NOTÍCIAS

Os ressuscitados da música

Veja artistas que já tiveram suas carreiras encerradas, mas deram a volta por cima e voltaram à cena

por Marcos Lauro em 16/04/2017

O Domingo De Páscoa é uma das principais datas da tradição cristã. Nessa data, comemora-se a ressurreição de Jesus Cristo – algo irreal aos olhos da ciência, mas fundamental para qualquer um que creia nos ensinamentos do filho de Deus.

A ressurreição pode acontecer também na música. Pelos mais diversos motivos, um artista pode “morrer” profissionalmente e reaparecer aos olhos do público logo depois, com todo o reconhecimento que lhe é devido.

Listamos na galeria abaixo 14 artistas que ressuscitaram:

Tom Zé estava desenganado nos anos 1980. O baiano, mesmo com sua carreira impecável e sendo integrante da Tropicália, caiu no ostracismo e definhava artisticamente nessa década. Tom Zé chegou a cogitar a volta para a sua terra natal, Irará, para gerenciar o posto de gasolina de um familiar. Até que o músico David Byrne, ex-Talking Heads, comprou um exemplar de Estudando A Bossa (1974) num sebo e ressuscitou Tom Zé – inicialmente no exterior, com relançamentos de discos clássicos pelo selo Luaka Bop e, posteriormente, no Brasil. Tom Zé, em 1997, voltou à cena nacional com uma trilha sonora premiada para o grupo Corpo e, em 1999, o auge da sua ressurreição, lançou o álbum Com Defeito de Fabricação. Desde então, Tom Zé tem carreira ativa, com discos e turnês pelo Brasil e exterior.

Divulgação

Vanusa é o exemplo vivo de como memes e brincadeirinhas (de mau gosto) na internet podem acabar com a carreira de um artista. Uma das mais belas vozes da música brasileira, Vanusa passava por um momento delicado em sua vida pessoal e errou a letra do Hino Nacional em um evento público em 2009. Filmado, o ato correu a internet e Vanusa não aguentou o baque: teve de se internar numa clínica psiquiátrica. Recuperada e depois de pelo menos 10 anos sem um álbum de inéditas, lançou Vanusa Santos das Flores, com produção de Zeca Baleiro em 2015, com shows lotados e emocionantes – cercada pelos seus verdadeiros fãs.

Divulgação

O Capital Inicial morreu em 1993, quando Dinho Ouro Preto decidiu sair do grupo, logo depois de Bozo Barretti. A banda tentou continuar e lançou discos nesse período, mas sem a menor relevância. A ressurreição se deu em 1998, quando Dinho, Loro Jones, Fê Lemos e Flávio Lemos voltaram aos palcos para tocar o repertório de uma coletânea que havia acabado de ser lançada pela Polygram, O Melhor Do Capital Inicial. Mas o auge, mesmo, veio em 2000, com o lançamento do Acústico MTV.

Divulgação

O premiado documentário Procurando Sugar Man (2012) conta a história de dois fãs que tentam descobrir o paradeiro do obscuro cantor Rodriguez, que lançou apenas dois discos nos anos 1970 e sumiu. O sucesso do filme foi tão grande que, depois de Rodriguez ser localizado, voltou a fazer shows e lançou um disco ao vivo, Rodriguez Rocks: Live In Australia, de 2016.

Divulgação

Assim como tantos outros artistas que fizeram sucesso estrondoso nos anos 1980, Byafra virou alvo da famigerada e temida pergunta “por onde anda?” nos anos 1990 e 2000 – e vale lembrar que ele não parou de lançar discos, até em espanhol, nesse período, mas faltava um Chacrinha para trazer seu nome de volta. A ressurreição acabou sendo involuntária: em 2009, caiu no YouTube um vídeo com Byafra cantrando seu hit “Sonho de Ícaro” e sendo atingido por uma asa delta num ponto turístico do Rio de Janeiro. Diferente do caso de Vanusa, aqui o meme foi positivo: com bom humor, Byafra voltou a aparecer na TV (nem que fosse para apenas e tão somente comentar esse vídeo) e fez até campanhas publicitárias, valorizando a sua imagem.

