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Previsível ou não, Kiss encerra o Monsters do jeito que o público queria

por em 27/04/2015
Por Rodrigo Amaral da Rocha e Lucas Borges Teixeira O segundo dia do Monsters of Rock começou mais ensolarado e vazio do que o primeiro. Com um line up mais tímido, o Manowar, primeira grande atração do domingo (26/04), não atraiu muito público e o espaço ainda parecia vazio. Quando o Judas Priest entrou no palco, lá pelas 20h40, o público já era maior. Maior e mais plural. Embora o preto ainda fosse quase regra, era possível encontrar calças coloridas e blusas de outra cor, algo raro até então. E casais. Muitos casais. A presença feminina sobressaia-se aos marmanjos de coturno. Entre os shows, as filas, grande reclamação do sábado, também foram menores. O mesmo não pode se dizer dos preços. Para quem achava que o recorde seria R$ 100 por cada camiseta de banda na loja oficial (sim, R$ 100 reais), errou. No segundo dia, os ambulantes cadastrados não se contentaram com os R$ 6 cobrados pela lata de refrigerante e os R$ 9 pelo mesmo volume de cerveja e anunciavam em bom som: "Refri é 8, cerveja é 10". Ao serem questionados pelo preço destoante ao escrito nas placas, debochavam: "hoje mudou". A banda de Rob Halford fez um show um pouco diferente ao do dia anterior. Menor, como previsto. Mas teve a clássica motocicleta no palco e  "Breaking the Law". Com 45 minutos de atraso, o Kiss abriu o show com “Detroit Rock City”. O som parecia baixo, não reverberando para quem estava mais distante do palco, mas na verdade era a evidente fragilidade na voz de Paul Stanley. Fazendo frente à icônica banda, o falante vocalista interagiu bem com o público, arriscando palavras em português. “São Paulo” e “Vocês são demais” foram usadas à exaustão. A pirofagia sem fim, a fumaça e o jogo de luzes escondem o efeito do tempo no quarteto. O Kiss fez uma apresentação redondinha, sem escapar nenhum detalhe, exatamente como está construído no imaginário do público presente. Isso mostra que a banda de maquiados sabe, além de tudo, trabalhar a imagem do Kiss como um grande negócio. E isso os próprios integrantes não escondem. Durante a semana, antes do Monsters, Gene Simmons fez uma sessão de autógrafos sobre o livro que fala exatamente da construção da banda como uma marca. Repetitivo, pouco natural... para o público isso é o de menos. Os momentos mais celebrados são justamente os de performance mais exuberante. Como quando Gene Simmons e Paul Stanley, em dois momentos diferentes, são suspensos às alturas por uma corda; ou quando Simmons faz a típica encenação soltando um líquido vermelho pela boca. Mas os caras também deram ao público os grandes sucessos de mais de 40 anos de carreira. “Do You Love Me”, “Deuce”, “Lick It Up”, e pra fechar, “Rock And Roll All Nite” – provavelmente a mais esperada e mais cantada. Uma música que não costumava aparecer nos shows anteriores do grupo no Brasil esteve lá: "Parasite", do disco Hotter Than Hell de 1974. Assim como no dia anterior, quando o sistema de som tocou a balada “Changes” ao fim do show do Ozzy, o fim do Kiss foi embalado por “God Gave Rock And Roll To You”, dando aos presentes a sensação de ‘essa podia ter tocado’.
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