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Parceiros da música que um dia já se odiaram

A história da música é cheia de clássicas parcerias que foram de momentos juntos, fazendo sons incríveis para a raiva e as brigas públicas

por Redação em 19/07/2016

Passe praticamente todos os minutos de todos os seus dias com alguém por anos e, no fim, as chances de vocês acabarem se odiando, mesmo que seja só um pouquinho, são grandes. Agora adicione fama, a pressão de se apresentar na frente de milhares, uma combinação tóxica de drogas, álcool, ego e é criada a tempestade perfeita para parceiros da música se odiarem.

A história da música é cheia de clássicas parcerias que foram de momentos juntos, fazendo sons incríveis para a raiva e as brigas públicas. Às vezes, isso ajuda a criar canções ótimas, mesmo com a tensão dentro e fora do palco, mas tem outras vezes que o fim da banda é inevitável.

Mick Jagger e Keith Richards

Pode ser difícil de notar depois da turnê pela América Latina, Olé (ou pelos shows do festival Desert Trip que acontecem nos Estados Unidos em outubro), mas os membros do Rolling Stones mal se falaram por anos. A dupla, conhecida como “Glimmer Twins” nos anos 1970, passou grande parte das últimas três décadas em uma trégua que se transformava em desdém muitas vezes, apesar deles continuarem juntos no palco.

Durante as gravações do álbum Undercover, em 1983, o co-produtor Chris Kimsey contou em uma entrevista à Vanity Fair que os dois evitavam estar juntos no estúdio, briga que aumentou quando Richards descobriu que Jagger incluiu uma cláusula no contrato da banda com a gravadora que previa três álbuns solo para o vocalista

Depois de um tempo em paz, Richards colocou mais lenha na fogueira em 2010 quando fez comentários maldosos sobre Jagger em sua biografia Life, revelando que a banda se referia ao vocalista como “Brenda” ou “Sua Majestade”.

Divulgação

Noel e Liam Gallagher

Uma das melhores coisas sobre o Oasis era a famosa atitude agressiva da banda, principalmente do vocalista Liam, o que fez com que ele se tornasse um dos menos curtidos, mas mais magnético dos roqueiros dos anos 1990. A tensão passou para o relacionamento com seu irmão mais velho Noel, considerado o gênio por trás da banda, apesar dos protestos de Liam. A briga ficou pior durante a turnê de 2009, quando eles insistiam em viajar em aviões separados, e explodiu no camarim do show em agosto daquele ano, quando Liam jogou uma guitarra na cabeça do irmão, terminando a carreira da banda. Hoje, eles trocam insultos e provocações pelo Twitter.

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Axl Rose e Slash

Nenhuma banda teve mais altos e baixos do que os Guns N’ Roses. Os excessos, batalhas de ego e incapacidade de concordar sobre uma direção musical destruiu a banda, com o guitarrista Slash jogando a toalha em 1996 dizendo “O estilo visionário de Axl e suas sugestões para o Guns são completamente diferentes de mim. Eu só gosto de tocar guitarra, fazer um bom riff, em vez de apresentar uma imagem”.

Surpreendemente, quase duas semanas de tensão e brigas depois, os dois se reuniram em turnê esse ano.

Divulgação

Eddie Van Halen e David Lee Roth/Sammy Hagar

Ser um gênio musical não significa ser feliz na vida pessoal. É só perguntar para qualquer um dos três homens que lideraram o Van Halen nos últimos 30 anos. O vocalista original, David Lee Roth, saiu do grupo em 1985 após discordar do guitarrista Eddie Van Halen sobre o trabalho dele fora da banda, problemas com as drogas e questões pessoais. Isso gerou 10 anos de mais sucesso ainda com Sammy Hagar nos vocais, que também chegou ao fim de forma miserável quando ele e Van Halen brigaram sobre um álbum Greatest Hits, problemas com empresários e diferenças criativas. Hagar voltou para a banda entre 2003 e 2005, mas a reunião foi por água abaixo quando ele acusou Van Halen de não ser profissional.

