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Pianista Eliane Elias retorna ao Brasil para gravar seu primeiro álbum fora dos Estados Unidos

por em 31/03/2015
Por Judy Cantor-Navas Filha de uma pianista erudita, a brasileira Eliane Elias chegou a Nova York aos 21 anos como um prodígio do jazz. E correspondeu à altura. Ela foi a primeira instrumentista feminina a ser capa da revista Downbeat, além de ter recebido cinco indicações ao Grammy. Seu último álbum, I Thought About You, um tributo a Chet Baker, alcançou o 4º lugar no ranking de álbuns de jazz. Após uma carreira consolidada nos Estados Unidos, Eliane voltou a gravar em seu país natal depois de tantos anos. Em Made In Brazil,que será lançado hoje (31 de março), ela traz alguns clássicos brasileiros como “Águas De Março” e “Aquarela Do Brasil”, além de composições próprias. A Billboard conversou com a pianista para saber sobre o disco feito em casa e sobre como é ser uma loira brasileira no meio da elite masculina americana jazzista. Billboard: Esse é o seu primeiro álbum gravado no Brasil em tanto tempo. Por que só agora? Eliane Elias: Desde 1981, quando cheguei em Nova York, toquei jazz. Com o passar dos anos, comecei a trazer música brasileira para as gravações. Em uma viagem pelo Brasil, pensei que seria ótimo fazer um álbum em minha cidade natal, São Paulo. Escrevi todo o material por lá, incluindo as gravações, que também foram feitas por lá. Fomos para Londres apenas para encaixar os instrumentos de cordas. Foi fantástico, uma grande vibração. B: Quando você deixou o Brasil, o que você estava procurando? EE: Desde que eu era criança, eu era apaixonada por jazz. Os músicos que eu ouvia tocar eram os músicos que eu procurei quando me mudei para Nova York. Quando cheguei, eu fui, surpreendentemente, bem recebida, mesmo sendo uma brasileira loira. Com isso, senti a responsabilidade de dar continuidade a essa linguagem que tanto admirava.  Depois de gravar tantos discos de jazz, comecei a trazer mais da música brasileira, que nunca me abandonou. B: Quais foram os desafios de ser mulher no meio do jazz? EE: É difícil para as mulheres em geral. A demanda de estar na estrada o tempo todo realmente atrapalha o relacionamento familiar. B: Sua carreira começou quando você era muito jovem. Como isso aconteceu? EE: Eu venho de uma família musical. Minha mãe tocava piano clássico e amava jazz. Quando tinha sete anos de idade, comecei a ter aulas de piano e, rapidamente, ficou evidente a capacidade que eu tinha para o instrumento. O meu modo de produzir música era diferente e eu já conseguia criar minhas coisas. Eu ia às aulas, começava a tocar e o professor chorava de emoção. Quando chegava em casa, eu dizia à minha mãe que não queria mais ir às aulas porque o professor chorava. Então, com apenas dez anos, eu já escrevia minhas próprias músicas. Eu era considerada uma criança prodígio.  
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Pianista Eliane Elias retorna ao Brasil para gravar seu primeiro álbum fora dos Estados Unidos

por em 31/03/2015
Por Judy Cantor-Navas Filha de uma pianista erudita, a brasileira Eliane Elias chegou a Nova York aos 21 anos como um prodígio do jazz. E correspondeu à altura. Ela foi a primeira instrumentista feminina a ser capa da revista Downbeat, além de ter recebido cinco indicações ao Grammy. Seu último álbum, I Thought About You, um tributo a Chet Baker, alcançou o 4º lugar no ranking de álbuns de jazz. Após uma carreira consolidada nos Estados Unidos, Eliane voltou a gravar em seu país natal depois de tantos anos. Em Made In Brazil,que será lançado hoje (31 de março), ela traz alguns clássicos brasileiros como “Águas De Março” e “Aquarela Do Brasil”, além de composições próprias. A Billboard conversou com a pianista para saber sobre o disco feito em casa e sobre como é ser uma loira brasileira no meio da elite masculina americana jazzista. Billboard: Esse é o seu primeiro álbum gravado no Brasil em tanto tempo. Por que só agora? Eliane Elias: Desde 1981, quando cheguei em Nova York, toquei jazz. Com o passar dos anos, comecei a trazer música brasileira para as gravações. Em uma viagem pelo Brasil, pensei que seria ótimo fazer um álbum em minha cidade natal, São Paulo. Escrevi todo o material por lá, incluindo as gravações, que também foram feitas por lá. Fomos para Londres apenas para encaixar os instrumentos de cordas. Foi fantástico, uma grande vibração. B: Quando você deixou o Brasil, o que você estava procurando? EE: Desde que eu era criança, eu era apaixonada por jazz. Os músicos que eu ouvia tocar eram os músicos que eu procurei quando me mudei para Nova York. Quando cheguei, eu fui, surpreendentemente, bem recebida, mesmo sendo uma brasileira loira. Com isso, senti a responsabilidade de dar continuidade a essa linguagem que tanto admirava.  Depois de gravar tantos discos de jazz, comecei a trazer mais da música brasileira, que nunca me abandonou. B: Quais foram os desafios de ser mulher no meio do jazz? EE: É difícil para as mulheres em geral. A demanda de estar na estrada o tempo todo realmente atrapalha o relacionamento familiar. B: Sua carreira começou quando você era muito jovem. Como isso aconteceu? EE: Eu venho de uma família musical. Minha mãe tocava piano clássico e amava jazz. Quando tinha sete anos de idade, comecei a ter aulas de piano e, rapidamente, ficou evidente a capacidade que eu tinha para o instrumento. O meu modo de produzir música era diferente e eu já conseguia criar minhas coisas. Eu ia às aulas, começava a tocar e o professor chorava de emoção. Quando chegava em casa, eu dizia à minha mãe que não queria mais ir às aulas porque o professor chorava. Então, com apenas dez anos, eu já escrevia minhas próprias músicas. Eu era considerada uma criança prodígio.