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“Quis trazer de volta o lance de dançar juntinho”, diz Ivete sobre nova música

?À Vontade? foi lançada na última sexta e ganhou clipe, que estrou no Fantástico na noite de ontem (06/08)

por Marcos Lauro em 07/08/2017

A cantora Ivete Sangalo lançou na última sexta-feira (04/08) “À Vontade”, seu mais novo single, que contou com a participação de Wesley Safadão. No domingo (06/08), a música ganhou sua versão em vídeo, com direito à estreia no Fantástico.

Nessa segunda-feira (07/08), falamos com Ivete sobre a novidade. A cantora ainda se desculpou pelos barulhos na ligação: “Sabe como é, eu tenho diversas carreiras: cantora, mãe...”.

A OPINIÃO DO POVO: IVETE SANGALO É A ARTISTA MAIS COMPLETA DO BRASIL

Leia o bate-papo:

O clipe de “À Vontade” tem inspiração em Grease – Nos Tempos da Brilhantina ou é algo mais aberto, anos 1960?
É mais em relação a essa época mesmo, queria trazer esse ar dos anos 1960. Tá na ideia da música, nas cores do clipe, nessa coisa de dançar junto. Claro que nos anos 1960 já tinha o rock e tal, mas ainda tinha muito forte essa coisa de dançar juntinho. Tanto é que a coreografia do clipe foi feita a partir do encontro. E no show vai ser um momento nostálgico, sabe? Sei que minha carreira tem essa coisa de “tira o pé do chão”, de dançar separado também... mas vai ser um momento mais tranquilo. A minha preocupação é que não ficasse datado e acho que conseguimos. O próprio cenário, o Palácio das Artes, no Rio de Janeiro, deixou o lance todo atemporal.

Você é uma artista que gosta de participar de todo o processo, não apenas da música em si. Nesse vídeo, como foi o trabalho com o Henrique Sauer [diretor] e com o Giovanni Branco [diretor criativo]?
Ah, são meus amigos. Giovanni, especialmente, é muito próximo e a gente a liberdade de opinar. E não é imposição minha, ele é flexível. Lancei a ideia e ele trabalhou em cima, pensou nos bailarinos [são 40, no total], no bumerangue. Teve muitas reuniões, então não teve surpresa negativa, sabe? Meu objetivo é que fique com a minha cara, com a minha proposta artística. Então é um jogo que mexe menos com a vaidade e mais com a inteligência emocional. Eles trouxeram outros prismas dentro do que eu havia pensado.

E qual a história da criação dessa música?
A gente estava em casa, com meu baixista, Gigi. A gente está sempre junto e tem milhões de letras dele que ainda não gravamos. Ele mostrou essa música e falei: “Isso dá uma dança de salão deliciosa!”. Sempre quando vou trabalhar numa música, tem uma concepção por trás... não é só letra e melodia. Tem a ideia.

E aí veio esse lance de “dançar juntinho”...
Sim. Faz tempo que eu não vou pra balada para achar crush, né [risos]? Mas a ideia foi essa, da moça chegando no lugar, sabendo que o cara está lá, mas ficando na dela...

Aquela coisa do “miga, ele taí, haja naturalmente”?
[risos] Exatamente. Mas a música vai ajudar a moça pra ela não passar a noite em branco, entendeu? Achei que ficou ótima, uma coisa meio Wanderléia, meio Jovem Guarda.

Essa música vai aparecer em algum álbum futuramente ou é só um single mesmo?
É um single. Tá rolando uma coisa aqui no mercado brasileiro que já tinha visto nos Estados Unidos, em outros lugares: tá aberto [pra esse formato]. E isso é uma liberdade maravilhosa. Porque o disco prega uma unidade, né? Leva mais tempo. Eu nunca tinha experimentado essa liberdade do single e resolvi apostar. Pode ser um EP também, quem sabe. Hoje, um disco inteiro pode se perder na ideia, a gente não consegue divulgar direito. Mas também é gostoso pensar num disco, fazer a capa... enfim.

Falando em mercado internacional, você já tem uma carreira consolidada lá fora. Agora, no Brasil, vemos novamente essa onda de artistas tentando crescer fora do país. Qual seu conselho?
Meu conselho é: “Vá! Faça!”. Existem várias maneiras de se fazer sucesso lá fora e a minha é deliciosa. Eu viajo, faço shows, minha música chega aos mais diversos lugares. A gente tem que aproveitar as oportunidades e é isso que deixa a gente vivo. Algo que mudou agora é a visão de que não é um favor o artista brasileiro bombar lá fora. Na verdade, o artista brasileiro tem mais a acrescentar no exterior do que o contrário. Não é favor nenhum nosso sucesso lá. Eu mesmo tenho várias carreiras, cantora, mãe [risos]...

