Neste disco, você trabalhou com produtores de grande nome e influência no pop como Umberto Tavares e o duo Tropkillaz. Como foi a experiência?


Eu sinto como se fosse o meu primeiro CD. Dessa vez, estou mais consciente de tudo, eu era muito nova quando lancei meu primeiro disco. Agora, eu realmente participei de toda a concepção visual, das fotos, da capa, dos clipes, do que eu queria falar, dos arranjos, de absolutamente tudo. Estou muito feliz de trabalhar com uma equipe tão legal. Foi muito interessante trabalhar com eles e diferente para mim, mas acho que amadureci muito nesse processo. Só de conversar com essas pessoas. O Umberto me abriu os olhos para várias coisas, ele realmente é um dos caras que mais tem música em rádio hoje em dia, ele dominou o pop brasileiro e traz essa sonoridade do Brasil porque veio do funk. É um cara que eu admiro para caramba. Tropkillaz eu era fã. Eu que procurei os meninos. O Laudz (um dos produtores do duo) é amigo de uma amiga minha, que fez essa ponte. Ele é um gênio da música, admiro para caramba. Então, esse CD foi de experimentação, sobre conversar com pessoas diferentes e produzir meu som.

 

E você também compôs com a Ana Caetano, do duo Anavitoria. Como foi escrever a quatro mãos?


Acho que ela foi a primeira pessoa com quem eu compus junto mesmo. Eu tinha muita dificuldade de compor em parceria porque eu tenho vergonha das minhas ideias até que elas estejam prontas. Mas com a Ana, não. A gente ficou amiga de cara, nos identificamos. Nosso empresário que apresentou a gente. Eu já me identificava muito com as músicas de Anavitoria e o jeito que ela compunha e contava histórias e ela sentiu o mesmo comigo. Ela foi em um show meu e logo depois começou uma música e me mandou por Whatsapp. E foi assim, “Fora De Foco”, nossa primeira parceria, a gente fez trocando mensagens. Eu amei compor com ela e chamei para escrevermos mais juntas. Depois disso, nasceram “Perigo” e “Me Beija”. E foi incrível. É uma menina que eu admiro, que tem a minha idade. Para mim foi um amadurecimento. 

 

Ouvindo as faixas deste disco e fazendo uma retrospectiva da sua carreira, dá para notar um amadurecimento na forma de abordar e viver relacionamentos amorosos. Para quem cantava que o namoro duraria para sempre, com um tom sonhador e até dramático, no início da carreira, muito mudou para cantar o total oposto “Não te prometo amor/Não vai ser para sempre” em Manu. 


Isso é engraçado. A gente quebra a cara, né? Eu também estava ouvindo as músicas antigas esses dias com a minha irmã. A música sempre fez parte da minha vida. Eu comecei a compor quando tinha 13 anos, eu já escrevia sobre a minha vida e minhas histórias. Isso não mudou até hoje. Só que muita coisa aconteceu. Não são as mesmas coisas que me inspiram a compor. Eu já passei pelo primeiro beijo, pelo primeiro frio na barriga, depois pelo primeiro namoro e primeiro término… e depois? O que eu tinha para falar? Não eram mais essas coisas que me enchiam os olhos e me faziam pegar o violão e escrever. Eu tive que me redescobrir e descobrir sobre o que eu queria falar e quem era eu. Para mim, esse CD é muito isso, eu me descobrindo como a jovem mulher que eu sou agora, tenho 24 anos, não sou mais adolescente. Para mim, foi quase terapêutico escrever. “Hipnose” foi a primeira que nasceu e acabou virando a cara do disco. Foi a primeira música que compus sem me levar a sério, sem levar relacionamentos a sério. Pela primeira vez, o amor não era o foco na minha vida, era minha carreira, eu, minha segurança. 

 

Mesmo assim, você não perdeu sua característica de cantar relacionamentos, mas é perceptível a mudança na abordagem. Agora o foco está em você e no que você quer fazer, certo?


Quando a gente é mais novo, a gente tende a se vitimizar muito, tudo é um drama muito grande. Quando você vai crescendo, entende que não existem vítimas, existem pessoas que erram, acertam, crescem em um relacionamento. Mostro essa visão que eu tenho agora de relacionamentos que quando eu era mais nova, eu não tinha. Eu sempre precisava achar um culpado e me colocar de vítima. Agora eu aprendi uma nova forma de ver as coisas e nas músicas que falo de amor, tem essa diferença mesmo.

