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Michel Teló fala sobre seu livro, Bem Sertanejo

por em 28/07/2015
Por Rodrigo Amaral da Rocha A música sertaneja viveu o seu primeiro grande agito em nível nacional no começo da década de 1990. Duplas como Leandro & Leonardo e João Paulo & Daniel abusavam das letras românticas e o gênero começava a ser sucesso de vendas e a ser bem ouvido pelas rádios brasileiras. Mas foi na década de 2000 que, não só duplas, mas, principalmente, cantores transformavam a música feita no campo em um fenômeno popular no país. Michel Teló é um dos responsáveis. Com o hit “Ai Se Eu Te Pego”, a música sertaneja entrou no roteiro internacional – e ainda não saiu. Rádios, casas de shows, festas, a música sertaneja dominou o país. A prova disto é o Hot 100 Brasil, que atualmente conta com 19 músicas do gênero entre as 20 melhores colocadas. De olho nessa onda que entrou quase sem pedir licença, Teló viajou o Brasil com o quadro Bem Sertanejo - exibido no programa Fantástico, da Rede Globo - entrevistando nomes representativos da música sertaneja para explicar essa trajetória que passa por Milionário & José Rico, Sérgio Reis, e vai até os cantores Luan Santana e Gusttavo Lima. O quadro virou livro - escrito em parceira com o jornalista André Piunti - e o Michel Teló fala com a Billboard Brasil sobre este lançamento, disponível nas livrarias de todo o país. Qual conclusão você tira depois do trabalho realizado em Bem Sertanejo? Esse foi um projeto que eu tinha em mente há muitos anos. A ideia inicial era fazer só o DVD, mas a maneira como a Globo abraçou a ideia e a repercussão com o público me deixaram muito emocionado. Foi um prazer gravar com cada artista e ter a oportunidade de contar a história da música sertaneja, através do bate-papo e das músicas. Foi uma honra pra mim. Imagino que muitos dos entrevistados você já ouvia há muito tempo e são ídolos para você. Qual foi a pessoa/dupla que te deu mais nervoso? Todos os encontros foram muito especiais. Gravar com Chrystian e Ralf foi emocionante porque sempre fui fã e não os conhecia. Eles cantaram todas as modas que eu tinha vontade de ouvir, eu toquei sanfona, foi muito bom. Milionário e José Rico também foi emocionante, pela história deles com a música. Almir Sater, que eu não conhecia também, e realizei esse sonho; cantar com ele no Pantanal foi muito especial pra mim. Difícil falar um nome só, todos são muito importantes pra mim, todos são ícones da música. [caption id="attachment_38334" align="aligncenter" width="417"]Michel Teló em papo com Almir Sater (Reprodução) Michel Teló em papo com Almir Sater (Reprodução)[/caption] Faltou alguém que você gostaria de entrevistar? Faltaram vários. Trio Parada Dura, Rio Negro e Solimões, César e Paulinho, Mato Grosso e Matias. São nomes muito importantes para a música sertaneja. Você, se não fosse o entrevistador, com certeza seria um dos entrevistados desse quadro. Como você avalia a sua importância dentro desse cenário? Fico muito feliz de poder contribuir para o cenário sertanejo, levei a música sertaneja para o mundo e tenho mundo orgulho disso. Com tantas entrevistas de variados nomes de diferentes épocas, você consegue explicar o motivo da música sertaneja ser o gênero mais popular do Brasil? O Brasil é sertanejo. A música sertaneja sempre foi muito rural, e o Brasil deixando de ser rural e virando urbano exigiu que a música sertaneja ficasse urbana também. É uma música simples, que sabe tocar o coração das pessoas, seja em qualquer estilo que ela for cantada. O sertanejo soube se popularizar e se modernizar. Qual o futuro que você enxerga para a música sertaneja? Eu vejo um futuro promissor. É uma música que faz parte da raiz do brasileiro e acho que não sairá nunca. Ela sabe acompanhar as mudanças do mundo. E hoje é uma música que leva o mercado muito a sério.  