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The Smashing Pumpkins

Depois de trilhar até o topo do rock alternativo nos anos 1990, Billy Corgan e seus parceiros de banda tiveram um fim trágico em 1999 quando o baixista D’Arcy Wretzky saiu do grupo e, menos de um ano depois, o último show da banda aconteceu. Corgan reformou o grupo cinco anos depois com o baterista original, Jimmy Chamberlin e novos integrantes ocupando os lugares de Wretzky e do guitarrista James Iha depois que um anúncio de página inteira no jornal Chicago Tribune falhou em convencer os membros originais a se reunirem. Ele jogou qualquer esperança de uma reunião da banda no lixo durante uma entrevista em 2012, quando chamou Iha de “um merda. Uma das piores pessoas que já conheci na vida”. Mas os dois subiram ao palco juntos em março de 2015. Vai entender. 

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The Pixies

Uma das mais influentes bandas indie de todos os tempos era liderada pelo combo agridoce do vocalista/guitarrista Black Francis e baixista/vocalista Kim Deal, que fizeram músicas incríveis juntos, mas não conseguiam concordar sobre o futuro da banda. Kim sofria com a ideia de que Francis era o líder criativo do grupo, nervosa porque ele não aceitava suas músicas para os álbuns do Pixies. Eles continuaram tocando juntos por anos, mesmo após uma briga feia no palco em 1989, na Alemanha, quando Francis tentou tirar Kim da banda. O grupo se reuniu e lançará o novo álbum, Head Carrier, em setembro deste ano, mas Kim Deal não faz parte da formação.

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The Ramones

Eles apareceram como uma gang usando jaquetas de couro e dividindo o mesmo sobrenome, mas o relacionamento entre os integrantes da banda mais icônica do punk rock não era nada fraterno. Na verdade, por mais da metade de sua carreira, o vocalista Joey Ramone e o guitarrista Johnny Ramone mal se falavam, resultado de suas opiniões divergentes sobre política, música, a direção que a banda devia tomar, e é claro, o eterno ressentimento de Joey porque Johnny roubou sua namorada.

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Cazuza e Frejat

O filme Cazuza – O Tempo Não Para dá uma carregada nas tintas e transforma o guitarrista Roberto Frejat em vilão – situação criticada pelo próprio músico logo após o lançamento do longa biográfico. O fato é que Cazuza não era das pessoas mais fáceis de se lidar e, ao resolver mudar os rumos da carreira, deixou os roqueiros do Barão Vermelho para trás para se lançar solo cantando até sambas de Cartola.

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Tom Zé e Caetano Veloso

Hoje todos são amigos e têm comentários elogiosos uns aos outros, mas Tom Zé e Caetano Veloso, “colegas” na Tropicália, já se estranharam publicamente. Em 2008, mesmo após Caetano elogiar o então recém lançado Estudando a Bossa, Tom Zé xingou o compositor durante um show no Ibirapuera. Caetano classificou a reação como “ressentimento”.

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Nasi e Edgard Scandurra

A briga principal no Ira! foi entre o vocalista, Nasi, e seu irmão, Valadão Junior, empresário da banda. Mas claro que as farpas sobraram para todos os integrantes, especialmente para Edgard Scandurra, parceiro de Nasi na maioria das composições do grupo. Nasi chegou a dizer que o guitarrista se comportava como uma “Greta Garbo”. Depois desse insulto glamoroso, a banda se desfez mas retornou há pouco tempo... com Nasi e Scandurra.

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Planet Hemp

“As pessoas acham que eu briguei com o Gustavo [Black Alien], mas, na verdade, eu briguei com o BNegão [risos]. Mas eu me afastei muito do Gustavo, ele foi morar em São Paulo faz uns anos e tal. Eu parei de beber faz um ano, tô só fumando. O Gustavo também parou e no dia em que fiz um ano sem beber, encontrei com ele. Pra estreitar amizade, saca? Diferente do Bernardo [BNegão], o lance com o Gustavo é diferente. Quando briguei com o Bernardo, foi pesado, magoou mesmo. Já com o Gustavo, não... a gente tretava direto, de sair na porrada. Mas era aquele lance de irmão... duas horas depois a gente já estava se falando. Então rolou uma separação mesmo, sem briga. Estamos ficando velhos, cara, temos que valorizar isso”. Marcelo D2 explicou para a Billboard Brasil.

