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“Virou um canhão que eu senti no corpo quando ouvi”, diz Claudia Leitte sobre novo single

"Baldin De Gelo" foi lançada nesta sexta-feira, com clipe inspirado em série da Netflix

por Rebecca Silva em 04/08/2017

A cantora Claudia Leitte lançou nesta sexta-feira (04/08) sua nova música de trabalho, “Baldin De Gelo”. Na faixa, ela canta sobre uma mulher que foi curtir a vida ao lado das amigas em vez de ficar na fossa após o fim de um relacionamento.

O single também já ganhou clipe, gravado em São Paulo durante o mês de julho, inspirado na série da Netflix The Get Down, com ambientação urbana. Novamente, a cantora trabalhou com o diretor Mess Santos.

A Billboard Brasil conversou com Claudia Leitte sobre o trabalho com a Roc Nation, os 10 anos de carreira e as novidades da carreira:

claudialeitte2
Divulgação/Rodolfo Magalhães

Você trouxe a atmosfera urbana do reggaeton para o clipe, mas de uma forma mais americanizada porque sua referência foi a série da Netflix The Get Down. Como foi esse processo de produção?

Isso mesmo. Tem essa pegada nostálgica da série, mas ao mesmo tempo é atual e moderna. É uma mistura de coisas. Eu sou do carnaval, das cores, queria algo que me tirasse da zona de conforto, gosto de fazer isso. A música é popular, o reggaeton, o hip hop, o axé. O clipe partiu da música ótima que tínhamos na mão, não teve muito mistério. Uma coisa foi levando à outra.

Você já está trabalhando com a Roc Nation há algum tempo. Vamos ter novos singles com maior frequência?

Temos um planejamento até agosto do ano que vem, quando completo 10 anos de carreira e vamos fazer a turnê especial. Há uns quatro meses, já tinha todo esse planejamento de lançamento dos singles, já tinha algumas opções para carro-chefe e “Baldin De Gelo” foi uma das últimas a chegar. Augusto Cabrera é latino mesmo, não veio nessa onda que está rolando agora, ele trouxe a célula mortal do reggaeton e o Tierry entrou com o axé. Virou um canhão que eu senti no corpo quando ouvi no dia que coloquei a voz. A gravação foi em um take só, acredita? Ficou pronta em uma hora. Aquele planejamento de singles foi deixado de lado, eu sabia que “Baldin” precisava ser o primeiro.

Como vai ser essa ponte com os seus 10 anos de carreira?

Esses 10 anos serão celebrados de uma forma nostálgica, por meio de músicas também. Isso me trouxe muita inspiração e gratidão por viver de música, pelos meus fãs. Tem muita coisa nova no projeto também, quero provocar meus fãs. Trouxe muito da minha experiência nos Estados Unidos, eles vivem no futuro, né? E olha que eu gostei bastante de passear pelo futuro [risos].

Los Angeles é uma cidade que respira arte e vive pulsando com os sonhos de todos que se mudam para lá atrás de fama e reconhecimento. Como esse ambiente te inspirou e qual a maior diferença para o Brasil?

Salvador exala música, arte. Mas temos um país que precisa ser reestruturado. Sou bastante positiva com o que estamos vivendo atualmente. Sempre faço uma analogia com a ressaca do mar, quando ele está revoltado, limpando o fundo de toda a sujeira e ninguém quer entrar, mas quando chega o verão, está lindo. O Brasil está revolto, mudando. Salvador é um reduto de luz, de criação. É incrível tal qual Los Angeles. Mas aqui, não temos a liberdade, o incentivo à cultura, à educação que eles têm. Lá eles são guiados, patrocinados, apreciados. Aqui, mal temos escolas de música. Mas gosto de deixar claro que não devemos nada a ninguém, viu? Amo Los Angeles, mas sou apaixonada por Salvador.

Em “Baldin De Gelo”, você canta a história de uma mulher que se empodera após o fim de um relacionamento e não fica na fossa, prefere curtir a vida ao lado das amigas. O Brasil teve, nos últimos anos, um crescimento nas músicas com essa temática, com mulheres donas de si, principalmente no sertanejo. Como é para você cantar disso?

Quando eu tinha 19, 20 anos eu já cantava “Safado, Cachorro, Sem-Vergonha”, “Cai Fora”. Só percebi agora, sabe? Agora todo mundo está cantando. Cresci em um universo muito feminino, sempre foi natural para mim. Não vou te dizer que já sofri problemas com misoginia porque se sofri, não percebi. Meu foco era outro, o objetivo lá na frente, sorrindo sempre. Em “Baldin De Gelo” canto em terceira pessoa sobre a vida de outra mulher, mas eu já vivi essa situação. Uma vez, tinha terminado um relacionamento, estava sofrendo, assistindo a vários filmes. Se fosse hoje, eu teria feito uma maratona de séries. Minhas amigas foram em casa. Coloquei um vestido tomara-que-caia, me lembro até hoje, fiz escova na franja para dar aquela arrumada, tomamos sangria. Lembro que comi todas as maçãs da jarra, fiquei trilili [risos]. Achei que ia sofrer, chorar, mas naquele dia conheci o meu marido, lindo no restaurante.