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?À Vontade? foi lançada na última sexta e ganhou clipe, que estrou no Fantástico na noite de ontem (06/08)

por Marcos Lauro em 07/08/2017

A cantora Ivete Sangalo lançou na última sexta-feira (04/08) “À Vontade”, seu mais novo single, que contou com a participação de Wesley Safadão. No domingo (06/08), a música ganhou sua versão em vídeo, com direito à estreia no Fantástico.

Nessa segunda-feira (07/08), falamos com Ivete sobre a novidade. A cantora ainda se desculpou pelos barulhos na ligação: “Sabe como é, eu tenho diversas carreiras: cantora, mãe...”.

A OPINIÃO DO POVO: IVETE SANGALO É A ARTISTA MAIS COMPLETA DO BRASIL

Leia o bate-papo:

O clipe de “À Vontade” tem inspiração em Grease – Nos Tempos da Brilhantina ou é algo mais aberto, anos 1960?
É mais em relação a essa época mesmo, queria trazer esse ar dos anos 1960. Tá na ideia da música, nas cores do clipe, nessa coisa de dançar junto. Claro que nos anos 1960 já tinha o rock e tal, mas ainda tinha muito forte essa coisa de dançar juntinho. Tanto é que a coreografia do clipe foi feita a partir do encontro. E no show vai ser um momento nostálgico, sabe? Sei que minha carreira tem essa coisa de “tira o pé do chão”, de dançar separado também... mas vai ser um momento mais tranquilo. A minha preocupação é que não ficasse datado e acho que conseguimos. O próprio cenário, o Palácio das Artes, no Rio de Janeiro, deixou o lance todo atemporal.

Você é uma artista que gosta de participar de todo o processo, não apenas da música em si. Nesse vídeo, como foi o trabalho com o Henrique Sauer [diretor] e com o Giovanni Branco [diretor criativo]?
Ah, são meus amigos. Giovanni, especialmente, é muito próximo e a gente a liberdade de opinar. E não é imposição minha, ele é flexível. Lancei a ideia e ele trabalhou em cima, pensou nos bailarinos [são 40, no total], no bumerangue. Teve muitas reuniões, então não teve surpresa negativa, sabe? Meu objetivo é que fique com a minha cara, com a minha proposta artística. Então é um jogo que mexe menos com a vaidade e mais com a inteligência emocional. Eles trouxeram outros prismas dentro do que eu havia pensado.

E qual a história da criação dessa música?
A gente estava em casa, com meu baixista, Gigi. A gente está sempre junto e tem milhões de letras dele que ainda não gravamos. Ele mostrou essa música e falei: “Isso dá uma dança de salão deliciosa!”. Sempre quando vou trabalhar numa música, tem uma concepção por trás... não é só letra e melodia. Tem a ideia.

E aí veio esse lance de “dançar juntinho”...
Sim. Faz tempo que eu não vou pra balada para achar crush, né [risos]? Mas a ideia foi essa, da moça chegando no lugar, sabendo que o cara está lá, mas ficando na dela...

Aquela coisa do “miga, ele taí, haja naturalmente”?
[risos] Exatamente. Mas a música vai ajudar a moça pra ela não passar a noite em branco, entendeu? Achei que ficou ótima, uma coisa meio Wanderléia, meio Jovem Guarda.

Essa música vai aparecer em algum álbum futuramente ou é só um single mesmo?
É um single. Tá rolando uma coisa aqui no mercado brasileiro que já tinha visto nos Estados Unidos, em outros lugares: tá aberto [pra esse formato]. E isso é uma liberdade maravilhosa. Porque o disco prega uma unidade, né? Leva mais tempo. Eu nunca tinha experimentado essa liberdade do single e resolvi apostar. Pode ser um EP também, quem sabe. Hoje, um disco inteiro pode se perder na ideia, a gente não consegue divulgar direito. Mas também é gostoso pensar num disco, fazer a capa... enfim.

Falando em mercado internacional, você já tem uma carreira consolidada lá fora. Agora, no Brasil, vemos novamente essa onda de artistas tentando crescer fora do país. Qual seu conselho?
Meu conselho é: “Vá! Faça!”. Existem várias maneiras de se fazer sucesso lá fora e a minha é deliciosa. Eu viajo, faço shows, minha música chega aos mais diversos lugares. A gente tem que aproveitar as oportunidades e é isso que deixa a gente vivo. Algo que mudou agora é a visão de que não é um favor o artista brasileiro bombar lá fora. Na verdade, o artista brasileiro tem mais a acrescentar no exterior do que o contrário. Não é favor nenhum nosso sucesso lá. Eu mesmo tenho várias carreiras, cantora, mãe [risos]...