NOTÍCIAS

No Brasil, David Gilmour fala sobre Roger Waters

por em 10/12/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Pela primeira vez no país, o ex-guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour, fez uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira no Allianz Parque, em São Paulo, onde fará sua estreia em palcos brasileiros amanhã (11/12).

Se alguém esperava um tipo de estereótipo britânico, se decepcionou. Gilmour mostrou-se bem-humorado, simpático e até mesmo arriscou no português ao anunciar o lançamento do novo livro da sua esposa, Polly Samson, Um Ato de Bondade

DAVID GILMOUR LIDERA O TOP ROCK ALBUMS EM SEMANA HISTÓRICA

Acompanhado pelo guitarrista e produtor Phil Manzanera - com quem trabalhou em duas faixas do décimo álbum do Pink Floyd, A Momentary Lapse Of Reason, de 1987 -, da esposa, jornalista e compositora Polly Samson e do saxofonista curitibano João de Macedo Mello, de apenas 20 anos, integrante de sua banda de apoio desde agosto, Gilmour pareceu feliz em estar no Brasil. "É muito bom estar aqui. No início, pensávamos que nunca seria possível. Sempre houve complicações sobre viagens que impediam. É um desafio", disse.

Sobre o saxofonista brasileiro: "Nós tivemos muita sorte. Fomos apresentados por um amigo em comum que estava trabalhando com ele. Estávamos precisando de um novo saxofonista. E João surgiu como mágica. Ele tem feito um trabalho fantástico. Ele é ótimo", elogiou o guitarrista. Mello completou: "É uma honra fazer parte desse trabalho. Eu escuto Pink Floyd e David Gilmour desde pequeno".

DAVID GILMOUR ULTRAPASSA LANA DEL REY NO RANKING BRITÂNICO

Sobre o setlist, Gilmour explicou que não deve ter músicas de seus primeiros álbuns solo, David Gilmour (1878) e About Face (1984). Faixas mais recentes e clássicos do Pink Floyd, como "Wish You Were Here", "Money" e "Comfortably Numb", são esperadas por estarem no roteiro da turnê até então. "É um trabalho difícil escolher o que me agrada e que também agradará o público. Tocamos um setlist que eu acho que cobre grande parte da carreira. Mas, em todos esses anos - desde 1968 -, há muito material e parte dele simplesmente tem que ficar de fora. Às vezes há temas abordados em músicas que parecem não fazer sentido no momento. Peço desculpas se não tocar as suas favoritas", disse.

david e roger

David Gilmour, que recentemente se juntou ao baixista e ex-líder do Pink Floyd, Roger Waters, na turnê The Wall, não fugiu das inevitáveis - e não censuradas, para alívio geral dos jornalistas presentes - perguntas sobre a banda.

ROGER WATERS TENTA DESCONSTRUIR SEUS PRÓPRIOS MUROS EM THE WALL

"Eu estava tentando convencer Roger a participar de um evento de caridade chamado Hoping. Foi ideia de Polly. Eu chamei Roger para tocar nesse show comigo e eu queria que ele cantasse uma música chamada ‘To Know Him Is To Love Him', de Phil Spector. Roger disse que não cantaria essa música. Ele disse 'não, está fora da minha zona de conforto'. Então eu insisti e disse que eu apareceria em um dos seus shows se ele fizesse isso por mim. E foi por isso que ele aceitou", contou Gilmour - e revelou que, no início da carreira de Pink Floyd, ele e Waters faziam a passagem de som com essa música, porque ficavam entediados com as suas próprias canções.

roger e david

Mas, infelizmente, quem sempre sonhou em ver mais um reencontro do Pink Floyd, terá que contentar-se com a própria imaginação - ou com o arsenal criado até o fim da banda. Gilmour disse que a sua resposta continua imutável e quer evitar tensões como as que aconteceram na reunião de 2005, no festival beneficente Live 8. Uma eventual volta está descartada.

"A noite foi ótima, mas os ensaios foram tensos, por causa do nosso histórico doloroso", lembrou o guitarrista, se referindo às notórias brigas com Waters, que chegaram aos tribunais por conta de um embate pelo uso do nome Pink Floyd. "Na época discutimos sobre quais músicas tocaríamos. No fim, Roger teve de aceitar que seria um convidado da banda. Eu não gostaria de repetir essa tensão", disse, com firmeza, Gilmour.

Sobre os seus álbuns preferidos, ele disse que não consegue lembrar dos cinco primeiros, mas citou um. "Não muitos. Eu não consigo dizer quais são os cinco. Muda o tempo todo, mas eu gostei muito de Push The Sky Away, o mais recente de Nick Cave & The Bad Seeds. É o meu preferido dos últimos tempos".

ENTRE O DATADO E O GENIAL, DISCO DE DAVID GILMOUR TEM BONS MOMENTOS

O guitarrista também falou qual artista ele queria ver em um show ao vivo hoje: "Eu adoraria ver Leonard Cohen".