Você gosta bastante de séries, Claudia? Tem tempo para assistir?

O download da Netflix acabou comigo [risos]! São doze horas de voo de Salvador até Los Angeles, então consigo assistir muitos episódios, filmes, ler. Faço meu próprio spa, coloco uma máscara no rosto. Eu adoro House Of Cards, fico espantada assistindo, mas tem uma mensagem boa de não confiar em ninguém, né? Nem em você, só em Deus [risos]. Também gosto de Once Upon A Time, Orange Is The New Black, Dexter... se deixar, fico até amanhã falando.

É interessante ver esse lado mais humano dos artistas. Costumamos ter uma visão de que vocês não são “gente como a gente”.

Posso te falar uma coisa? Tem que ter tempo para fazer o que se gosta. Sabe aqueles artistas gringos que saem de férias por oito meses e depois fazem turnê por mais oito? Tem que equilibrar. Meu empresário me disse isso. É importante esse equilíbrio para que a entrega seja boa. Não quero mais fazer 40 shows por mês como já fiz. Quero sim ter tempo para ver séries, levar meu filho na escola, passar o dia de pijama. Quando estamos descansados, entregamos melhor o nosso trabalho. O artista serve as pessoas, ele não é servido. Temos que estar dispostos para receber em camarim, tirar foto, nos apresentar nos shows.

Então nos próximos meses os fãs podem esperar novos singles? O que pode nos adiantar desse planejamento?

Não sei se vou lançar álbum, não. Lancei um em 2015 que ficou obsoleto com essas mudanças no consumo de músicas. As músicas ficam perdidas! “Matimba” era ótima, outros singles bombaram, hitaram nas micaretas, mas o resto ficou preso na Caverna do Dragão [risos]. Então quero lançar single por single, com clipe, dando a atenção que a música precise, assim como com “Baldin De Gelo”. Não posso adiantar muito porque vai do planejamento deles, mas os fãs vão gostar porque está muito bom, modéstia à parte.

Veja o clipe de “Baldin De Gelo”:

  • HOT 100
    BRASIL
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    200
  • HOT 100
    EUA
1
Ar-Condicionado No 15
Wesley Safadão
Áudio indisponível
2
Regime Fechado
Simone & Simaria
3
Avisa Que Eu Cheguei (Part. Ivete Sangalo)
Naiara Azevedo
4
Na Conta Da Loucura
Bruno & Marrone
5
Amigo Taxista
Zé Neto & Cristiano
RANKING COMPLETO
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“Virou um canhão que eu senti no corpo quando ouvi”, diz Claudia Leitte sobre novo single

"Baldin De Gelo" foi lançada nesta sexta-feira, com clipe inspirado em série da Netflix

por Rebecca Silva em 04/08/2017

A cantora Claudia Leitte lançou nesta sexta-feira (04/08) sua nova música de trabalho, “Baldin De Gelo”. Na faixa, ela canta sobre uma mulher que foi curtir a vida ao lado das amigas em vez de ficar na fossa após o fim de um relacionamento.

O single também já ganhou clipe, gravado em São Paulo durante o mês de julho, inspirado na série da Netflix The Get Down, com ambientação urbana. Novamente, a cantora trabalhou com o diretor Mess Santos.

A Billboard Brasil conversou com Claudia Leitte sobre o trabalho com a Roc Nation, os 10 anos de carreira e as novidades da carreira:

claudialeitte2
Divulgação/Rodolfo Magalhães

Você trouxe a atmosfera urbana do reggaeton para o clipe, mas de uma forma mais americanizada porque sua referência foi a série da Netflix The Get Down. Como foi esse processo de produção?

Isso mesmo. Tem essa pegada nostálgica da série, mas ao mesmo tempo é atual e moderna. É uma mistura de coisas. Eu sou do carnaval, das cores, queria algo que me tirasse da zona de conforto, gosto de fazer isso. A música é popular, o reggaeton, o hip hop, o axé. O clipe partiu da música ótima que tínhamos na mão, não teve muito mistério. Uma coisa foi levando à outra.

Você já está trabalhando com a Roc Nation há algum tempo. Vamos ter novos singles com maior frequência?

Temos um planejamento até agosto do ano que vem, quando completo 10 anos de carreira e vamos fazer a turnê especial. Há uns quatro meses, já tinha todo esse planejamento de lançamento dos singles, já tinha algumas opções para carro-chefe e “Baldin De Gelo” foi uma das últimas a chegar. Augusto Cabrera é latino mesmo, não veio nessa onda que está rolando agora, ele trouxe a célula mortal do reggaeton e o Tierry entrou com o axé. Virou um canhão que eu senti no corpo quando ouvi no dia que coloquei a voz. A gravação foi em um take só, acredita? Ficou pronta em uma hora. Aquele planejamento de singles foi deixado de lado, eu sabia que “Baldin” precisava ser o primeiro.

