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Tragédias que inspiraram a música

Uma das funções da arte é transformar experiências ruins em algo bom para os sentidos; veja exemplos

por Marcos Lauro em 06/12/2016

O acidente com o avião que levava o time da Chapecoense para a Colômbia e que vitimou 71 pessoas na última segunda-feira (28/12) não será esquecido tão cedo, tanto pelo tamanho da tragédia quanto pela repercussão mundial. Os artistas, claro, não ficaram de fora na hora de homenagear as vítimas. 

No mesmo dia, centenas de posts nas redes dos mais diversos artistas – de Ivete Sangalo a Guns n’ Roses – lembravam do time e desejavam força aos torcedores e sobreviventes da tragédia. Durante um live, Michel Teló cantou uma música, composta antes do acidente, que serviu para homenagear os atletas. 

MICHEL TELÓ CANTA MÚSICA EM HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DE ACIDENTE DA CHAPECOENSE

Essa é uma das funções da arte: transformar experiências ruins em algo bom para os olhos e ouvidos. Grandes tragédias, acidentes e crimes já serviram de inspiração para compositores, que recontaram as histórias como forma de homenagem às vítimas.

ONZE:20 HOMENAGEIA CHAPECOENSE DURANTE SHOW

Veja na galeria abaixo alguns exemplos:

Domingo Sangrento: Assim ficou conhecido o dia 30 de janeiro de 1972, quando tropas britânicas usaram armas letais numa manifestação pacífica na Irlanda do Norte contra a Operação Demetrius, realizada pelo governo britânico para prender supostos terroristas do IRA. O U2 abriu o álbum War, de 1983, com “Sunday Bloody Sunday”, música que fala sobre o ocorrido. Hoje, o som é uma das marcas do grupo.

Reprodução

11 de setembro: Paul McCartney estava no aeroporto de Nova York durante os ataques terroristas e teve seu voo para a Inglaterra cancelado devido ao fechamento total da zona aérea dos Estados Unidos. Sensibilizado pelo trabalho dos bombeiros, que perderam um grande número de soldados nos resgates do World Trade Center, Paul organizou o The Concert for New York City, que contou com quase 20 artistas, de The Who até Billy Joel, passando por Mick Jagger, Keith Richards e Backstreet Boys. Paul apresentou “Freedom”, escrita em homenagem às vítimas. A história do evento pode ser vista no documentário The Love We Make.

Ouça aqui 11 músicas inspiradas no 11 de setembro.

Reprodução

Fome na Etiópia: Tragédia histórica, especialmente no continente africano, a fome mobilizou diversos artistas no Live AID, organizado por Bob Geldof e Midge Ure em 1985 para arrecadar fundos para a causa. Pensado como um festival mundial, realizado simultaneamente em diversos locais e com transmissão ao vivo via satélite, o Live AID reuniu Queen, David Bowie, Elvis Costello, Duran Duran e Bob Dylan com Keith Richards e Ronnie Wood, entre outros.

Divulgação

O dia em que o rock morreu: Esse foi o nome dado para o dia 3 de fevereiro de 1959, quando o avião onde estavam Buddy Holly, Ritchie Valens e J. P. "The Big Bopper" Richardson caiu. Don McLean nunca reconheceu que escreveu “American Pie” como uma forma de homenagem às vítimas, mas há várias referências na música sobre elas – em diversas entrevistas, ele disse que preferia deixar a interpretação para os fãs.

Reprodução

Acidente com o zepelim LZ 129 Hindenburg: No dia 6 de maio de 1937, um grave acidente com o dirigível alemão matou 36 pessoas logo depois de uma travessia transatlântica que durou três dias, de Frankfurt, na Alemanha, até New Jersey, nos Estados Unidos. A imagem do dirigível em chamas foi parar na capa do álbum de estreia do Led Zeppelin, lançado em janeiro de 1969.

Reprodução

Massacre do Carandiru: No dia 2 de outubro de 1992, a Polícia Militar do Estado de São Paulo invadiu a Casa de Detenção, conhecida como Carandiru, para conter uma rebelião. O saldo oficial foi de 111 mortos. Além de um longa metragem dirigido por Hector Babenco, o fato rendeu “Diário De Um Detento”, música dos Racionais MC’s escrita em parceria com um ex-preso, que narra os acontecimentos do fatídico dia. O massacre também aparece brevemente em outras músicas, como “Haiti”, de Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Reprodução

Jack, O Estripador: Quase nada se sabe sobre esse serial killer que viveu na Londres de 1888 – nem, sequer, se ele realmente existiu. Mas há cinco mulheres, todas mortas da mesma maneira, que são consideradas vítimas de Jack. Todo esse mistério inspirou várias faixas batizadas de “Jack The Ripper”, de grupos como Motorhëad, White Stripes (numa versão pra original de Screaming Lord Sutch, de 1963) e até LL Cool J.

Reprodução

Assassinatos na Inglaterra (anos 1960): Ian Brady e Myra Hindley mataram cinco crianças em Saddleworth Moor e Manchester entre 1963 e 1965. No seu álbum de estreia, The Smiths gravou “Suffer Little Children” sobre esses casos e causou polêmica ao citar algumas das vítimas pelos nomes.

Reprodução

Making a Murderer: Série da Netflix, narra a história de Steven Avery, que, depois de ser condenado injustamente por um crime, processou o Estado e acabou preso novamente, mesmo sem provas convincentes. Seu sobrinho Brendan Dassey também foi preso nessa segunda condenação e o irmão de Brendan, Brad, lançou uma música em janeiro. “Eu quero que as pessoas que estão apoiando nossa família a ouçam. É mais uma canção sobre vitória em busca de dias melhores. Outro dia eu sonhei que Brendan e Steven eram soltos e tinha uma festa enorme com pessoas de todo o mundo comemorando”, disse. A banda The Arcs também fez uma música sobre a série.

Reprodução

Genocídio indígena norte-americano: Na década de 1960, Johnny Cash lançou uma série de discos chamada Americana, que mescla country, folk e blues, basicamente. Os temas passavam por caubóis e lendas do Velho Oeste. Mas, por algum motivo, Cash ficou sabendo que havia ancestrais da tribo Cherokee em sua árvore genealógica. Então, ele resolveu fazer um disco no mesmo estilo, mas temático: sobre os problemas indígenas do seu país. Alguns anos depois, Cash descobriu que não tinha ancestrais indígenas, mas sim escoceses, ingleses e irlandeses. Ou seja, o álbum Bitter Tears: Ballads Of The American Indian oi construído em cima de um mal-entendido. Mas isso, claro, não tira a beleza do disco, que fala sobre Cherokees, Senecas e outras nações de nativos norte-americanos que, na época desse disco, já haviam sofrido todo tipo de violência e sido retratados como vilões na cultura dos filmes de faroeste, que evidenciava o mocinho matador de indígenas/caras maus. A faixa mais famosa do disco, que alcançou o 3º  lugar na parada country de 1964, foi “The Ballad Of Ira Hayes”. Mas não dá para não notar a beleza de “White Girl” (sobre um índio que se apaixona por uma garota branca), ”As Long As The Grass Shal Grow” (sobre a construção de uma represa na Pensilvânia que expulsou a tribo Seneca da região) e “The Vanishing Race” (com sua batida tribal e Cash quase que incorporando um índio da tribo Navajo).

Reprodução

O Estrangulador de Boston: O blues vive até hoje de contar lendas e histórias obscuras sobre homens e mulheres misterioros. Os Rolling Stones não poderiam fugir dessa tradição: gravaram a faixa "Midnight Rambler" no álbum Let It Bleed, de 1969, que conta a história de Albert DeSalvo, conhecido como O Estrangulador de Boston, que matou 13 mulheres no começo dos anos 1960.

Reprodução

Morte de Dana Wells: Filho de um relacionamento anterior de Gloria Cavalera, esposa de Max, Dana foi morto em circunstâncias misteriosas em novembro de 1996, bem no turbilhão da separação/quase fim do Sepultura. A morte de Dana, aos 21 anos, abalou Max e o inspirou a fazer dezenas de músicas, entre elas “Attitude”, no Sepultura, e “Bleed”, “Eye For An Eye” e “First Commandment” no Soulfly.

Divulgação

Primeira Guerra Mundial: “One”, do Metallica, lançada no álbum ... And Justice For All, de 1988, fala sobre um soldado que volta do combate sem ouvir, falar e enxergar. O clipe mostra cenas do filme Johnny Vai à Guerra, que tem a mesma temática e serviu de inspiração para a música “Johnny Vai À Guerra (Outra Vez)”, da Plebe Rude.

Reprodução

Queda do dirigível R101: Em 5 de outubro de 1930, o zepelim britânico R101 caiu na França em sua viagem inaugural, matando 48 dos 54 passageiros. O fato serviu como inspiração para Bruce Dickinson escrever “Empire Of The Clouds”, presente no mais recente álbum do Iron Maiden, The Book Of Souls.

Reprodução

Jeremy: A música homônima do Pearl Jam se referefe ao suicídio do garoto Jeremy Wade Delle, de 15 anos, em frente ao seu colégio no Texas, em 1991. Eddie Veder disse que se inspirou também em um garoto que conheceu na escola, na Califórnia, que não se matou, mas efetuou um disparo em sala de aula.

Reprodução

Morte do filho de Clapton: Tragédias pessoais também acabam inspirando músicas. Feita para a trilha sonora do filme Rush - Uma Viagem ao Inferno, de 1991, “Tears In Heaven” é sobre a morte do filho de Clapton, Conor, de apenas quatro anos de idade, no dia 20 de março de 1991. Apesar desse contexto, a música levou três Grammy e o prêmio de single mais vendido do ano pela Billboard.

Divulgação

Chacina da Candelária: Em 23 de julho de 1993, policiais militares mataram oito jovens (seis menores de idade) nas escadarias da Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. O Olodum compôs “Candelária” como forma de protesto, seguindo a tradição do grupo de falar sobre problemas sociais em suas músicas.

Reprodução/Agência Brasil

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Uma das funções da arte é transformar experiências ruins em algo bom para os sentidos; veja exemplos

por Marcos Lauro em 06/12/2016

O acidente com o avião que levava o time da Chapecoense para a Colômbia e que vitimou 71 pessoas na última segunda-feira (28/12) não será esquecido tão cedo, tanto pelo tamanho da tragédia quanto pela repercussão mundial. Os artistas, claro, não ficaram de fora na hora de homenagear as vítimas. 

No mesmo dia, centenas de posts nas redes dos mais diversos artistas – de Ivete Sangalo a Guns n’ Roses – lembravam do time e desejavam força aos torcedores e sobreviventes da tragédia. Durante um live, Michel Teló cantou uma música, composta antes do acidente, que serviu para homenagear os atletas. 

MICHEL TELÓ CANTA MÚSICA EM HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DE ACIDENTE DA CHAPECOENSE

Essa é uma das funções da arte: transformar experiências ruins em algo bom para os olhos e ouvidos. Grandes tragédias, acidentes e crimes já serviram de inspiração para compositores, que recontaram as histórias como forma de homenagem às vítimas.

ONZE:20 HOMENAGEIA CHAPECOENSE DURANTE SHOW

Veja na galeria abaixo alguns exemplos:

Domingo Sangrento: Assim ficou conhecido o dia 30 de janeiro de 1972, quando tropas britânicas usaram armas letais numa manifestação pacífica na Irlanda do Norte contra a Operação Demetrius, realizada pelo governo britânico para prender supostos terroristas do IRA. O U2 abriu o álbum War, de 1983, com “Sunday Bloody Sunday”, música que fala sobre o ocorrido. Hoje, o som é uma das marcas do grupo.

Reprodução

11 de setembro: Paul McCartney estava no aeroporto de Nova York durante os ataques terroristas e teve seu voo para a Inglaterra cancelado devido ao fechamento total da zona aérea dos Estados Unidos. Sensibilizado pelo trabalho dos bombeiros, que perderam um grande número de soldados nos resgates do World Trade Center, Paul organizou o The Concert for New York City, que contou com quase 20 artistas, de The Who até Billy Joel, passando por Mick Jagger, Keith Richards e Backstreet Boys. Paul apresentou “Freedom”, escrita em homenagem às vítimas. A história do evento pode ser vista no documentário The Love We Make.

Ouça aqui 11 músicas inspiradas no 11 de setembro.

Reprodução

Fome na Etiópia: Tragédia histórica, especialmente no continente africano, a fome mobilizou diversos artistas no Live AID, organizado por Bob Geldof e Midge Ure em 1985 para arrecadar fundos para a causa. Pensado como um festival mundial, realizado simultaneamente em diversos locais e com transmissão ao vivo via satélite, o Live AID reuniu Queen, David Bowie, Elvis Costello, Duran Duran e Bob Dylan com Keith Richards e Ronnie Wood, entre outros.

Divulgação

O dia em que o rock morreu: Esse foi o nome dado para o dia 3 de fevereiro de 1959, quando o avião onde estavam Buddy Holly, Ritchie Valens e J. P. "The Big Bopper" Richardson caiu. Don McLean nunca reconheceu que escreveu “American Pie” como uma forma de homenagem às vítimas, mas há várias referências na música sobre elas – em diversas entrevistas, ele disse que preferia deixar a interpretação para os fãs.

Reprodução

Acidente com o zepelim LZ 129 Hindenburg: No dia 6 de maio de 1937, um grave acidente com o dirigível alemão matou 36 pessoas logo depois de uma travessia transatlântica que durou três dias, de Frankfurt, na Alemanha, até New Jersey, nos Estados Unidos. A imagem do dirigível em chamas foi parar na capa do álbum de estreia do Led Zeppelin, lançado em janeiro de 1969.

Reprodução

Massacre do Carandiru: No dia 2 de outubro de 1992, a Polícia Militar do Estado de São Paulo invadiu a Casa de Detenção, conhecida como Carandiru, para conter uma rebelião. O saldo oficial foi de 111 mortos. Além de um longa metragem dirigido por Hector Babenco, o fato rendeu “Diário De Um Detento”, música dos Racionais MC’s escrita em parceria com um ex-preso, que narra os acontecimentos do fatídico dia. O massacre também aparece brevemente em outras músicas, como “Haiti”, de Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Reprodução

Jack, O Estripador: Quase nada se sabe sobre esse serial killer que viveu na Londres de 1888 – nem, sequer, se ele realmente existiu. Mas há cinco mulheres, todas mortas da mesma maneira, que são consideradas vítimas de Jack. Todo esse mistério inspirou várias faixas batizadas de “Jack The Ripper”, de grupos como Motorhëad, White Stripes (numa versão pra original de Screaming Lord Sutch, de 1963) e até LL Cool J.

Reprodução

Assassinatos na Inglaterra (anos 1960): Ian Brady e Myra Hindley mataram cinco crianças em Saddleworth Moor e Manchester entre 1963 e 1965. No seu álbum de estreia, The Smiths gravou “Suffer Little Children” sobre esses casos e causou polêmica ao citar algumas das vítimas pelos nomes.

Reprodução

Making a Murderer: Série da Netflix, narra a história de Steven Avery, que, depois de ser condenado injustamente por um crime, processou o Estado e acabou preso novamente, mesmo sem provas convincentes. Seu sobrinho Brendan Dassey também foi preso nessa segunda condenação e o irmão de Brendan, Brad, lançou uma música em janeiro. “Eu quero que as pessoas que estão apoiando nossa família a ouçam. É mais uma canção sobre vitória em busca de dias melhores. Outro dia eu sonhei que Brendan e Steven eram soltos e tinha uma festa enorme com pessoas de todo o mundo comemorando”, disse. A banda The Arcs também fez uma música sobre a série.