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    BRASIL
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    EUA
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Ar-Condicionado No 15
Wesley Safadão
Áudio indisponível
2
Regime Fechado
Simone & Simaria
3
Avisa Que Eu Cheguei (Part. Ivete Sangalo)
Naiara Azevedo
4
Na Conta Da Loucura
Bruno & Marrone
5
Amigo Taxista
Zé Neto & Cristiano
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por Redação em 19/07/2016

Passe praticamente todos os minutos de todos os seus dias com alguém por anos e, no fim, as chances de vocês acabarem se odiando, mesmo que seja só um pouquinho, são grandes. Agora adicione fama, a pressão de se apresentar na frente de milhares, uma combinação tóxica de drogas, álcool, ego e é criada a tempestade perfeita para parceiros da música se odiarem.

A história da música é cheia de clássicas parcerias que foram de momentos juntos, fazendo sons incríveis para a raiva e as brigas públicas. Às vezes, isso ajuda a criar canções ótimas, mesmo com a tensão dentro e fora do palco, mas tem outras vezes que o fim da banda é inevitável.

Mick Jagger e Keith Richards

Pode ser difícil de notar depois da turnê pela América Latina, Olé (ou pelos shows do festival Desert Trip que acontecem nos Estados Unidos em outubro), mas os membros do Rolling Stones mal se falaram por anos. A dupla, conhecida como “Glimmer Twins” nos anos 1970, passou grande parte das últimas três décadas em uma trégua que se transformava em desdém muitas vezes, apesar deles continuarem juntos no palco.

Durante as gravações do álbum Undercover, em 1983, o co-produtor Chris Kimsey contou em uma entrevista à Vanity Fair que os dois evitavam estar juntos no estúdio, briga que aumentou quando Richards descobriu que Jagger incluiu uma cláusula no contrato da banda com a gravadora que previa três álbuns solo para o vocalista

Depois de um tempo em paz, Richards colocou mais lenha na fogueira em 2010 quando fez comentários maldosos sobre Jagger em sua biografia Life, revelando que a banda se referia ao vocalista como “Brenda” ou “Sua Majestade”.

Divulgação

Noel e Liam Gallagher

Uma das melhores coisas sobre o Oasis era a famosa atitude agressiva da banda, principalmente do vocalista Liam, o que fez com que ele se tornasse um dos menos curtidos, mas mais magnético dos roqueiros dos anos 1990. A tensão passou para o relacionamento com seu irmão mais velho Noel, considerado o gênio por trás da banda, apesar dos protestos de Liam. A briga ficou pior durante a turnê de 2009, quando eles insistiam em viajar em aviões separados, e explodiu no camarim do show em agosto daquele ano, quando Liam jogou uma guitarra na cabeça do irmão, terminando a carreira da banda. Hoje, eles trocam insultos e provocações pelo Twitter.

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Axl Rose e Slash

Nenhuma banda teve mais altos e baixos do que os Guns N’ Roses. Os excessos, batalhas de ego e incapacidade de concordar sobre uma direção musical destruiu a banda, com o guitarrista Slash jogando a toalha em 1996 dizendo “O estilo visionário de Axl e suas sugestões para o Guns são completamente diferentes de mim. Eu só gosto de tocar guitarra, fazer um bom riff, em vez de apresentar uma imagem”.

Surpreendemente, quase duas semanas de tensão e brigas depois, os dois se reuniram em turnê esse ano.

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Eddie Van Halen e David Lee Roth/Sammy Hagar

Ser um gênio musical não significa ser feliz na vida pessoal. É só perguntar para qualquer um dos três homens que lideraram o Van Halen nos últimos 30 anos. O vocalista original, David Lee Roth, saiu do grupo em 1985 após discordar do guitarrista Eddie Van Halen sobre o trabalho dele fora da banda, problemas com as drogas e questões pessoais. Isso gerou 10 anos de mais sucesso ainda com Sammy Hagar nos vocais, que também chegou ao fim de forma miserável quando ele e Van Halen brigaram sobre um álbum Greatest Hits, problemas com empresários e diferenças criativas. Hagar voltou para a banda entre 2003 e 2005, mas a reunião foi por água abaixo quando ele acusou Van Halen de não ser profissional.

