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Mestre com as palavras, Chico Buarque é completo por ser multimídia

Cantor ficou na 7ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Rebecca Silva em 15/09/2016

Chico Buarque conquistou o reconhecimento na sua carreira como artista nos grandes festivais da década de 1960. Foi, inclusive, em 1966 que ele ganhou o 1º lugar do festival, com o clássico “A Banda”, prêmio dividido com “Disparada”, de Geraldo Vandré. Nesse mesmo ano ele lançou seu primeiro LP, Chico Buarque de Hollanda, repleto de composições próprias.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

8º) TIM MAIA

Daí para frente, a cada ano um novo LP era lançado com mais sucessos que hoje são considerados clássicos nacionais. Porém, o Brasil passava por um momento complicado politicamente por causa da Ditadura Militar e Chico passou a ser censurado pelo teor instigante de suas composições, levando o artista a usar pseudônimos para que suas músicas passassem pelo crivo dos censores militares.

Chico ficou em 7º lugar na eleição da Billboard Brasil que vai revelar qual é o artista mais completo do país. Sua maior nota foi conquistada no quesito “quantidade de hits” – são muitos os clássicos compostos pelo artista.

Com o dom de usar as palavras, Chico escreveu músicas, trilhas para filmes e teatro, peças e livros e se firmou como artista multimídia antes mesmo de o termo ser popularizado.

Veja abaixo cinco álbuns imperdíveis da carreira de Chico Buarque:

Chico Buarque de Hollanda (1966) – O primeiro álbum daquele jovem de 22 anos dava indícios de que uma grande carreira estava em formação naquele momento. “A Banda”, “A Rita” e “Olê, Olá” são sons que comprovam isso. Sem contar que até a capa virou meme na internet.

 

Reprodução

Construção (1971) – Composto durante o exílio na Itália, o álbum traz em sua faixa titulo umas das músicas mais complexas da carreira de Chico. Tanto na letra quanto no arranjo, com apoio dos vocais do grupo MPB-4. Tem também “Deus Lhe Pague”, “Cotidiano” e a polêmica “Minha História”, versão para uma música italiana que conta uma história diferente da vida de Jesus.

Reprodução

Meus Caros Amigos (1976) – Uma compilação de composições de Chico para o cinema e o teatro. O choro “Meu Caro Amigo”, que encerra o disco, é uma “carta” para o diretor de teatro Augusto Boal, que continuava no exílio mesmo com as promessas de abertura política no país. Boal pedia notícias do Brasil e Chico, em parceria com Francis Hime, mandou a música.

 

Reprodução

Ópera do Malandro (1979) – Chico misturou John Gay (Ópera Dos Mendigos) com Bertolt Brecht e Kurt Weill (Ópera Dos Três Vinténs) e escreveu Ópera do Malandro, espetáculo musical que virou filme menos de 10 anos depois. Tem diversas participações, como Nara Leão, Alcione, Zizi Possi e até As Frenética. O álbum também ganhou uma regravação no lançamento do longa.

Reprodução

Chico Buarque (1984) – “Pelas Tabelas” e “Samba Do Grande Amor” dão o tom do disco, que se encerra com o samba enredo “Vai Passar”, um dos hinos da carreira de Chico.

 

Reprodução

Ouça na playlist abaixo 20 músicas obrigatórias do cantor:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.

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Mestre com as palavras, Chico Buarque é completo por ser multimídia

Cantor ficou na 7ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Rebecca Silva em 15/09/2016

Chico Buarque conquistou o reconhecimento na sua carreira como artista nos grandes festivais da década de 1960. Foi, inclusive, em 1966 que ele ganhou o 1º lugar do festival, com o clássico “A Banda”, prêmio dividido com “Disparada”, de Geraldo Vandré. Nesse mesmo ano ele lançou seu primeiro LP, Chico Buarque de Hollanda, repleto de composições próprias.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

8º) TIM MAIA

Daí para frente, a cada ano um novo LP era lançado com mais sucessos que hoje são considerados clássicos nacionais. Porém, o Brasil passava por um momento complicado politicamente por causa da Ditadura Militar e Chico passou a ser censurado pelo teor instigante de suas composições, levando o artista a usar pseudônimos para que suas músicas passassem pelo crivo dos censores militares.

Chico ficou em 7º lugar na eleição da Billboard Brasil que vai revelar qual é o artista mais completo do país. Sua maior nota foi conquistada no quesito “quantidade de hits” – são muitos os clássicos compostos pelo artista.

Com o dom de usar as palavras, Chico escreveu músicas, trilhas para filmes e teatro, peças e livros e se firmou como artista multimídia antes mesmo de o termo ser popularizado.

Veja abaixo cinco álbuns imperdíveis da carreira de Chico Buarque:

Chico Buarque de Hollanda (1966) – O primeiro álbum daquele jovem de 22 anos dava indícios de que uma grande carreira estava em formação naquele momento. “A Banda”, “A Rita” e “Olê, Olá” são sons que comprovam isso. Sem contar que até a capa virou meme na internet.

 

Reprodução

Construção (1971) – Composto durante o exílio na Itália, o álbum traz em sua faixa titulo umas das músicas mais complexas da carreira de Chico. Tanto na letra quanto no arranjo, com apoio dos vocais do grupo MPB-4. Tem também “Deus Lhe Pague”, “Cotidiano” e a polêmica “Minha História”, versão para uma música italiana que conta uma história diferente da vida de Jesus.

Reprodução

Meus Caros Amigos (1976) – Uma compilação de composições de Chico para o cinema e o teatro. O choro “Meu Caro Amigo”, que encerra o disco, é uma “carta” para o diretor de teatro Augusto Boal, que continuava no exílio mesmo com as promessas de abertura política no país. Boal pedia notícias do Brasil e Chico, em parceria com Francis Hime, mandou a música.

 

Reprodução

Ópera do Malandro (1979) – Chico misturou John Gay (Ópera Dos Mendigos) com Bertolt Brecht e Kurt Weill (Ópera Dos Três Vinténs) e escreveu Ópera do Malandro, espetáculo musical que virou filme menos de 10 anos depois. Tem diversas participações, como Nara Leão, Alcione, Zizi Possi e até As Frenética. O álbum também ganhou uma regravação no lançamento do longa.

Reprodução

Chico Buarque (1984) – “Pelas Tabelas” e “Samba Do Grande Amor” dão o tom do disco, que se encerra com o samba enredo “Vai Passar”, um dos hinos da carreira de Chico.

 

Reprodução

Ouça na playlist abaixo 20 músicas obrigatórias do cantor:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.