Como vai ser essa ponte com os seus 10 anos de carreira?

Esses 10 anos serão celebrados de uma forma nostálgica, por meio de músicas também. Isso me trouxe muita inspiração e gratidão por viver de música, pelos meus fãs. Tem muita coisa nova no projeto também, quero provocar meus fãs. Trouxe muito da minha experiência nos Estados Unidos, eles vivem no futuro, né? E olha que eu gostei bastante de passear pelo futuro [risos].

Los Angeles é uma cidade que respira arte e vive pulsando com os sonhos de todos que se mudam para lá atrás de fama e reconhecimento. Como esse ambiente te inspirou e qual a maior diferença para o Brasil?

Salvador exala música, arte. Mas temos um país que precisa ser reestruturado. Sou bastante positiva com o que estamos vivendo atualmente. Sempre faço uma analogia com a ressaca do mar, quando ele está revoltado, limpando o fundo de toda a sujeira e ninguém quer entrar, mas quando chega o verão, está lindo. O Brasil está revolto, mudando. Salvador é um reduto de luz, de criação. É incrível tal qual Los Angeles. Mas aqui, não temos a liberdade, o incentivo à cultura, à educação que eles têm. Lá eles são guiados, patrocinados, apreciados. Aqui, mal temos escolas de música. Mas gosto de deixar claro que não devemos nada a ninguém, viu? Amo Los Angeles, mas sou apaixonada por Salvador.

Em “Baldin De Gelo”, você canta a história de uma mulher que se empodera após o fim de um relacionamento e não fica na fossa, prefere curtir a vida ao lado das amigas. O Brasil teve, nos últimos anos, um crescimento nas músicas com essa temática, com mulheres donas de si, principalmente no sertanejo. Como é para você cantar disso?

Quando eu tinha 19, 20 anos eu já cantava “Safado, Cachorro, Sem-Vergonha”, “Cai Fora”. Só percebi agora, sabe? Agora todo mundo está cantando. Cresci em um universo muito feminino, sempre foi natural para mim. Não vou te dizer que já sofri problemas com misoginia porque se sofri, não percebi. Meu foco era outro, o objetivo lá na frente, sorrindo sempre. Em “Baldin De Gelo” canto em terceira pessoa sobre a vida de outra mulher, mas eu já vivi essa situação. Uma vez, tinha terminado um relacionamento, estava sofrendo, assistindo a vários filmes. Se fosse hoje, eu teria feito uma maratona de séries. Minhas amigas foram em casa. Coloquei um vestido tomara-que-caia, me lembro até hoje, fiz escova na franja para dar aquela arrumada, tomamos sangria. Lembro que comi todas as maçãs da jarra, fiquei trilili [risos]. Achei que ia sofrer, chorar, mas naquele dia conheci o meu marido, lindo no restaurante.

Você gosta bastante de séries, Claudia? Tem tempo para assistir?

O download da Netflix acabou comigo [risos]! São doze horas de voo de Salvador até Los Angeles, então consigo assistir muitos episódios, filmes, ler. Faço meu próprio spa, coloco uma máscara no rosto. Eu adoro House Of Cards, fico espantada assistindo, mas tem uma mensagem boa de não confiar em ninguém, né? Nem em você, só em Deus [risos]. Também gosto de Once Upon A Time, Orange Is The New Black, Dexter... se deixar, fico até amanhã falando.

É interessante ver esse lado mais humano dos artistas. Costumamos ter uma visão de que vocês não são “gente como a gente”.

Posso te falar uma coisa? Tem que ter tempo para fazer o que se gosta. Sabe aqueles artistas gringos que saem de férias por oito meses e depois fazem turnê por mais oito? Tem que equilibrar. Meu empresário me disse isso. É importante esse equilíbrio para que a entrega seja boa. Não quero mais fazer 40 shows por mês como já fiz. Quero sim ter tempo para ver séries, levar meu filho na escola, passar o dia de pijama. Quando estamos descansados, entregamos melhor o nosso trabalho. O artista serve as pessoas, ele não é servido. Temos que estar dispostos para receber em camarim, tirar foto, nos apresentar nos shows.

Então nos próximos meses os fãs podem esperar novos singles? O que pode nos adiantar desse planejamento?

Não sei se vou lançar álbum, não. Lancei um em 2015 que ficou obsoleto com essas mudanças no consumo de músicas. As músicas ficam perdidas! “Matimba” era ótima, outros singles bombaram, hitaram nas micaretas, mas o resto ficou preso na Caverna do Dragão [risos]. Então quero lançar single por single, com clipe, dando a atenção que a música precise, assim como com “Baldin De Gelo”. Não posso adiantar muito porque vai do planejamento deles, mas os fãs vão gostar porque está muito bom, modéstia à parte.

Veja o clipe de “Baldin De Gelo”: