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Resenha de She Can’t Stop – Miley Cyrus: A Biografia, de Sarah Oliver

por em 03/10/2014
Miley Cyrus, uma biografia de culto ao nada Por Lucas Borges Teixeira miley Há uma idade mínima para que alguém mereça uma biografia? Não, argumentarão os biógrafos de Noel Rosa, morto aos 26 anos, ou de Jimi Hendrix, Kurt Cobain e Torquato Neto, mortos aos 27. Atualmente, há uma onda de livros sobre a vida de ídolos teen, todos por volta dos 20 anos. Será que nomes como Miley Cyrus, Taylor Swift e One Direction têm conteúdo o bastante para um bom livro? Vejamos: Miley Cyrus começou a carreira ainda criança, foi estrela de um programa de TV de sucesso, chegou ao topo do Billboard 200 com dois discos e, embora seus shows no Brasil não tenham esgotado, é uma das artistas pop mais polêmicas e com mais destaque da atualidade. Tudo isso em 21 anos de vida. Então, a cantora deve ser boa personagem para ser biografada, certo? Errado. She Can’t Spot – Miley Cyrus: A Biografia (Lua de Papel), de Sarah Oliver, expõe que não há muitos motivos para escrever um livro sobre a vida de uma cantora que, aparentemente, não tem tanto a destacar assim. Em narrativa cronológica, a autora conta a trajetória de Miley do nascimento aos dias de hoje. Fica, por sua vez, a sensação de que nada interessante acontece durante estes 21 anos. Ao contrário do que se espera de uma boa biografia – contextualização do personagem no tempo e espaço em que vive – Oliver optou por transformar sua obra em um grande livro de fofocas. Não aprende-se mais sobre o showbiz americano, embora essa pareça ter sido uma das intenções da autora. Descobre-se, isso, sim, que uma das cachorras de Miley ficou mais com a irmã do que com ela – e também que um de seus namorados, surpreendentemente, costumava guardar as cartas de amor que ela lhe escrevia. O excesso de zelo por pensar no público infanto-juvenil não ajuda. O momento decisivo em que Miley deixa de ser uma estrela da Disney, assistida por famílias reunidas, para virar artista pop que fala palavrões e abraça um pênis de borracha gigante não é bem abordado. Talvez para evitar polêmicas - movimento claro do livro -, Oliver suaviza a transição, o que não torna a história mais bonita, mas sim, vazia. É polêmica pela polêmica, forma sem função. Por outro lado, é provável que fãs pré-adolescentes da cantora gostem do livro. Trata Miley Cyrus com polidez e muitos – muitos – elogios. Não parece uma biografia, mas uma edição estendida de uma reportagem de tabloide norte-americano, com muitas falsas polêmicas, informações inúteis e nenhuma profundidade.  
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Resenha de She Can’t Stop – Miley Cyrus: A Biografia, de Sarah Oliver

por em 03/10/2014
Miley Cyrus, uma biografia de culto ao nada Por Lucas Borges Teixeira miley Há uma idade mínima para que alguém mereça uma biografia? Não, argumentarão os biógrafos de Noel Rosa, morto aos 26 anos, ou de Jimi Hendrix, Kurt Cobain e Torquato Neto, mortos aos 27. Atualmente, há uma onda de livros sobre a vida de ídolos teen, todos por volta dos 20 anos. Será que nomes como Miley Cyrus, Taylor Swift e One Direction têm conteúdo o bastante para um bom livro? Vejamos: Miley Cyrus começou a carreira ainda criança, foi estrela de um programa de TV de sucesso, chegou ao topo do Billboard 200 com dois discos e, embora seus shows no Brasil não tenham esgotado, é uma das artistas pop mais polêmicas e com mais destaque da atualidade. Tudo isso em 21 anos de vida. Então, a cantora deve ser boa personagem para ser biografada, certo? Errado. She Can’t Spot – Miley Cyrus: A Biografia (Lua de Papel), de Sarah Oliver, expõe que não há muitos motivos para escrever um livro sobre a vida de uma cantora que, aparentemente, não tem tanto a destacar assim. Em narrativa cronológica, a autora conta a trajetória de Miley do nascimento aos dias de hoje. Fica, por sua vez, a sensação de que nada interessante acontece durante estes 21 anos. Ao contrário do que se espera de uma boa biografia – contextualização do personagem no tempo e espaço em que vive – Oliver optou por transformar sua obra em um grande livro de fofocas. Não aprende-se mais sobre o showbiz americano, embora essa pareça ter sido uma das intenções da autora. Descobre-se, isso, sim, que uma das cachorras de Miley ficou mais com a irmã do que com ela – e também que um de seus namorados, surpreendentemente, costumava guardar as cartas de amor que ela lhe escrevia. O excesso de zelo por pensar no público infanto-juvenil não ajuda. O momento decisivo em que Miley deixa de ser uma estrela da Disney, assistida por famílias reunidas, para virar artista pop que fala palavrões e abraça um pênis de borracha gigante não é bem abordado. Talvez para evitar polêmicas - movimento claro do livro -, Oliver suaviza a transição, o que não torna a história mais bonita, mas sim, vazia. É polêmica pela polêmica, forma sem função. Por outro lado, é provável que fãs pré-adolescentes da cantora gostem do livro. Trata Miley Cyrus com polidez e muitos – muitos – elogios. Não parece uma biografia, mas uma edição estendida de uma reportagem de tabloide norte-americano, com muitas falsas polêmicas, informações inúteis e nenhuma profundidade.