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Michel Teló fala sobre seu livro, Bem Sertanejo

por em 28/07/2015
Por Rodrigo Amaral da Rocha A música sertaneja viveu o seu primeiro grande agito em nível nacional no começo da década de 1990. Duplas como Leandro & Leonardo e João Paulo & Daniel abusavam das letras românticas e o gênero começava a ser sucesso de vendas e a ser bem ouvido pelas rádios brasileiras. Mas foi na década de 2000 que, não só duplas, mas, principalmente, cantores transformavam a música feita no campo em um fenômeno popular no país. Michel Teló é um dos responsáveis. Com o hit “Ai Se Eu Te Pego”, a música sertaneja entrou no roteiro internacional – e ainda não saiu. Rádios, casas de shows, festas, a música sertaneja dominou o país. A prova disto é o Hot 100 Brasil, que atualmente conta com 19 músicas do gênero entre as 20 melhores colocadas. De olho nessa onda que entrou quase sem pedir licença, Teló viajou o Brasil com o quadro Bem Sertanejo - exibido no programa Fantástico, da Rede Globo - entrevistando nomes representativos da música sertaneja para explicar essa trajetória que passa por Milionário & José Rico, Sérgio Reis, e vai até os cantores Luan Santana e Gusttavo Lima. O quadro virou livro - escrito em parceira com o jornalista André Piunti - e o Michel Teló fala com a Billboard Brasil sobre este lançamento, disponível nas livrarias de todo o país. Qual conclusão você tira depois do trabalho realizado em Bem Sertanejo? Esse foi um projeto que eu tinha em mente há muitos anos. A ideia inicial era fazer só o DVD, mas a maneira como a Globo abraçou a ideia e a repercussão com o público me deixaram muito emocionado. Foi um prazer gravar com cada artista e ter a oportunidade de contar a história da música sertaneja, através do bate-papo e das músicas. Foi uma honra pra mim. Imagino que muitos dos entrevistados você já ouvia há muito tempo e são ídolos para você. Qual foi a pessoa/dupla que te deu mais nervoso? Todos os encontros foram muito especiais. Gravar com Chrystian e Ralf foi emocionante porque sempre fui fã e não os conhecia. Eles cantaram todas as modas que eu tinha vontade de ouvir, eu toquei sanfona, foi muito bom. Milionário e José Rico também foi emocionante, pela história deles com a música. Almir Sater, que eu não conhecia também, e realizei esse sonho; cantar com ele no Pantanal foi muito especial pra mim. Difícil falar um nome só, todos são muito importantes pra mim, todos são ícones da música. [caption id="attachment_38334" align="aligncenter" width="417"]Michel Teló em papo com Almir Sater (Reprodução) Michel Teló em papo com Almir Sater (Reprodução)[/caption] Faltou alguém que você gostaria de entrevistar? Faltaram vários. Trio Parada Dura, Rio Negro e Solimões, César e Paulinho, Mato Grosso e Matias. São nomes muito importantes para a música sertaneja. Você, se não fosse o entrevistador, com certeza seria um dos entrevistados desse quadro. Como você avalia a sua importância dentro desse cenário? Fico muito feliz de poder contribuir para o cenário sertanejo, levei a música sertaneja para o mundo e tenho mundo orgulho disso. Com tantas entrevistas de variados nomes de diferentes épocas, você consegue explicar o motivo da música sertaneja ser o gênero mais popular do Brasil? O Brasil é sertanejo. A música sertaneja sempre foi muito rural, e o Brasil deixando de ser rural e virando urbano exigiu que a música sertaneja ficasse urbana também. É uma música simples, que sabe tocar o coração das pessoas, seja em qualquer estilo que ela for cantada. O sertanejo soube se popularizar e se modernizar. Qual o futuro que você enxerga para a música sertaneja? Eu vejo um futuro promissor. É uma música que faz parte da raiz do brasileiro e acho que não sairá nunca. Ela sabe acompanhar as mudanças do mundo. E hoje é uma música que leva o mercado muito a sério.