Divulgação

Roger Moreira é o líder do Ultraje A Rigor, banda de um disco só, Nós Vamos Invadir Sua Praia (1985). Ok, o disco seguinte, Sexo! (1987) também teve lá sua graça. Depois, as piadas se tornaram repetidas e as mudanças de formação foram tantas que o Ultraje morreu para o grande público – nem a capa da G Magazine, extinta revista de nu masculino, serviu para trazer de volta a imagem de Roger. A ressurreição aconteceu em 2011, quando Roger e o Ultraje passaram a ser a banda fixa do programa Agora É Tarde e hoje estão no palco do The Noite Com Danilo Gentili.

Divulgação

Caso clássico de ressurreição artística brasileira – ou “como não reconhecemos nossos talentos”. Cartola foi um dos fundadores da Mangueira em 1928 e logo se tornou nome fundamental para o samba carioca. Depois de passar por momentos difíceis (uma forte meningite que o deixou em coma e, logo após, a morte da esposa), Cartola se mudou do morro da Mangueira e passou quase 10 anos completamente sumido, sem dar notícias para amigos, fãs e familiares. Foi reencontrado em 1957, totalmente por acaso: o jornalista Sergio Porto foi tomar um café num bar em Ipanema, olhou para o edifício em frente e viu um rapaz muito magro, com a roupa toda molhada. Reconheceu: Era Cartola, que trabalhava ali de porteiro e lavador de carros. Esse encontro foi fundamental para a ressurreição do sambista, que voltou a compor, abriu um bar com sua atual esposa, dona Zica, o Zicartola e, mais tarde, em 1974, começou a gravar a sua curta discografia de quatro álbuns de estúdio. Cartola viveu até o fim da vida com dona Zica, o Zicartola foi um dos palcos mais importantes para o samba do Rio de Janeiro (e chegou a ter uma filial em São Paulo, na Vila Formosa, quando o casal se mudou temporariamente) e sua discografia é obrigatória para qualquer um que diz gostar de samba.

Divulgação

O Kiss já ressuscitou tanto que deixaria qualquer cristão enciumado. Foram reuniões, pós-reuniões, turnês de adeus, turnês de volta, shows especiais em Grammy e outras premiações... é muita fé! No ano passado, anunciou uma turnê de verão pelos Estados Unidos e tocou na final do The Voice. Até o momento, em 2017, não temos notícias de novas ressurreições do Kiss.

Divulgação

David Bowie é um caso à parte nas ressurreições. Bowie nunca “morreu”, mas sim seus personagens. A cada dois ou três anos, um personagem morria para dar lugar a outro, com outro tipo de som, outra filosofia, outra cara – e isso vai muito além do apelido clichê “camaleão”. Enquanto o animal se adapta ao ambiente, Bowie cria o seu próprio ambiente. Camaleão é pouco para esse tanto de ressurreições.

Divulgação

O músico Odair José é um dos nomes mais populares do Brasil desde os anos 1970 – muitas vezes rivalizando e até passando Roberto Carlos em vendas de discos. Mas, especialmente, nos anos 1990, Odair morreu para esse público, que conhecia apenas os seus hits. “É que eu não fiz nada de relevante nesse período, sumi”, já afirmou o músico em entrevista à Rádio Eldorado de São Paulo. Hoje, Odair produz e passa por uma renovação de público interessante – é comum ver em seus shows gente de 20, 30 anos de idade, que nem tinha nascido quando ele lançou seus hits mais populares.

Divulgação

Outro que passou por uma grande renovação de público, que é uma forma de ressurreição, foi Erasmo Carlos. Com a imagem fortemente ligada à Jovem Guarda e seu grande parceiro, Roberto Carlos, Erasmo se tornou mais pop nos anos 1980 e teve vários hits, mas ficou apagado nos anos 1990. Foi ressuscitado pela regravação de “Além Do Horizonte” pelo Jota Quest em 2005 e foi redescoberto por um público mais jovem (e roqueiro) em 2009 quando lançou o álbum Rock ‘n’ Roll.

Divulgação

O Queen é outro caso de banda que teve diversas ressurreições. Com a morte de Freddie Mercury, principal figura da banda, em 1991, muitos acreditavam que seria também o fim do grupo. Se enganaram! Os outros integrantes, especialmente Brian May (atual dono da marca), organizaram diversos shows e turnês já a partir de 1992. A última ressurreição do Queen passou pelo Brasil e contou com Adam Lambert nos vocais.