David Gilmour fará apresentações nos dias 11 e 12 de dezembro no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 14 na pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, e no dia 16 na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
2
Ar-Condicionado No 15
Wesley Safadão
Áudio indisponível
3
Na Conta Da Loucura
Bruno & Marrone
4
Avisa Que Eu Cheguei (Part. Ivete Sangalo)
Naiara Azevedo
5
Amigo Taxista
Zé Neto & Cristiano
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

No Brasil, David Gilmour fala sobre Roger Waters

por em 10/12/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Pela primeira vez no país, o ex-guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour, fez uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira no Allianz Parque, em São Paulo, onde fará sua estreia em palcos brasileiros amanhã (11/12).

Se alguém esperava um tipo de estereótipo britânico, se decepcionou. Gilmour mostrou-se bem-humorado, simpático e até mesmo arriscou no português ao anunciar o lançamento do novo livro da sua esposa, Polly Samson, Um Ato de Bondade

DAVID GILMOUR LIDERA O TOP ROCK ALBUMS EM SEMANA HISTÓRICA

Acompanhado pelo guitarrista e produtor Phil Manzanera - com quem trabalhou em duas faixas do décimo álbum do Pink Floyd, A Momentary Lapse Of Reason, de 1987 -, da esposa, jornalista e compositora Polly Samson e do saxofonista curitibano João de Macedo Mello, de apenas 20 anos, integrante de sua banda de apoio desde agosto, Gilmour pareceu feliz em estar no Brasil. "É muito bom estar aqui. No início, pensávamos que nunca seria possível. Sempre houve complicações sobre viagens que impediam. É um desafio", disse.

Sobre o saxofonista brasileiro: "Nós tivemos muita sorte. Fomos apresentados por um amigo em comum que estava trabalhando com ele. Estávamos precisando de um novo saxofonista. E João surgiu como mágica. Ele tem feito um trabalho fantástico. Ele é ótimo", elogiou o guitarrista. Mello completou: "É uma honra fazer parte desse trabalho. Eu escuto Pink Floyd e David Gilmour desde pequeno".

DAVID GILMOUR ULTRAPASSA LANA DEL REY NO RANKING BRITÂNICO

Sobre o setlist, Gilmour explicou que não deve ter músicas de seus primeiros álbuns solo, David Gilmour (1878) e About Face (1984). Faixas mais recentes e clássicos do Pink Floyd, como "Wish You Were Here", "Money" e "Comfortably Numb", são esperadas por estarem no roteiro da turnê até então. "É um trabalho difícil escolher o que me agrada e que também agradará o público. Tocamos um setlist que eu acho que cobre grande parte da carreira. Mas, em todos esses anos - desde 1968 -, há muito material e parte dele simplesmente tem que ficar de fora. Às vezes há temas abordados em músicas que parecem não fazer sentido no momento. Peço desculpas se não tocar as suas favoritas", disse.

david e roger

David Gilmour, que recentemente se juntou ao baixista e ex-líder do Pink Floyd, Roger Waters, na turnê The Wall, não fugiu das inevitáveis - e não censuradas, para alívio geral dos jornalistas presentes - perguntas sobre a banda.

ROGER WATERS TENTA DESCONSTRUIR SEUS PRÓPRIOS MUROS EM THE WALL

"Eu estava tentando convencer Roger a participar de um evento de caridade chamado Hoping. Foi ideia de Polly. Eu chamei Roger para tocar nesse show comigo e eu queria que ele cantasse uma música chamada ‘To Know Him Is To Love Him', de Phil Spector. Roger disse que não cantaria essa música. Ele disse 'não, está fora da minha zona de conforto'. Então eu insisti e disse que eu apareceria em um dos seus shows se ele fizesse isso por mim. E foi por isso que ele aceitou", contou Gilmour - e revelou que, no início da carreira de Pink Floyd, ele e Waters faziam a passagem de som com essa música, porque ficavam entediados com as suas próprias canções.

roger e david

Mas, infelizmente, quem sempre sonhou em ver mais um reencontro do Pink Floyd, terá que contentar-se com a própria imaginação - ou com o arsenal criado até o fim da banda. Gilmour disse que a sua resposta continua imutável e quer evitar tensões como as que aconteceram na reunião de 2005, no festival beneficente Live 8. Uma eventual volta está descartada.

"A noite foi ótima, mas os ensaios foram tensos, por causa do nosso histórico doloroso", lembrou o guitarrista, se referindo às notórias brigas com Waters, que chegaram aos tribunais por conta de um embate pelo uso do nome Pink Floyd. "Na época discutimos sobre quais músicas tocaríamos. No fim, Roger teve de aceitar que seria um convidado da banda. Eu não gostaria de repetir essa tensão", disse, com firmeza, Gilmour.

Sobre os seus álbuns preferidos, ele disse que não consegue lembrar dos cinco primeiros, mas citou um. "Não muitos. Eu não consigo dizer quais são os cinco. Muda o tempo todo, mas eu gostei muito de Push The Sky Away, o mais recente de Nick Cave & The Bad Seeds. É o meu preferido dos últimos tempos".

ENTRE O DATADO E O GENIAL, DISCO DE DAVID GILMOUR TEM BONS MOMENTOS

O guitarrista também falou qual artista ele queria ver em um show ao vivo hoje: "Eu adoraria ver Leonard Cohen".

David Gilmour fará apresentações nos dias 11 e 12 de dezembro no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 14 na pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, e no dia 16 na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.