Reprodução

Genocídio indígena norte-americano: Na década de 1960, Johnny Cash lançou uma série de discos chamada Americana, que mescla country, folk e blues, basicamente. Os temas passavam por caubóis e lendas do Velho Oeste. Mas, por algum motivo, Cash ficou sabendo que havia ancestrais da tribo Cherokee em sua árvore genealógica. Então, ele resolveu fazer um disco no mesmo estilo, mas temático: sobre os problemas indígenas do seu país. Alguns anos depois, Cash descobriu que não tinha ancestrais indígenas, mas sim escoceses, ingleses e irlandeses. Ou seja, o álbum Bitter Tears: Ballads Of The American Indian oi construído em cima de um mal-entendido. Mas isso, claro, não tira a beleza do disco, que fala sobre Cherokees, Senecas e outras nações de nativos norte-americanos que, na época desse disco, já haviam sofrido todo tipo de violência e sido retratados como vilões na cultura dos filmes de faroeste, que evidenciava o mocinho matador de indígenas/caras maus. A faixa mais famosa do disco, que alcançou o 3º  lugar na parada country de 1964, foi “The Ballad Of Ira Hayes”. Mas não dá para não notar a beleza de “White Girl” (sobre um índio que se apaixona por uma garota branca), ”As Long As The Grass Shal Grow” (sobre a construção de uma represa na Pensilvânia que expulsou a tribo Seneca da região) e “The Vanishing Race” (com sua batida tribal e Cash quase que incorporando um índio da tribo Navajo).

Reprodução

O Estrangulador de Boston: O blues vive até hoje de contar lendas e histórias obscuras sobre homens e mulheres misterioros. Os Rolling Stones não poderiam fugir dessa tradição: gravaram a faixa "Midnight Rambler" no álbum Let It Bleed, de 1969, que conta a história de Albert DeSalvo, conhecido como O Estrangulador de Boston, que matou 13 mulheres no começo dos anos 1960.

Reprodução

Morte de Dana Wells: Filho de um relacionamento anterior de Gloria Cavalera, esposa de Max, Dana foi morto em circunstâncias misteriosas em novembro de 1996, bem no turbilhão da separação/quase fim do Sepultura. A morte de Dana, aos 21 anos, abalou Max e o inspirou a fazer dezenas de músicas, entre elas “Attitude”, no Sepultura, e “Bleed”, “Eye For An Eye” e “First Commandment” no Soulfly.

Divulgação

Primeira Guerra Mundial: “One”, do Metallica, lançada no álbum ... And Justice For All, de 1988, fala sobre um soldado que volta do combate sem ouvir, falar e enxergar. O clipe mostra cenas do filme Johnny Vai à Guerra, que tem a mesma temática e serviu de inspiração para a música “Johnny Vai À Guerra (Outra Vez)”, da Plebe Rude.

Reprodução

Queda do dirigível R101: Em 5 de outubro de 1930, o zepelim britânico R101 caiu na França em sua viagem inaugural, matando 48 dos 54 passageiros. O fato serviu como inspiração para Bruce Dickinson escrever “Empire Of The Clouds”, presente no mais recente álbum do Iron Maiden, The Book Of Souls.

Reprodução

Jeremy: A música homônima do Pearl Jam se referefe ao suicídio do garoto Jeremy Wade Delle, de 15 anos, em frente ao seu colégio no Texas, em 1991. Eddie Veder disse que se inspirou também em um garoto que conheceu na escola, na Califórnia, que não se matou, mas efetuou um disparo em sala de aula.

Reprodução

Morte do filho de Clapton: Tragédias pessoais também acabam inspirando músicas. Feita para a trilha sonora do filme Rush - Uma Viagem ao Inferno, de 1991, “Tears In Heaven” é sobre a morte do filho de Clapton, Conor, de apenas quatro anos de idade, no dia 20 de março de 1991. Apesar desse contexto, a música levou três Grammy e o prêmio de single mais vendido do ano pela Billboard.

Divulgação

Chacina da Candelária: Em 23 de julho de 1993, policiais militares mataram oito jovens (seis menores de idade) nas escadarias da Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. O Olodum compôs “Candelária” como forma de protesto, seguindo a tradição do grupo de falar sobre problemas sociais em suas músicas.

Reprodução/Agência Brasil