Divulgação

Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward foram os quatro cavaleiros do apocalipse desde a fundação do Black Sabbath, em 1969, até 1979, quando a permanência de Ozzy no grupo se tornou insustentável. Depois disso, o Sabbath contou com o impressionante número de sete vocalistas, com destaque para Ronnie James Dio e Tony Martin. Com isso, a banda perdeu o foco e a relevância e, em 1984, a banda acabou após ver apenas um membro original, Iommi, em sua formação – e ele decidiu se voltar a seu trabalho solo. Dois anos depois, a banda retornou ao palco mas só recuperou sua grandeza na turnê Reunion, que contava com Ozzy nos vocais, em 1997. Depois, a banda promoveu mais uma reunião, em 2010, e um álbum de inéditas, 13 – sem o baterista Bill Ward, que não concordou com o contrato proposto pela empresária Sharon Osbourne em que ele ganhava menos que Ozzy. A turnê passou pelo Brasil e a banda anunciou o encerramento das suas atividades no dia 7 de março de 2017 – dessa vez, com remotas chances de ressurreição, até por conta das idades dos envolvidos.

Divulgação

Os Secos e Molhados conseguiram ressuscitar duas vezes e de forma paralela – é como se duas bandas estivessem perambulando por aí. Calma, a gente explica. O trio original, Ney Matogrosso, João Ricardo e Gérson Conrad, lançou apenas dois álbuns na primeira metade da década de 1970. Depois disso, cada um seguiu o seu caminho solo – sendo Ney Matogrosso o mais bem sucedido comercialmente. João Ricardo manteve o nome do grupo e voltou entre o fim dos anos 1970 e o começo dos 1980, sem conseguir muito êxito. Agora, em 2016, lançou o álbum Puto e, poucos meses depois, Ney Matogrosso anunciou que vai cantar o repertório clássico do grupo no Rock in Rio 2017, acompanhado da Nação Zumbi. Ou seja, tem Secos no streaming com músicas novas e tem Secos no palco do festival com as músicas clássicas, dos anos 1970.

Divulgação

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Ar-Condicionado No 15
Wesley Safadão
Áudio indisponível
2
Regime Fechado
Simone & Simaria
3
Avisa Que Eu Cheguei (Part. Ivete Sangalo)
Naiara Azevedo
4
Na Conta Da Loucura
Bruno & Marrone
5
Amigo Taxista
Zé Neto & Cristiano
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Os ressuscitados da música

Veja artistas que já tiveram suas carreiras encerradas, mas deram a volta por cima e voltaram à cena

por Marcos Lauro em 16/04/2017

O Domingo De Páscoa é uma das principais datas da tradição cristã. Nessa data, comemora-se a ressurreição de Jesus Cristo – algo irreal aos olhos da ciência, mas fundamental para qualquer um que creia nos ensinamentos do filho de Deus.

A ressurreição pode acontecer também na música. Pelos mais diversos motivos, um artista pode “morrer” profissionalmente e reaparecer aos olhos do público logo depois, com todo o reconhecimento que lhe é devido.

Listamos na galeria abaixo 14 artistas que ressuscitaram:

Tom Zé estava desenganado nos anos 1980. O baiano, mesmo com sua carreira impecável e sendo integrante da Tropicália, caiu no ostracismo e definhava artisticamente nessa década. Tom Zé chegou a cogitar a volta para a sua terra natal, Irará, para gerenciar o posto de gasolina de um familiar. Até que o músico David Byrne, ex-Talking Heads, comprou um exemplar de Estudando A Bossa (1974) num sebo e ressuscitou Tom Zé – inicialmente no exterior, com relançamentos de discos clássicos pelo selo Luaka Bop e, posteriormente, no Brasil. Tom Zé, em 1997, voltou à cena nacional com uma trilha sonora premiada para o grupo Corpo e, em 1999, o auge da sua ressurreição, lançou o álbum Com Defeito de Fabricação. Desde então, Tom Zé tem carreira ativa, com discos e turnês pelo Brasil e exterior.

Divulgação

Vanusa é o exemplo vivo de como memes e brincadeirinhas (de mau gosto) na internet podem acabar com a carreira de um artista. Uma das mais belas vozes da música brasileira, Vanusa passava por um momento delicado em sua vida pessoal e errou a letra do Hino Nacional em um evento público em 2009. Filmado, o ato correu a internet e Vanusa não aguentou o baque: teve de se internar numa clínica psiquiátrica. Recuperada e depois de pelo menos 10 anos sem um álbum de inéditas, lançou Vanusa Santos das Flores, com produção de Zeca Baleiro em 2015, com shows lotados e emocionantes – cercada pelos seus verdadeiros fãs.

