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Um show inusitado: Almir Guineto na Santa Casa de São Paulo

Sambista, que faleceu nessa sexta-feira, realizou um show dentro do hospital nos anos 1990 depois de um acidente; leia a história

por Marcos Lauro em 05/05/2017

O sambista Almir Guineto, um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal e grande nome do gênero, faleceu nessa sexta-feira (05/05), aos 70 anos. O músico estava internado no Hospital Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro, para tratar de problemas renais e da diabetes.

Nascido no Morro do Salgueiro, Almir Guineto era um músico extremamente identificado com a figura do sambista carioca. Frequentador assíduo de escola de samba, de fama reconhecida em diversas rodas, introduziu o banjo, com braço de cavaquinho, no samba e se tornou referência com essa nova sonoridade.

Nos anos 1990, Almir Guineto morou no bairro de Santa Cecília, centro de São Paulo. E aqui começa a história inusitada de um show que o sambista fez dentro da Santa Casa de São Paulo, hospital localizado no mesmo bairro.

Nessa época, Almir não ligava muito para seu estado de saúde e era visto quase diariamente nos botecos da região – especialmente em um localizado na rua Bento Freitas. Às vezes, Almir estava com seu filho, Almirzinho, e com o cantor Ovelha, também frequentador do mesmo bar (e num determinado dia, o Ovelha quase atropelou este editor com seu Puma vermelho... mas essa história fica pra outro dia).

Num desses dias de bebedeira, Almir caiu em alguma das calçadas esburacadas da região e teve de ser levado às pressas para o Pronto Socorro da Santa Casa. Raio X, tomografia, curativos... e, passado o susto, Almir se recuperou e quis agradecer ao hospital pelo atendimento prestado com um show.

Prontamente, o hospital providenciou a montagem de um pequeno palco bem no meio do terreno, em frente à capela central (onde anualmente fazem a formatura dos estudantes de medicina, para se ter ideia da importância do local). Obviamente, não vou me recordar do dia ou do horário desse show, mas por volta da hora do almoço de um dia de semana qualquer, sobe Almir Guineto ao palco para realizar seu show de agradecimento. No meio da Santa Casa de São Paulo.

O cantor já estava recuperado do susto, mas ainda com esparadrapos na testa (deve ter batido a cabeça na queda). Cantou clássicos do samba num show relativamente curto (talvez uns 40 minutos, mas um tempo ok para quem havia acabado de sair de uma internação e ainda estava dentro de um hospital).

Alguns pacientes internados que tinham condição de sair de suas macas foram ver o show de perto. Médicos davam aquela espiada rápida e logo partiam para seus atendimentos. Funcionários do administrativo gastavam seus preciosos minutos do almoço cantando junto com Almir Guineto. Foi um dia atípico na Santa Casa de São Paulo.

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Sambista, que faleceu nessa sexta-feira, realizou um show dentro do hospital nos anos 1990 depois de um acidente; leia a história

por Marcos Lauro em 05/05/2017

O sambista Almir Guineto, um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal e grande nome do gênero, faleceu nessa sexta-feira (05/05), aos 70 anos. O músico estava internado no Hospital Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro, para tratar de problemas renais e da diabetes.

Nascido no Morro do Salgueiro, Almir Guineto era um músico extremamente identificado com a figura do sambista carioca. Frequentador assíduo de escola de samba, de fama reconhecida em diversas rodas, introduziu o banjo, com braço de cavaquinho, no samba e se tornou referência com essa nova sonoridade.

Nos anos 1990, Almir Guineto morou no bairro de Santa Cecília, centro de São Paulo. E aqui começa a história inusitada de um show que o sambista fez dentro da Santa Casa de São Paulo, hospital localizado no mesmo bairro.

Nessa época, Almir não ligava muito para seu estado de saúde e era visto quase diariamente nos botecos da região – especialmente em um localizado na rua Bento Freitas. Às vezes, Almir estava com seu filho, Almirzinho, e com o cantor Ovelha, também frequentador do mesmo bar (e num determinado dia, o Ovelha quase atropelou este editor com seu Puma vermelho... mas essa história fica pra outro dia).

Num desses dias de bebedeira, Almir caiu em alguma das calçadas esburacadas da região e teve de ser levado às pressas para o Pronto Socorro da Santa Casa. Raio X, tomografia, curativos... e, passado o susto, Almir se recuperou e quis agradecer ao hospital pelo atendimento prestado com um show.

Prontamente, o hospital providenciou a montagem de um pequeno palco bem no meio do terreno, em frente à capela central (onde anualmente fazem a formatura dos estudantes de medicina, para se ter ideia da importância do local). Obviamente, não vou me recordar do dia ou do horário desse show, mas por volta da hora do almoço de um dia de semana qualquer, sobe Almir Guineto ao palco para realizar seu show de agradecimento. No meio da Santa Casa de São Paulo.

O cantor já estava recuperado do susto, mas ainda com esparadrapos na testa (deve ter batido a cabeça na queda). Cantou clássicos do samba num show relativamente curto (talvez uns 40 minutos, mas um tempo ok para quem havia acabado de sair de uma internação e ainda estava dentro de um hospital).

Alguns pacientes internados que tinham condição de sair de suas macas foram ver o show de perto. Médicos davam aquela espiada rápida e logo partiam para seus atendimentos. Funcionários do administrativo gastavam seus preciosos minutos do almoço cantando junto com Almir Guineto. Foi um dia atípico na Santa Casa de São Paulo.