Divulgação

The Smashing Pumpkins

Depois de trilhar até o topo do rock alternativo nos anos 1990, Billy Corgan e seus parceiros de banda tiveram um fim trágico em 1999 quando o baixista D’Arcy Wretzky saiu do grupo e, menos de um ano depois, o último show da banda aconteceu. Corgan reformou o grupo cinco anos depois com o baterista original, Jimmy Chamberlin e novos integrantes ocupando os lugares de Wretzky e do guitarrista James Iha depois que um anúncio de página inteira no jornal Chicago Tribune falhou em convencer os membros originais a se reunirem. Ele jogou qualquer esperança de uma reunião da banda no lixo durante uma entrevista em 2012, quando chamou Iha de “um merda. Uma das piores pessoas que já conheci na vida”. Mas os dois subiram ao palco juntos em março de 2015. Vai entender. 

Divulgação

The Pixies

Uma das mais influentes bandas indie de todos os tempos era liderada pelo combo agridoce do vocalista/guitarrista Black Francis e baixista/vocalista Kim Deal, que fizeram músicas incríveis juntos, mas não conseguiam concordar sobre o futuro da banda. Kim sofria com a ideia de que Francis era o líder criativo do grupo, nervosa porque ele não aceitava suas músicas para os álbuns do Pixies. Eles continuaram tocando juntos por anos, mesmo após uma briga feia no palco em 1989, na Alemanha, quando Francis tentou tirar Kim da banda. O grupo se reuniu e lançará o novo álbum, Head Carrier, em setembro deste ano, mas Kim Deal não faz parte da formação.

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The Ramones

Eles apareceram como uma gang usando jaquetas de couro e dividindo o mesmo sobrenome, mas o relacionamento entre os integrantes da banda mais icônica do punk rock não era nada fraterno. Na verdade, por mais da metade de sua carreira, o vocalista Joey Ramone e o guitarrista Johnny Ramone mal se falavam, resultado de suas opiniões divergentes sobre política, música, a direção que a banda devia tomar, e é claro, o eterno ressentimento de Joey porque Johnny roubou sua namorada.

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Cazuza e Frejat

O filme Cazuza – O Tempo Não Para dá uma carregada nas tintas e transforma o guitarrista Roberto Frejat em vilão – situação criticada pelo próprio músico logo após o lançamento do longa biográfico. O fato é que Cazuza não era das pessoas mais fáceis de se lidar e, ao resolver mudar os rumos da carreira, deixou os roqueiros do Barão Vermelho para trás para se lançar solo cantando até sambas de Cartola.

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Tom Zé e Caetano Veloso

Hoje todos são amigos e têm comentários elogiosos uns aos outros, mas Tom Zé e Caetano Veloso, “colegas” na Tropicália, já se estranharam publicamente. Em 2008, mesmo após Caetano elogiar o então recém lançado Estudando a Bossa, Tom Zé xingou o compositor durante um show no Ibirapuera. Caetano classificou a reação como “ressentimento”.

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Nasi e Edgard Scandurra

A briga principal no Ira! foi entre o vocalista, Nasi, e seu irmão, Valadão Junior, empresário da banda. Mas claro que as farpas sobraram para todos os integrantes, especialmente para Edgard Scandurra, parceiro de Nasi na maioria das composições do grupo. Nasi chegou a dizer que o guitarrista se comportava como uma “Greta Garbo”. Depois desse insulto glamoroso, a banda se desfez mas retornou há pouco tempo... com Nasi e Scandurra.

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Planet Hemp

“As pessoas acham que eu briguei com o Gustavo [Black Alien], mas, na verdade, eu briguei com o BNegão [risos]. Mas eu me afastei muito do Gustavo, ele foi morar em São Paulo faz uns anos e tal. Eu parei de beber faz um ano, tô só fumando. O Gustavo também parou e no dia em que fiz um ano sem beber, encontrei com ele. Pra estreitar amizade, saca? Diferente do Bernardo [BNegão], o lance com o Gustavo é diferente. Quando briguei com o Bernardo, foi pesado, magoou mesmo. Já com o Gustavo, não... a gente tretava direto, de sair na porrada. Mas era aquele lance de irmão... duas horas depois a gente já estava se falando. Então rolou uma separação mesmo, sem briga. Estamos ficando velhos, cara, temos que valorizar isso”. Marcelo D2 explicou para a Billboard Brasil.

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