Divulgação

O Capital Inicial morreu em 1993, quando Dinho Ouro Preto decidiu sair do grupo, logo depois de Bozo Barretti. A banda tentou continuar e lançou discos nesse período, mas sem a menor relevância. A ressurreição se deu em 1998, quando Dinho, Loro Jones, Fê Lemos e Flávio Lemos voltaram aos palcos para tocar o repertório de uma coletânea que havia acabado de ser lançada pela Polygram, O Melhor Do Capital Inicial. Mas o auge, mesmo, veio em 2000, com o lançamento do Acústico MTV.

Divulgação

O premiado documentário Procurando Sugar Man (2012) conta a história de dois fãs que tentam descobrir o paradeiro do obscuro cantor Rodriguez, que lançou apenas dois discos nos anos 1970 e sumiu. O sucesso do filme foi tão grande que, depois de Rodriguez ser localizado, voltou a fazer shows e lançou um disco ao vivo, Rodriguez Rocks: Live In Australia, de 2016.

Divulgação

Assim como tantos outros artistas que fizeram sucesso estrondoso nos anos 1980, Byafra virou alvo da famigerada e temida pergunta “por onde anda?” nos anos 1990 e 2000 – e vale lembrar que ele não parou de lançar discos, até em espanhol, nesse período, mas faltava um Chacrinha para trazer seu nome de volta. A ressurreição acabou sendo involuntária: em 2009, caiu no YouTube um vídeo com Byafra cantrando seu hit “Sonho de Ícaro” e sendo atingido por uma asa delta num ponto turístico do Rio de Janeiro. Diferente do caso de Vanusa, aqui o meme foi positivo: com bom humor, Byafra voltou a aparecer na TV (nem que fosse para apenas e tão somente comentar esse vídeo) e fez até campanhas publicitárias, valorizando a sua imagem.

Divulgação

Roger Moreira é o líder do Ultraje A Rigor, banda de um disco só, Nós Vamos Invadir Sua Praia (1985). Ok, o disco seguinte, Sexo! (1987) também teve lá sua graça. Depois, as piadas se tornaram repetidas e as mudanças de formação foram tantas que o Ultraje morreu para o grande público – nem a capa da G Magazine, extinta revista de nu masculino, serviu para trazer de volta a imagem de Roger. A ressurreição aconteceu em 2011, quando Roger e o Ultraje passaram a ser a banda fixa do programa Agora É Tarde e hoje estão no palco do The Noite Com Danilo Gentili.

Divulgação

Caso clássico de ressurreição artística brasileira – ou “como não reconhecemos nossos talentos”. Cartola foi um dos fundadores da Mangueira em 1928 e logo se tornou nome fundamental para o samba carioca. Depois de passar por momentos difíceis (uma forte meningite que o deixou em coma e, logo após, a morte da esposa), Cartola se mudou do morro da Mangueira e passou quase 10 anos completamente sumido, sem dar notícias para amigos, fãs e familiares. Foi reencontrado em 1957, totalmente por acaso: o jornalista Sergio Porto foi tomar um café num bar em Ipanema, olhou para o edifício em frente e viu um rapaz muito magro, com a roupa toda molhada. Reconheceu: Era Cartola, que trabalhava ali de porteiro e lavador de carros. Esse encontro foi fundamental para a ressurreição do sambista, que voltou a compor, abriu um bar com sua atual esposa, dona Zica, o Zicartola e, mais tarde, em 1974, começou a gravar a sua curta discografia de quatro álbuns de estúdio. Cartola viveu até o fim da vida com dona Zica, o Zicartola foi um dos palcos mais importantes para o samba do Rio de Janeiro (e chegou a ter uma filial em São Paulo, na Vila Formosa, quando o casal se mudou temporariamente) e sua discografia é obrigatória para qualquer um que diz gostar de samba.

Divulgação

O Kiss já ressuscitou tanto que deixaria qualquer cristão enciumado. Foram reuniões, pós-reuniões, turnês de adeus, turnês de volta, shows especiais em Grammy e outras premiações... é muita fé! No ano passado, anunciou uma turnê de verão pelos Estados Unidos e tocou na final do The Voice. Até o momento, em 2017, não temos notícias de novas ressurreições do Kiss.

Divulgação

David Bowie é um caso à parte nas ressurreições. Bowie nunca “morreu”, mas sim seus personagens. A cada dois ou três anos, um personagem morria para dar lugar a outro, com outro tipo de som, outra filosofia, outra cara – e isso vai muito além do apelido clichê “camaleão”. Enquanto o animal se adapta ao ambiente, Bowie cria o seu próprio ambiente. Camaleão é pouco para esse tanto de ressurreições.

Divulgação

O músico Odair José é um dos nomes mais populares do Brasil desde os anos 1970 – muitas vezes rivalizando e até passando Roberto Carlos em vendas de discos. Mas, especialmente, nos anos 1990, Odair morreu para esse público, que conhecia apenas os seus hits. “É que eu não fiz nada de relevante nesse período, sumi”, já afirmou o músico em entrevista à Rádio Eldorado de São Paulo. Hoje, Odair produz e passa por uma renovação de público interessante – é comum ver em seus shows gente de 20, 30 anos de idade, que nem tinha nascido quando ele lançou seus hits mais populares.

Divulgação

Outro que passou por uma grande renovação de público, que é uma forma de ressurreição, foi Erasmo Carlos. Com a imagem fortemente ligada à Jovem Guarda e seu grande parceiro, Roberto Carlos, Erasmo se tornou mais pop nos anos 1980 e teve vários hits, mas ficou apagado nos anos 1990. Foi ressuscitado pela regravação de “Além Do Horizonte” pelo Jota Quest em 2005 e foi redescoberto por um público mais jovem (e roqueiro) em 2009 quando lançou o álbum Rock ‘n’ Roll.

Divulgação

O Queen é outro caso de banda que teve diversas ressurreições. Com a morte de Freddie Mercury, principal figura da banda, em 1991, muitos acreditavam que seria também o fim do grupo. Se enganaram! Os outros integrantes, especialmente Brian May (atual dono da marca), organizaram diversos shows e turnês já a partir de 1992. A última ressurreição do Queen passou pelo Brasil e contou com Adam Lambert nos vocais.

Divulgação

Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward foram os quatro cavaleiros do apocalipse desde a fundação do Black Sabbath, em 1969, até 1979, quando a permanência de Ozzy no grupo se tornou insustentável. Depois disso, o Sabbath contou com o impressionante número de sete vocalistas, com destaque para Ronnie James Dio e Tony Martin. Com isso, a banda perdeu o foco e a relevância e, em 1984, a banda acabou após ver apenas um membro original, Iommi, em sua formação – e ele decidiu se voltar a seu trabalho solo. Dois anos depois, a banda retornou ao palco mas só recuperou sua grandeza na turnê Reunion, que contava com Ozzy nos vocais, em 1997. Depois, a banda promoveu mais uma reunião, em 2010, e um álbum de inéditas, 13 – sem o baterista Bill Ward, que não concordou com o contrato proposto pela empresária Sharon Osbourne em que ele ganhava menos que Ozzy. A turnê passou pelo Brasil e a banda anunciou o encerramento das suas atividades no dia 7 de março de 2017 – dessa vez, com remotas chances de ressurreição, até por conta das idades dos envolvidos.

Divulgação

Os Secos e Molhados conseguiram ressuscitar duas vezes e de forma paralela – é como se duas bandas estivessem perambulando por aí. Calma, a gente explica. O trio original, Ney Matogrosso, João Ricardo e Gérson Conrad, lançou apenas dois álbuns na primeira metade da década de 1970. Depois disso, cada um seguiu o seu caminho solo – sendo Ney Matogrosso o mais bem sucedido comercialmente. João Ricardo manteve o nome do grupo e voltou entre o fim dos anos 1970 e o começo dos 1980, sem conseguir muito êxito. Agora, em 2016, lançou o álbum Puto e, poucos meses depois, Ney Matogrosso anunciou que vai cantar o repertório clássico do grupo no Rock in Rio 2017, acompanhado da Nação Zumbi. Ou seja, tem Secos no streaming com músicas novas e tem Secos no palco do festival com as músicas clássicas, dos anos 1970.

Divulgação