 

Em “Aqui Estamos Nós”, você canta que essa é a geração da solidão. Acredita mesmo nisso? Se sente assim?


Essa é a minha música favorita no CD. Eu fiz depois de uma conversa que tive com as minhas amigas. Eu percebi que a nossa geração é muito sozinha. Estamos cercados de coisas, temos internet, acesso a tudo, 24 horas por dias, mas a gente se sente mais sozinho, no geral. Essa música é uma brincadeira com isso e com a maneira que vemos o amor. A gente cresce vendo filmes de princesa da Disney, em uma sociedade que espera casamento e filhos, amor verdadeiro e eterno. Eu cresci e descobri que não é assim. Quero ser uma mulher independente, ter a minha carreira. Existe esse conflito. Querer amor, mas querer o perigo e todas as outras coisas. A gente quer se jogar e a gente pode. Essa é a música mais sincera. Eu escrevi em 10 minutos depois dessa conversa.

 

Você disse que ajudou na parte visual da nova fase também. Deu para perceber, sutilmente, as mudanças nas suas redes sociais antes do anúncio do single “Hipnose”. Como isso foi planejado?


O Fernando Araújo é meu diretor de arte que começou a trabalhar comigo no EP, na maior parceria porque o projeto era independente, e eu levei para a vida, virou meu amigo. A gente conversou muito sobre isso, sobre as cores que a gente queria usar. O vermelho é uma cor muito forte, mas eu comecei a usar porque fiquei loira total e achei que combinava. Mas ela mostra poder e sensualidade, recém descoberta para mim. O preto e branco da capa é porque queríamos limpar minha imagem de tudo que eu já fiz desde adolescente. Queríamos algo mais clean. Nas redes, a gente foi mudando aos pouquinhos. Eu já comecei a mudar o meu jeito de vestir, o que eu postava no Instagram. Foi bem natural, só essa questão as cores que eu quis deixar bem claro que se tratava de uma nova fase na carreira.

 

O disco mal saiu e você já passou por duas polêmicas nas redes sobre possíveis plágios no clipe de “Hipnose” e na semelhança da capa do álbum com o último disco de Selena Gomez, Revival. Como você lida com esses comentários?


Foi uma história muito engraçada. Eu nem estava ciente do que as pessoas tinham publicado sobre isso porque o diretor do clipe da Zella Day veio falar comigo e foi um querido, agradeceu por ter usado como inspiração e ficou feliz que o trabalho dele está chegando até o Brasil. Ele gostou do meu trabalho e me convidou para gravar com ele em Los Angeles, então para mim foi tranquilo. Mas isso não dá clique. As pessoas querem falar que eu plagiei, pela polêmica. Eu nunca neguei que era uma inspiração, sempre esteve nos créditos do clipe. Sobre a Selena, ela passou por um momento de transição também. Ela é um dos meus ídolos, me inspiro nela, gostei para caramba deste último disco dela. Só que sempre as pessoas vão achar alguma coisa para falar. Nada é completamente novo, sempre estamos recriando de alguma coisa que já existe. Isso não me deixa mal, são referências e inspirações minhas. A arte faz isso. 

 

As datas da turnê já foram divulgadas e você está compartilhando nas redes que está fazendo aula de dança. Podemos esperar um show mais coreografado?


Eu vou dançar, é um show mais marcado, coreografado. Peguei muitas inspirações de shows gringos que eu vi. Acho que tem tudo a ver com as músicas novas, com essa fase agora. Acho que pedia uma mudança. O EP era um show de banda, esse vai ser mais pop, com dançarinos e tudo.

 

Na outra conversa, você também disse que todas as faixas do seu EP teriam clipe, mas chegou uma nova era e “Farsa” não ganhou vídeo. Seus fãs querem saber o que aconteceu.


Em minha defesa, eu acho que essa música já cumpriu a razão dela de existir. Todo mundo já entendeu o recado, acho que um clipe seria demais. Quero manter a minha classe, sem clipe [risos