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O Inclassificável Caetano Veloso

Cantor ficou em primeiro na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 21/09/2016

Assim como a irmã, Maria Bethânia, a primeira experiência profissional nas artes foi no teatro – na trilha sonora e no palco de uma montagem de Boca de Ouro, do Nelson Rodrigues. Em 1964, o jovem Caetano já dirigia espetáculos – e, em especial, o show Nós, Por Exemplo, que reunia a nata da nova geração da música baiana: Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé, entre outros.

VEJA OS 50 ARTISTAS MAIS VOTADOS NA ELEIÇÃO

Em 1965, foi de extrema importância conhecer João Gilberto e se mudar para o Rio de Janeiro. Ali começava uma carreira ímpar que, dois anos depois, estouraria no festival da Record de 1967 com “Alegria, Alegria”. Seus colegas/competidores de festival como Gil e Mutantes, formariam um ano depois o movimento tropicalista.

Caetano nunca deixou de ser um tropicalista. Se no álbum de 1968 todas as misturas estão ali, condensadas num núcleo tensionado pronto para explodir, o que sua carreira fez foi diluir todas essas misturas. Caetano, em todos esses anos, esteve sempre atento e forte às tendências e novos movimentos culturais – inclusive em Londres, durante o exílio, com seus álbuns mais sombrios e em inglês. Depois de Londres, veio a volta ao brasil, a adoção da guitarra, incursões por outros ritmos e, por fim, a reinvenção com a trilogia da banda Cê, depois dos 60 anos. O que a Tropicália já misturava, ele continuou misturando e somando a novas informações.

O ARTISTA MAIS COMPLETO DE TODOS OS TEMPOS - INTERNACIONAL

Com isso, Caetano construiu uma carreira inclassificável. Não há gaveta de gênero ou estilo que comporte a discografia do artista mais completo do Brasil.

Veja cinco álbuns obrigatórios da carreira de Caetano Veloso:

Caetano Veloso (1967) – Depois de dividir um álbum com Gal Costa, Caetano lança o seu primeiro solo. “Tropicália”, “Alegria, Alegria” e “Soy Loco Por Ti América” dão o tom do que vinha a seguir com o tropicalismo.

 

Reprodução

Transa (1972) – A melancolia de quem está longe de casa (e no frio) marca o álbum, o segundo gravado durante o exílio em Londres – “Nine Out Of Ten”, atemporal, ainda ganha versões de novos músicos até hoje e aparece em alguns shows de Caetano.

 

Reprodução

Bicho (1977) – Esse é um dos álbuns que mostra como Caetano sempre funcionou como uma antena que captava as tendências e transformava em ferramenta para o seu trabalho. Com o auge da disco music, Caetano lança esse álbum com algumas faixas dançantes. Destaque para a abertura, com “Odara”.

 

Reprodução

Cinema Transcendental (1979) – Disco que mais parece uma coletânea. "Lua de São Jorge", "Oração ao Tempo", "Beleza Pura", "Menino do Rio"...

 

Reprodução

Abraçaço (2012) – Com o rock de voltas às pistas, Caetano montou um power trio com músicos mais jovens e iniciou uma trilogia de discos roqueiros. Abraçaço é o terceiro deles, que abre com "A Bossa Nova É Foda" e suas citações.

 

Reprodução

Ouça a playlist com 20 músicas indispensáveis de Caetano Veloso:

 

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Ar-Condicionado No 15
Wesley Safadão
Áudio indisponível
2
Regime Fechado
Simone & Simaria
3
Avisa Que Eu Cheguei (Part. Ivete Sangalo)
Naiara Azevedo
4
Na Conta Da Loucura
Bruno & Marrone
5
Amigo Taxista
Zé Neto & Cristiano
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O Inclassificável Caetano Veloso

Cantor ficou em primeiro na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 21/09/2016

Assim como a irmã, Maria Bethânia, a primeira experiência profissional nas artes foi no teatro – na trilha sonora e no palco de uma montagem de Boca de Ouro, do Nelson Rodrigues. Em 1964, o jovem Caetano já dirigia espetáculos – e, em especial, o show Nós, Por Exemplo, que reunia a nata da nova geração da música baiana: Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé, entre outros.

VEJA OS 50 ARTISTAS MAIS VOTADOS NA ELEIÇÃO

Em 1965, foi de extrema importância conhecer João Gilberto e se mudar para o Rio de Janeiro. Ali começava uma carreira ímpar que, dois anos depois, estouraria no festival da Record de 1967 com “Alegria, Alegria”. Seus colegas/competidores de festival como Gil e Mutantes, formariam um ano depois o movimento tropicalista.

Caetano nunca deixou de ser um tropicalista. Se no álbum de 1968 todas as misturas estão ali, condensadas num núcleo tensionado pronto para explodir, o que sua carreira fez foi diluir todas essas misturas. Caetano, em todos esses anos, esteve sempre atento e forte às tendências e novos movimentos culturais – inclusive em Londres, durante o exílio, com seus álbuns mais sombrios e em inglês. Depois de Londres, veio a volta ao brasil, a adoção da guitarra, incursões por outros ritmos e, por fim, a reinvenção com a trilogia da banda Cê, depois dos 60 anos. O que a Tropicália já misturava, ele continuou misturando e somando a novas informações.

O ARTISTA MAIS COMPLETO DE TODOS OS TEMPOS - INTERNACIONAL

Com isso, Caetano construiu uma carreira inclassificável. Não há gaveta de gênero ou estilo que comporte a discografia do artista mais completo do Brasil.

Veja cinco álbuns obrigatórios da carreira de Caetano Veloso:

Caetano Veloso (1967) – Depois de dividir um álbum com Gal Costa, Caetano lança o seu primeiro solo. “Tropicália”, “Alegria, Alegria” e “Soy Loco Por Ti América” dão o tom do que vinha a seguir com o tropicalismo.

 

Reprodução

Transa (1972) – A melancolia de quem está longe de casa (e no frio) marca o álbum, o segundo gravado durante o exílio em Londres – “Nine Out Of Ten”, atemporal, ainda ganha versões de novos músicos até hoje e aparece em alguns shows de Caetano.

 

Reprodução

Bicho (1977) – Esse é um dos álbuns que mostra como Caetano sempre funcionou como uma antena que captava as tendências e transformava em ferramenta para o seu trabalho. Com o auge da disco music, Caetano lança esse álbum com algumas faixas dançantes. Destaque para a abertura, com “Odara”.

 

Reprodução

Cinema Transcendental (1979) – Disco que mais parece uma coletânea. "Lua de São Jorge", "Oração ao Tempo", "Beleza Pura", "Menino do Rio"...

 

Reprodução

Abraçaço (2012) – Com o rock de voltas às pistas, Caetano montou um power trio com músicos mais jovens e iniciou uma trilogia de discos roqueiros. Abraçaço é o terceiro deles, que abre com "A Bossa Nova É Foda" e suas citações.

 

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Ouça a playlist com 20 músicas indispensáveis de Caetano Veloso: