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Ozzy encerra a primeira noite do Monsters Of Rock, desfalcada

por em 26/04/2015
Por Marcos Lauro No sábado, 25/04, o Anhembi foi sede da primeira noite do festival Monsters of Rock. Com a programação voltada ao heavy metal, o preto dominava aquela avenida famosa pelos desfiles das escolas de samba da divisão de elite paulistana. Em vez de tamborim era a distorção da guitarra que dava o tom para aqueles “foliões”. O festival começou cedo, por volta do meio dia, com o De La Tierra, superbanda formada por integrantes de diversos países latinos – incluindo Andreas Kisser, do Sepultura, que ainda não sabia que teria que retornar ao palco mais tarde para cobrir um buraco na programação. O clima estava tranquilo até o show do Black Veil Brides. A banda remonta o estilo glam dos anos 1970 e tem um visual quase emo – com direito a franjas. A plateia, ansiosa pelo show do Motörhead, vaiou a banda, que chegou a abandonar o palco por cerca de cinco minutos. Quando voltou, fez um show arrastado. Dali a alguns minutos, três notícias, duas boas e uma ruim: o Judas Priest faria um show maior do que o combinado, o Sepultura tocaria com o Motörhead e Lemmy Kilmister não estaria no palco. Lemmy teve uma intoxicação alimentar seguida de desidratação grave e não conseguiu ir até o Anhembi. O líder do Motörhead, de 69 anos, já vem preocupando com seu estado de saúde há algum tempo e a notícia deixou todos em alerta. [caption id="attachment_31332" align="aligncenter" width="300"]Foto: Katia NIshida Foto: Katia Nishida[/caption] No palco, o Sepultura se juntou ao Motörhead e tocou quatro músicas. A primeira foi “Orgasmatron”, já regravada pelo Sepultura, e teve clássicos como “Ace of Spades”. Mas sem Lemmy, que estava se recuperando. [caption id="attachment_31334" align="aligncenter" width="300"]Foto: Katia Nishida Foto: Katia Nishida[/caption] Rob Halford subiu ao palco com seu Judas Priest e fez um show para aqueles que gostam de sons agudos. Os solos de guitarra são abundantes e o vocal de Halford podia ser ouvido a quilômetros de distância, ecoando pela Marginal Tietê como uma chamado para os fãs do rock pesado. Ele encerrou o show com um “nós te amamos, Lemmy!”. Um minuto antes do esperado, às 22h29, Ozzy apareceu. Dessa vez, sem aqueles vídeos engraçados que antecedem os shows da sua turnê mas com a tradicional “Carmina Burana”, peça de Carl Orff que deixa qualquer entrada no palco mais imponente. O show de Ozzy é muito bem roteirizado e ele não foge do roteiro. Quem já viu apresentações anteriores sabe um pouco o que ele vai falar e em que momento. Dezenas de “let me hear yoooou” [deixem-me ouvir vocês!], a pistola de água (que é o terror dos fotógrafos que ficam na boca do palco)... Ozzy é um showman e se o show é roteirizado ou não é o que menos importa. [caption id="attachment_31335" align="aligncenter" width="500"]Foto: Katia Nishida Foto: Katia Nishida[/caption] Tudo começou com “Bark At The Moon”, faixa que abre o disco homônimo de 1983, a fase mais “farofa” de Ozzy. Na sequência, o teclado fantasmagórico abre “Mr. Crowley”. A primeira música do Black Sabbath a aparecer no Anhembi foi “Fairies Wear Boots” com seu riff marcante e suas mudanças de andamento. Na música seguinte, “Shot in the Dark”, uma chuva fina começou a cair no Anhembi. O primeiro intervalo para Ozzy veio com 50 minutos de show, quando ele saiu do palco para os solos dos seus músicos. Voltou com “Iron Man”, mais uma do Sabbath, para a loucura dos presentes. O segundo intervalo veio depois de “Crazy Train”. E o próprio Ozzy, hiperativo como sempre, se encarrega de chamar o bis pedindo gritos de “one more song! One more song!” de trás do palco. Ele volta e detona: “Paranoid”, do Sabbath. O show termina e o público vai embora ao som de “Changes”, regravação com Ozzy e sua filha, Kelly Osbourne. Neste domingo tem mais uma noite de Monsters of Rock no Anhembi com Manowar, mais um show de Judas Priest e Kiss.
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Por Marcos Lauro No sábado, 25/04, o Anhembi foi sede da primeira noite do festival Monsters of Rock. Com a programação voltada ao heavy metal, o preto dominava aquela avenida famosa pelos desfiles das escolas de samba da divisão de elite paulistana. Em vez de tamborim era a distorção da guitarra que dava o tom para aqueles “foliões”. O festival começou cedo, por volta do meio dia, com o De La Tierra, superbanda formada por integrantes de diversos países latinos – incluindo Andreas Kisser, do Sepultura, que ainda não sabia que teria que retornar ao palco mais tarde para cobrir um buraco na programação. O clima estava tranquilo até o show do Black Veil Brides. A banda remonta o estilo glam dos anos 1970 e tem um visual quase emo – com direito a franjas. A plateia, ansiosa pelo show do Motörhead, vaiou a banda, que chegou a abandonar o palco por cerca de cinco minutos. Quando voltou, fez um show arrastado. Dali a alguns minutos, três notícias, duas boas e uma ruim: o Judas Priest faria um show maior do que o combinado, o Sepultura tocaria com o Motörhead e Lemmy Kilmister não estaria no palco. Lemmy teve uma intoxicação alimentar seguida de desidratação grave e não conseguiu ir até o Anhembi. O líder do Motörhead, de 69 anos, já vem preocupando com seu estado de saúde há algum tempo e a notícia deixou todos em alerta. [caption id="attachment_31332" align="aligncenter" width="300"]Foto: Katia NIshida Foto: Katia Nishida[/caption] No palco, o Sepultura se juntou ao Motörhead e tocou quatro músicas. A primeira foi “Orgasmatron”, já regravada pelo Sepultura, e teve clássicos como “Ace of Spades”. Mas sem Lemmy, que estava se recuperando. [caption id="attachment_31334" align="aligncenter" width="300"]Foto: Katia Nishida Foto: Katia Nishida[/caption] Rob Halford subiu ao palco com seu Judas Priest e fez um show para aqueles que gostam de sons agudos. Os solos de guitarra são abundantes e o vocal de Halford podia ser ouvido a quilômetros de distância, ecoando pela Marginal Tietê como uma chamado para os fãs do rock pesado. Ele encerrou o show com um “nós te amamos, Lemmy!”. Um minuto antes do esperado, às 22h29, Ozzy apareceu. Dessa vez, sem aqueles vídeos engraçados que antecedem os shows da sua turnê mas com a tradicional “Carmina Burana”, peça de Carl Orff que deixa qualquer entrada no palco mais imponente. O show de Ozzy é muito bem roteirizado e ele não foge do roteiro. Quem já viu apresentações anteriores sabe um pouco o que ele vai falar e em que momento. Dezenas de “let me hear yoooou” [deixem-me ouvir vocês!], a pistola de água (que é o terror dos fotógrafos que ficam na boca do palco)... Ozzy é um showman e se o show é roteirizado ou não é o que menos importa. [caption id="attachment_31335" align="aligncenter" width="500"]Foto: Katia Nishida Foto: Katia Nishida[/caption] Tudo começou com “Bark At The Moon”, faixa que abre o disco homônimo de 1983, a fase mais “farofa” de Ozzy. Na sequência, o teclado fantasmagórico abre “Mr. Crowley”. A primeira música do Black Sabbath a aparecer no Anhembi foi “Fairies Wear Boots” com seu riff marcante e suas mudanças de andamento. Na música seguinte, “Shot in the Dark”, uma chuva fina começou a cair no Anhembi. O primeiro intervalo para Ozzy veio com 50 minutos de show, quando ele saiu do palco para os solos dos seus músicos. Voltou com “Iron Man”, mais uma do Sabbath, para a loucura dos presentes. O segundo intervalo veio depois de “Crazy Train”. E o próprio Ozzy, hiperativo como sempre, se encarrega de chamar o bis pedindo gritos de “one more song! One more song!” de trás do palco. Ele volta e detona: “Paranoid”, do Sabbath. O show termina e o público vai embora ao som de “Changes”, regravação com Ozzy e sua filha, Kelly Osbourne. Neste domingo tem mais uma noite de Monsters of Rock no Anhembi com Manowar, mais um show de Judas Priest e Kiss.